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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Adoção de uma tecnologia em nuvem pode transformar e impactar os negócios da indústria.

No Brasil, setores que respondem por 40% do PIB não adotaram tecnologias digitais e estão longe de se aproximar da Indústria 4.0.


No mundo ultra conectado de hoje, a presença digital define a forma como vivemos e trabalhamos. E, muitas vezes, para alguns setores da economia, enxergar além do lugar comum é uma tarefa árdua, inclusive quando se trata de setores com processos tão estruturados, como a indústria. E nesse contexto é preciso trazer à luz a discussão sobre a necessidade de promover a transformação que melhore a vida de todos os envolvidos da cadeia: o trabalhador, com processos para facilitar seu dia-a-dia; a própria indústria, com sua necessidade constante de inovação em P&D e, também, de criação de novos produtos; e o consumidor final, com a constante demanda por conectividade, integração e informações em tempo real. Mas, afinal, o que a nuvem e as empresas de software têm a ver com isso? Tudo!


Não há dúvidas de que a nuvem tem permitido uma mudança no nosso estilo de vida. Na vida pessoal, por exemplo, toda a nossa forma de consumo já passa por ela. Desde o aplicativo de carona, ao de filmes, bancos e músicas. As inovações são disruptivas e, gradualmente, começam a atingir os mais consolidados setores economia, e por isso, a nuvem merece um lugar de destaque na história, assim como teve a energia elétrica, o vapor e os computadores.


Afinal, mesmo com a desconfiança, rejeição e resistência de algumas indústrias, os dados mais recentes do Gartner apontam para um crescimento contínuo dessa adoção. A nuvem pública, por exemplo, pode crescer 17,3% e o SaaS (software como serviço) ainda é o principal segmento do mercado, com uma receita que pode crescer 17,8%, e chegar a US$ 85,1 bilhões em 2019. É fato que as transformações geradas por essa adoção mudaram a forma como os negócios são conduzidos, e por isso é importante que as indústrias estejam na nuvem, caso contrário, as consequências podem ser bastante negativas.


No Brasil, a indústria é um setor que necessita da inovação e da eficiência operacional, e as  tecnologias digitais estão fazendo muita falta. A CNI, em um estudo recente, mostra que os 24 setores mais produtivos da indústria brasileira, 14 estão atrasados em relação à adoção de tecnologias digitais. A principal consequência para essas empresas é a inefeciência e o risco de serem, em um futuro próximo, excluídas da Indústria 4.0. Afinal, a digitalização é uma das premissas dessa nova revolução. E o mais preocupante é que, de acordo com o IBGE, esses 14 setores respondem por 40% do PIB brasileiro.


Já que é na nuvem que a mágica acontece, por ser um driver de mercado que capaz de promover mudanças estratégicas nas companhias, veja como a simples adoção de uma tecnologia SaaS, pode causar transformação e impactar os negócios da indústria:


Acompanhar as mudanças econômicas: A necessidade de resposta rápida e lançamento de novas organizações e modelos de negócios são uma necessidade da economia atual. A indústria não pode passar dois anos implementando e integrando um ERP on premise. As soluções em nuvem são implementadas em poucas semanas, e não levam anos. E, na atual situação econômica, muitas indústrias estão com reservas limitadas, e modelo de assinatura em nuvem é uma opção atrativa para setores que querem se modernizar, sem comprometer o capital.


Visibilidade do Supply Chain: A manufatura está aprendendo que é preciso olhar para além das quatro paredes para competir na economia global dos dias de hoje. As soluções em nuvem podem ajudar a criar uma rede inteligente de suprimentos e integrar conexões entre fabricantes, parceiros, contratos, entre outros.


Experiência de usuário: a força de trabalho dos millenials também é um fator atraente para a indústria voltar os olhos para o modelo SaaS. Por causa das soluções baseadas em nuvem que são sempre atualizadas pelo provedor, eles tendem a apresentar interfaces de usuários modernas e atraentes.


Liberar a TI: a indústria hoje está com dificuldades em recrutar e reter os talentos de tecnologia, e o provedor de cloud pode ser uma boa opção para gerenciar ‘hardware, servidores, backups e atualizações’, que não ficam no ambiente físico da empresa. Com isso, o time interno de TI é liberado para focar em projetos mais críticos e estratégicos. Do lado da segurança da informação, especialistas podem assumir essa responsabilidade crítica, liberando os CFOs dessa responsabilidade de gestão. Isso libera a própria indústria a focar suas energias em suas principais competências, e de gerir problemas mais complexos de segurança.


Fonte: Meio & Mensagem


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Evolução da cloud em um novo mundo de dados distribuídos


O futuro será definido por software e teremos que nos adaptar à medida que respondermos às mudanças que ainda são desconhecidas hoje.

Em dezembro de 2016, Peter Levine, sócio da firma de capital de risco Andreessen Horowitz, previu o fim da computação em nuvem como a conhecemos, dizendo: “não haverá somente dispositivos móveis, teremos também a Internet das Coisas: carros autônomos, drones, robôs e outros objetos que serão criados nos próximos dez anos”.

Levine também sugeriu que o mundo atual dominado pela nuvem seria substituído por um enorme sistema de computação distribuída na borda da rede: "o próximo mundo da computação distribuída". Essa mudança está chegando muito rapidamente e isso tem implicações para todos nós.

Atualmente, a maioria das empresas tem a tecnologia como parte fundamental de seus negócios. Se você tem meia dúzia de lanchonetes, vai querer saber se ela está cheia, quanto café está sendo vendido, o que acontece quando você dá desconto nos bolinhos, tudo. Mesmo que o proprietário ainda não tenha percebido, ele já está trabalhando em uma empresa orientada por dados.

Empresas inteligentes anseiam por insights para melhorar sua lógica de negócios e como proposta aos empresários, afirmo: insights + dados = lógica de negócios. No entanto, o desafio - e também oportunidade - é que, como teremos sensores conectados a cada objeto, teremos mais fontes de dados do que nunca. Antes, o ponto de retorno natural era o centro de dados, hoje, existem mais dados criados fora do centro de dados do que dentro dele.

Pense no seu telefone, carro, relógio inteligente, no avião que o levou em suas férias ou viagem de negócios, streaming de TV, sistemas de segurança e monitoramento, iluminação e controles de temperatura. Esses objetos digitais nos proporcionam conveniência em nossa vida cotidiana e também às empresas, governos e outros muitas oportunidades de fazerem grandes mudanças.

Mas, em termos de infraestrutura técnica, a mudança pode ser difícil pois terá que suportar as incríveis oportunidades oferecidas pelo nosso universo hiperconectado, exigindo uma grande atualização de infraestrutura. Pense em um carro sem motorista, que enviará de volta terabytes de dados todos os dias para tornar seus passageiros seguros, onde tudo, desde a temperatura até a aceleração, precipitação e informações de roteamento, será registrado em tempo quase real. Esse é um modelo de geração distribuída de dados, fundamentalmente contrário ao modelo de nuvem centralizado. Então, é claro que precisamos evoluir.

Há oito anos, Dave McCrory, VP da GE Digital, criou o termo “gravidade dos dados”, para descrever o modo como esses volumes - aplicações e serviços – iriam gravitar em torno desses enormes conjuntos de dados. Em outras palavras, precisaremos mudar nossa infraestrutura para onde nossos dados estão sendo gerados.

O futuro será definido por software e teremos que nos adaptar à medida que respondermos às mudanças que ainda são desconhecidas hoje. Será o fim da computação em nuvem em sua forma atual centralizada, mas, o que teremos é algo disperso, infinitamente mais rico e muito mais flexível, voltado ao novo mundo digital que entra em vigor.A mudança pode ser, de certa forma, análoga à maneira como os velhos datacenters de “ferro” deram lugar aos clientes / servidores mais flexíveis, mas é, com certeza, mais dramática e tecnicamente mais desafiadora. A nova infraestrutura não pode ser formada apenas por redes conectadas a datacenters tradicionais centralizados. Ela precisará de sistemas dispersos, leves, micro e modulares, com processamento em tempo real na borda da rede. Além disso, essas novas redes precisarão ser seguras e leves quanto às necessidades administrativas e responsivas à administração remota.

Fonte: Sudheesh Nair , presidente global da Nutanix para  Computerworld.