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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pesquisa - Aumenta o Percentual de Mulheres Vitimas de Violência no Brasil

Pesquisa feita pelo DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência aponta aumento expressivo no percentual de mulheres que declararam ter sofrido algum tipo de violência doméstica. De acordo com o levantamento, de 2015 para 2017, o índice passou de 18% para 29%. A pesquisa, feita a cada dois anos desde 2005, sempre apontou resultados entre 15% e 19%.
No levantamento foram ouvidas, por telefone, 1.116 brasileiras, no período de 29 de março a 11 de abril. Foram feitas perguntas sobre violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, machismo e disposição das mulheres de denunciar, entre outros.
Outro dado a ser destacado na pesquisa é o crescimento no percentual de entrevistadas que disseram conhecer alguma mulher que já sofreu violência doméstica ou familiar. O índice saltou de 56%, em 2015, para 71% nesta edição da pesquisa.
Outra constatação foi uma relação entre a raça e o tipo de violência predominante. Entre as mulheres que declararam ter sofrido algum tipo de violência, o percentual de brancas que sofreram violência física foi de 57%, contra 74% das mulheres negras (pretas e pardas).
Lei Maria da Penha
Todas as mulheres entrevistadas, 100%, afirmaram conhecer a Lei Maria da Penha. Apesar disso, uma nova pergunta incluída nesta edição da pesquisa mostra que o conhecimento é superficial. Mais de três quartos das entrevistadas, 77% afirmaram conhecer pouco sobre a lei.

Fonte: DataSenado

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia do Combate à Violência Contra a Mulher é lembrado sem diminuição dos índices

Mesmo com a Lei Maria da Penha, não houve diminuição do número de assassinatos


Em 25 de Novembro de 1981 foi instituído o Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta contra a Violência à Mulher, em homenagem às Irmãs Mirabal, duas mulheres dominicanas, que ao protestar contra a ditadura de Trujillo, na República Dominicana, foram brutalmente torturadas e assassinadas. Para incentivar governos e sociedade civil a lutar contra o feminicídio, a ONU proclamou em 1999 o Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, que envolve tanto a violência física, quanto a moral e a psicológica.

Uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apresentada em setembro deste ano, revelou que de 2001 até 2011, 50 mil mulheres foram assassinadas no Brasil. No período de 2001-2006, antes da implantação da Lei Maria da Penha, a taxa de mortalidade de mulheres no Brasil foi de 5,28 por 100 mil. A lei foi promulgada em 7 de agosto de 2006, porém, no período de 2007-2011, o índice ficou em 5,22 por 100 mil.

Veja o índice de assassinatos de mulheres a cada 100 mil habitantes:

Ano
Número de mulheres assassinadas
2001
5,41
2002
5,46
2003
5,38
2004
5,24
2005
5,18
2006*
5,02
2007
4,74
2008
5,07
2009
5,38
2010
5,45
2011
5,43

       Fonte: Ipea
       *Ano de promulgação da lei

A presidente Dilma se lembrou da data em sua conta no Twitter e ressaltou a importância da Lei Maria da Penha como alicerce do combate à violência contra as mulheres no país. “A violência contra a mulher envergonha a sociedade que, infelizmente, ainda é sexista e preconceituosa”, disse.

Fonte: Assessoria Grupom (com informações UOL Notícias).

terça-feira, 9 de julho de 2013

Maioridade penal: TV Goiânia entrevista Grupom

A TV Goiânia Band esteve na Grupom Consultoria e Pesquisa na terça-feira, 02, para conversar com o coordenador, Mario Rodrigues Neto, a respeito da pesquisa realizada pela empresa sobre Maioridade Penal.  O estudo que foi realizado entre os meses de maio e junho, mostra que 92% dos moradores de Goiânia são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Esta pesquisa foi de iniciativa própria da Grupom Consultoria e Pesquisa, que está comemorado 40 anos no mercado e se preocupa com temas atuais debatidos por toda a sociedade.


Acompanhe a matéria!


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Medo de Que?

Medo de quê?

Edemundo Dias de Oliveira Filho 
12 de novembro de 2011 (sábado) Jornal O Popular

"No amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora todo o medo" (1º João 4: 18).

"Você tem medo de quê?" Esta foi a instigante manchete do POPULAR do dia 6 de novembro, expondo os resultados de uma pesquisa do Instituto GRUPOM para saber quais são os maiores medos dos goianos. Violência, inflação e ficar doente foram as respostas mais apontadas. Acontece que, seja a propósito ou por acaso, a matéria nos remete a uma das mais interessantes questões da história da humanidade, que assume proporção crucial na chamada pós-modernidade.


Com efeito, Zygmunt Bauman, um dos grandes estudiosos desse tema, conclui sobre a dinâmica e os usos do medo, assim: "As origens de nossos medos são de ordem ética e política". Ora, ao assumirmos isso, as ameaças se encontrarão continuamente próximas e tudo parecerá exacerbado, iminentemente ameaçador e aterrorizante. Como solução para enfrentar tal fantasma, ele propõe, além de esperança, que o enfrentamento não parta apenas do indivíduo, de um local, mas da esfera global, invertendo o que há de negativo na proposta da globalização.

A conjectura, aqui, não é de desacreditar as estatísticas. É, acrescendo à conclusão do autor de Medo Líquido (Bauman, 2006), desmitificar uma potestade criada pela difusão irrestrita e massificada de assertivas que deveriam exigir de nossos meios de comunicação cautela mais apurada. E, sobretudo, zelar para que uma epidemia contingente não se torne uma pandemia intratável, considerando o amor e não o medo, como a moda que ditou, dita e ditará a grande tendência universal de hoje e que está porvir.

Propagados com a velocidade do vento e com a intensidade dos tufões, os sentimentos de medo e insegurança, que assolam a cada dia mais nossa terra, têm assumido assoberbada proporção. Das reflexões e análises diárias sobre o tema, ou mesmo sobre questões que o cercam mais indiretamente, pode-se extrair a sensação de que o medo é, indubitavelmente, o principal sentimento personificado pela contemporaneidade.

O amor, ressaltado, cultivado e ainda inculcado no coração do homem, foi degradado e, consequentemente, reduzido à utopia, ingenuidade ou pieguice, dando ao medo o status de sentimento-mor do presente século - o que nos tem levado à aferição de que o medo está mais do que sacralizado, mercadologizado, como uma necessidade insaciável de todos os homens.

O descrédito dos indivíduos no poder de proteção do Estado - único ente com aptidão legítima de coerção da violência -, que gera o instinto de autoproteção, potencializa, simultaneamente, o medo. A tarefa de tornar o mundo mais seguro - dever inarredável desse Estado e responsabilidade de todos - tem sido fragilizada diante das inúmeras patologias que "adoecem" o mundo moderno, no interesse daqueles que utilizam o medo como o mais eficiente instrumento de controle econômico e político.
Adoecido pela cultura do medo, o homem já não parece ficar estarrecido tão-somente pelas violências sofridas direta e constantemente, mas muito mais pela vultosa propulsão que funda e impulsiona essa cultura no seu cotidiano. Nesse diapasão, o homem contemporâneo encontra-se, irresistivelmente, enredado pela virulência de um conceito, ampliado e difundido de forma avassaladora, que tem adquirido dimensões ainda mais virtuais que reais.



Edemundo Dias de Oliveira Filho 
é delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, 
presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia