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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Valor da venda de imóveis na Grande Goiânia sobe 60% mais em 2017 em relação ao ano passado.

Pesquisa Grupom também aponta redução de 41% no número de devoluções. Cenário do mercado imobiliário é de retomada do crescimento, avalia associação.


O valor líquido de vendas de imóveis deste ano, ou seja, o total de negócios fechados menos o de devoluções, já é 63% maior do que o registrado em todo o ano passado em Goiânia e Aparecida de Goiânia, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7) pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás. Em 2016, o mercado imobiliário girou R$ 1,1 bilhão contra R$ 1,8 bilhão até outubro de 2017. A expectativa é que o ano feche com R$ 2,3 bilhões.

A pesquisa aponta que a média das vendas por mês bruta é de R$ 292 milhões. Já em 2016, foi de R$ 224 milhões.

Outro ponto que reforça o otimismo do mercado é a queda de 41% no número de distratos, ou seja, de devoluções de imóveis, de 2017 em relação a 2016. Neste ano, foram 1.251 contratos cancelados contra 2.224 no ano anterior.



O vice-presidente da Ademi explica que vários fatores contribuem para a queda dos distratos. Porém, o principal motivo para a queda de devoluções é o a postura dos bancos de voltarem a conceder crédito.

“Em 2014, 2015, 2016 havia grandes empreendimentos sendo entregues, e os bancos mais restritivos na concessão do financiamento. Tivemos uma onda muito grande de distratos. Os bancos começaram a ser mais benevolentes e isso contribui para a queda dos distritatos, mas ainda é um cenário ruim. O valor de 41% ainda é alto”, avalia Razuk.

Aumento do metro quadrado

A queda nas vendas nos últimos anos associada ao alto índice de devoluções, principalmente de imóveis mais econômicos, acarretou uma redução de 23% no número de lançamentos em 2017. De acordo com a pesquisa, se a velocidade de vendas se mantiver e não houver novidades no mercado, o número de imóveis novos deve se esgotar em até 2 anos. 

O aumento da procura com a baixa oferta deve valorizar o valor médio do metro quadrado na capital, que neste ano, é equivalente a R$ 5.127,26 e subiu apenas 4% em relação a 2016, quanto custava R$ 4.908,27. Para 2018, o setor estima um reajuste de até 12%.



“Esse ano, quem puder comprar, compre, não vai se arrepender, a expectativa de valorização vai ser bem maior nos próximos anos porque vai lançar, mas não com a velocidade dos anos anteriores, certamente”, opina Márcio Rodrigues Filho, diretor do Grupom, empresa responsável pelo levantamento.

Fonte: G1 Goiás


Quase 80% dos goianienses pretendem comprar presentes de Natal, diz CDL-GO/Grupom.

Item que mais apareceu foi o de roupas, com 37,8% da preferência dos entrevistados; valor médio de cada compra deve ser de R$ 110,00.


Um levantamento feito pela  Grupom Consultoria e Pesquisas para a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia concluiu que 79,3% dos goianienses economicamente ativos pretendem comprar presentes de Natal. Segundo a pesquisa, entre os que já definiram o que comprar, o item que mais apareceu foi o de roupas, com 37,8% da preferência dos entrevistados. 


Conforme a CDL de Goiânia, o valor médio a ser gasto na compra deve ser de mais de R$ 110, o que representa mais de R$ 277 milhões injetados na economia da capital. O número é 21% maior do que o previsto no ano passado, de R$ 228 milhões. A maioria da população, cerca de 67%, afirmou que pretende fazer o pagamento com dinheiro em espécie.


A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 17 de novembro, e entrevistou mais de 620 pessoas na capital goiana. Foram abordados goianienses de 26 a 85 anos, de todas as classes econômicas. De acordo com o estudo, cada entrevistado que pretende presentear deve comprar, em média, quatro presentes neste Natal, uma projeção de 2,5 milhões de presentes.



O levantamento também apurou que os pais e mães serão os mais presenteados neste ano, seguidos dos filhos, maridos e esposas, irmãos, namorados e, por último netos e outros parentes e amigos. Segundo a CDL, 80,3% devem comprar presentes no comércio de rua.

Além do vestuário, que aparece no topo das intenções de compra deste ano, a pesquisa apontou que 21,6% vão comprar brinquedos, 8,1% calçados, 5,4% devem gastar com perfumes e cosméticos, 5,4% com acessórios, o mesmo percentual com celulares, 2,7% joias, o mesmo percentual quer comprar eletroeletrônicos, 1,4% vão dar dinheiro e 9,5% pretendem comprar outros itens.


Fonte: G1 Goiás

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A pesquisa Black Friday 2017 de O Popular, feita pela Grupom, está na edição de 22/11 do periódico e também aqui no nosso Blog. Confira.


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Pesquisa Grupom/CDL Goiânia aponta que quase 60% dos goianos vão dar presentes no Dia dos Pais

CDL aponta que consumidores devem gastar em média R$ 150. O comércio de rua é o lugar preferido pelos pesquisados para fazer as compras.


Uma pesquisa feita pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) aponta que 59% dos goianos economicamente ativos pretendem dar presentes no Dia dos Pais. A média gasta pelos consumidores é de cerca de R$ 150. O comércio de rua é o lugar preferido dos pesquisados para fazer as compras.


Com isso, o comércio espera movimentar cerca de R$ 66 milhões. Os lojistas contam que já sentiram esse reflexo. “Aqui as vendas aumentaram 80% em relação a julho. Em média os clientes estão gastando R$ 90, R$ 100. Eles levam um look completo, com calça e camiseta, ou uma camisa”, contou a vendedora Maxsuelen da Silva.


O também vendedor Leonardo Antônio Resende diz que o crescimento, para ele, foi de 20%. “Teve um crescimento, mas no mesmo nível do ano passado. Mas, apesar de ser uma data importante, ainda fica atrás do dia das mães, quando se vende ainda mais”, comentou.


De acordo com a pesquisa, a maioria dos pais deve ganhar roupas. O item foi escolhido por 40,7% dos entrevistados. Perfumaria, acessórios, calçados e celulares completam a lista dos mimos dados aos pais.


A assistente administrativa Maysa Tamura foi uma das que optou presentear o pai com vestuário. “Já comprei com antecedência. Gastei cerca de R$ 50. Escolhi o presente baseado no que ele estava precisando mesmo”, contou.


O comércio de rua foi o lugar escolhido por 57,7% dos consumidores, seguido por shoppings, com 26,9%. O diretor de comunicação da Associação Empresarial da Região da 44, Lauro Naves, diz que houve um crescimento nas vendas da região. "Foi cerca de 15%. Era o que tinhamos planejado para esse ano. Como vendemos produtos de boa qualidade e também a preços acessíveis, atraímos também aquele consumidor que antes só comprava em shopping", pontuou.


A vendedora Dhwlly Rodrigues trabalha na Rua 44, contou que para conquistar o cliente, não basta ter um bom produto. “Você tem que passar o que aquela mercadoria vai transportar para o pai dela. Não é um objeto normal, é algo que vem com muito carinho, respeito, que é o que os clientes querem dar para o pai”, disse.


Fonte: G1 Goiás

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Grupom, 45 anos!

A Grupom Consultoria e Pesquisas, empresa dedicada ao estudo do comportamento de mercado e de consumidores, bem como suas opiniões em relação ao mundo que o cerca: família, sociedade, política, empresas, produtos, serviços e etc., está celebrando os seus 45 anos de existência.

Em agosto de 1972, na cidade de Goiânia/GO, a empresa de pesquisas Grupom iniciou sua atividade de forma pioneira realizando os primeiros estudos sobre comportamento dos consumidores, viabilidade de mercado de empreendimento e levantamento de dados para projetos de interesse público na capital goiana e do Centro-Oeste.

Hoje a Grupom Consultoria e Pesquisa é especialista e referência em soluções de pesquisa de opinião e mercado - quantitativas e qualitativas - e em consultorias de marketing para Cooperativas de Crédito e de Trabalho, Mercado Imobiliário, Planos de Saúde e Varejo.


Associada da ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas e consolidada no mercado, é hoje a 4ª empresa de pesquisa com mais tempo em atividade contínua no Brasil. A Grupom acumula experiência, credibilidade e está se preparando para os próximos 45 anos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Uso de tablets agiliza coleta de dados

A Grupom optou pelos benefícios que o uso dos tablets traz para a coleta de dados. Veja a importância dessas tecnologias para o processo de pesquisa, clicando na imagem.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Novo critério Brasil ainda em definição

Conforme acertado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), o novo Critério Brasil, inicialmente previsto para entrar em vigor este ano, com novas classificações, ficou para migração total em 2015. As faixas de corte estão em definição e há inserção de novos itens e utensílios domésticos.

Saiba mais clicando na imagem. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

As regras da Copa e a voz da rua



Por Alberto Carlos Almeida


Todos conhecem a frase de inspiração marxista: "o futebol é o ópio do povo". Marx escreveu, em 1843, na sua "Crítica da Filosofia do Direito de Hegel", que a religião era o "ópio do povo". Marx foi muito claro ao afirmar que a religião era o suspiro da criatura oprimida. Para ele, a classe trabalhadora não fazia a revolução socialista porque, dentre outras coisas, seu sofrimento era aliviado pela religião, que prometia uma vida após a morte recompensadora justamente por que na terra eles eram pobres e oprimidos.
O ópio anestesia. A religião e o futebol, para alguns, também. Já há muitos anos é parte de diálogos corriqueiros e artigos de jornais o argumento de que a população pobre brasileira é "anestesiada" pelo futebol. A recente onda de protestos causou surpresa para muitos analistas, que, por causa dela, vieram a afirmar que "o futebol deixou de ser o ópio do povo". As duas afirmações, a de que o futebol sempre fora e agora deixava de ser um anestésico para o sofrimento, mostra quanto inúmeros brasileiros desconhecem seu próprio país. Além disso, mostra como a memória de todos, não apenas do povo, mas também de segmentos da elite, é curta.
Em 1994, depois de 24 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, o Brasil sagrou-se tetracampeão nos Estados Unidos. Naquele ano, o futebol teria funcionado como o "ópio do povo", uma vez que o governo Itamar Franco elegera presidente seu ex-ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. Apenas quatro anos mais tarde, porém, essa explicação do comportamento do brasileiro que mistura política e futebol não mais encontraria confirmação. A seleção brasileira sofreu uma derrota acachapante na final para a França e acabou por ficar em segundo lugar. Todavia, Fernando Henrique foi reeleito presidente no primeiro turno.
Em 2002, a visão de que o futebol é o ópio do povo sofreria novo revés. O Brasil seria pentacampeão na primeira Copa sediada conjuntamente por dois países, Coreia do Sul e Japão, e mesmo assim o candidato do governo, José Serra, seria derrotado pela oposição, representada por Lula. Nas duas eleições subsequentes, o Brasil não se sagrou campeão, a Itália venceu a Copa de 2006 e a Espanha, a de 2010. Mesmo assim, nesses dois anos o governo venceu a eleição presidencial, em 2006, com a reeleição de Lula, e em 2010, com a vitória de Dilma.
Considerando-se as cinco eleições presidenciais ocorridas desde que Fernando Henrique foi eleito presidente pela primeira vez, apenas em 1994 o futebol foi o "ópio do povo". Em todas as outras, ele não anestesiou nem aliviou os efeitos da pobreza. O futebol também não foi capaz de motivar a população contra o governo, pois, em vários anos de derrotas em Copas do Mundo, o governo acabou vencendo a eleição presidencial. Assim, causa enorme espanto que muitas pessoas fiquem surpresas com o fato de a onda de protestos ter acontecido e atingido seu pico justamente durante a Copa das Confederações.
No caso da Copa das Confederações, o futebol foi a "cocaína do povo". Em vez de anestesiar, como faz o ópio, serviu de excitante, como tendem a fazer os psicotrópicos que estimulam o sistema nervoso central. É possível que, na ausência de uma Copa das Confederações, os protestos de junho não tivessem acontecido. Àqueles que desprezam a importância do futebol na sociedade brasileira recomenda-se a leitura de Roberto Da Matta. Ele foi o primeiro a mostrar, fundamentado em sólidas evidências empíricas, que o futebol é para os brasileiros muito mais do que um simples entretenimento e, provavelmente por isso, foi um dos mais importantes estopins dos protestos de junho.
O futebol funciona como um elemento crucial para a socialização de brasileiros nas regras de um jogo. Desde muito cedo, todos nós aprendemos, independentemente de sermos meninas ou meninos, que há competição entre diferentes times e que eles disputam, honestamente, dentro de quatro linhas e têm que respeitar determinadas regras. As regras são claras para todos e, na medida em que as crianças crescem, aprendem a entender coisas mais complexas, como é o caso da situação de impedimento. O futebol é a maneira mais abrangente, democrática, simples, direta, precoce e fácil de ensinar às crianças que é necessário agir de acordo com um certo conjunto de normas.
O futebol ensina muito mais do que isso. Mostra que é possível divergir, que é possível ser adversário e conviver pacífica e respeitosamente. As pessoas convivem em situações de família, de trabalho e de vizinhança, cada qual com seu time - e, após os resultados de jogos e campeonatos, os derrotados têm que aceitar a gozação feita pelos vitoriosos. Os dois lados, vencedores e perdedores, sabem que se trata de uma situação transitória e que o vencedor de hoje será, com grande probabilidade, o derrotado de amanhã. A convivência pacífica é a regra, assim como é a aceitação da gozação. Aprendemos como é possível ser adversário sem ter que se transformar em inimigo.
O futebol, no Brasil, é o reino por excelência da meritocracia. Não há jogador que vá a campo porque é puxa-saco do técnico. Ou o desempenho é permanentemente de excelência ou ele é barrado, e cede lugar a alguém em melhor forma. Tampouco há espaço para qualquer versão que seja de nepotismo. Filhos, irmãos ou parentes de jogadores já consagrados que decidem seguir a mesma carreira do parente célebre precisam mostrar que de fato são bons de bola para terem um lugar ao sol. É por meio do futebol que aprendemos a utilizar a régua da meritocracia.
Não é simples entender o papel que o futebol tem em nossas vidas. Dizia o grande pensador francês Alexis de Tocqueville, quando abordava os fenômenos sociais e culturais: quanto mais presente uma coisa é, menos se nota que existe. É assim com o futebol no Brasil. Isso é resumido na frase "o Brasil é o país do futebol".
A Fifa decidiu organizar uma Copa das Confederações e uma Copa do Mundo no país do futebol, um lugar onde, em dias de jogos da seleção, todos param de trabalhar para assistir. Acontece que a Fifa de hoje não é a mesma Fifa dos anos 1980. A regulação que ela exerce sobre esses eventos é enorme. As regras da Fifa determinam as características dos estádios, o que será vendido em seu interior, a maneira de chegar a suas imediações, o que os torcedores podem ou não fazer quando vão aos jogos, como se conta o tempo de jogo e até mesmo o formato da rede. Tudo é regulado nos mínimos detalhes. Fazer isso na Alemanha é aceitável, pois não se trata do país do futebol. Fazer isso no Brasil significa mexer com todo mundo. Mexeu com o futebol, "mexeu comigo".
Não foi mero fruto do acaso que a torcida brasileira tenha decidido quebrar uma das regras da Fifa. O hino nacional só pode ser tocado, de acordo com tais regras, por um minuto e meio. A torcida disse para a Fifa o seguinte: "Alto lá, aqui não, aqui você não mexe, o hino é meu e o futebol é coisa séria, é minha filosofia de vida. Vou cantar o hino que me representa e ver as pessoas que me representam no campo, mas não vou fazer dentro de suas regras, vou fazer do meu jeito".
Os protestos têm a ver com o fato de o futebol mobilizar todos os brasileiros e também, provavelmente, com o fato de a Fifa ter imposto inúmeras regras que não fazem o menor sentido. É claro que as causas dos protestos são múltiplas: mau uso dos recursos públicos, simbologia aristocrática de exercício do poder, impunidade dos políticos, serviços públicos de baixa qualidade etc. Mas tudo isso contou com um detonador, algo que diz respeito a todos nós: o futebol e a exigências da Fifa em nossa casa. Aí é demais.
Recentemente, a Fifa manifestou preocupação com o que pode vir a ocorrer no Brasil durante a Copa do Mundo. A Fifa não está acostumada a organizar esse evento no país do futebol. Para minimizar os riscos de que a Copa do Mundo seja palco de novas manifestações, a Fifa ajudaria muito se fosse mais flexível em suas inúmeras regras e permitisse que os brasileiros fizessem uma Copa do Mundo que fosse a cara do Brasil. Quanto mais próximo disso, menores os riscos da Fifa.
Alberto Carlos Almeida, sociólogo, é diretor do Instituto Análise e autor de "A Cabeça do Brasileiro". 
alberto.almeida@institutoanalise.com
www.twitter.com/albertocalmeida

terça-feira, 9 de julho de 2013

Maioridade penal: TV Goiânia entrevista Grupom

A TV Goiânia Band esteve na Grupom Consultoria e Pesquisa na terça-feira, 02, para conversar com o coordenador, Mario Rodrigues Neto, a respeito da pesquisa realizada pela empresa sobre Maioridade Penal.  O estudo que foi realizado entre os meses de maio e junho, mostra que 92% dos moradores de Goiânia são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Esta pesquisa foi de iniciativa própria da Grupom Consultoria e Pesquisa, que está comemorado 40 anos no mercado e se preocupa com temas atuais debatidos por toda a sociedade.


Acompanhe a matéria!


terça-feira, 2 de julho de 2013

Maioridade penal: 92% é a favor de redução

Pesquisa em Goiânia questionou população sobre mudança de idade mínima de 18 para 16 anos de idade


Malu Longo 02 de julho de 2013 (terça-feira)


Pesquisa realizada entre os meses de maio e junho pelo Grupom, empresa goiana de consultoria e pesquisas, mostra que 92% dos moradores de Goiânia são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A pesquisa é uma iniciativa do próprio Grupom que está comemorando 40 anos de atividades. O resultado é semelhante a outros estudos feitos no País este ano. Números do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) revelam que em 2012 as representações dos Ministérios Públicos estaduais de todo o País cresceram 7% em relação ao ano anterior em razão de atos infracionais cometidos por adolescentes e crianças.

O Grupom quis saber dos goianienses qual seria sua posição se houvesse uma consulta popular sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O tema é polêmico e bastante debatido ultimamente. No início do mês, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em conjunto com o instituto MDA, ouviu brasileiros de todos os estados a respeito da questão. Se manifestaram a favor da redução da maioridade penal 92,7% dos entrevistados, outros 6,3% são contra e 0,9% não opinaram. Em abril, a Datafolha ouviu paulistanos e descobriu que 93% dos moradores da capital paulista concordam com a redução da idade para que uma pessoa responda criminalmente por seus atos. Outros 6% são contra, e 1% não soube responder.

No Senado Federal há várias propostas em tramitação, três delas em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apenas uma tem o voto favorável do relator, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), a de autoria do senador tucano Aloysio Nunes (PSDB-SP), que defende a restrição da redução da maioridade penal apenas em casos de crimes cometidos por menores como tortura, terrorismo, tráfico de drogas, homicídio por grupo de extermínio, homicídio qualificado e estupro. Duas audiências públicas foram realizadas e ambas com debates acalorados, prevalecendo a posição contrária à possibilidade de imputabilidade de menores de 18 anos. Para especialistas é preciso maior rigor na aplicação das medidas socioeducativas.

Presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), o delegado Edemundo Dias admite que mudou de opinião. “Já fui contrário e hoje sou a favor, com ressalvas”. Uma delas, segundo ele, é a necessidade de adequação da estrutura do sistema carcerário brasileiro antes da decisão que, certamente, vai aumentar o déficit de vagas. O presidente da Agsep defende a construção de presídios específicos, com visão eminentemente educadora, para atender jovens menores de 18 anos. “É um público diferenciado, com informação e aterroriza o Brasil por causa do sentimento de impunidade. Jogar essa meninada dentro do sistema carcerário brasileiro é aumentar a bomba e o caos já estabelecido”, diz Edemundo Dias.

A pesquisa do Grupom revela um empate técnico quando a questão é o tipo de punição a ser imputada ao menor. Entre os entrevistados, 44.9% concordam que os jovens não podem receber as mesmas penas de um adulto porque podem ser reeducados com sucesso, mas 48,% discordam dessa opinião. O empate pode significar uma inconsistência respeito do tema ou preferência por outros meios de lidar com os jovens ao invés de enviá-los para o sistema carcerário tradicional.




Uma pesquisa feita recentemente pela Agsep mostra que 76% dos 15 mil presos de Goiás são jovens de 18 a 29 anos e mais de 90% deles são dependentes químicos. Os crimes cometidos também estão mais graves, como homicídios, latrocínios e tráfico de drogas. “Isso significa que os presídios hoje são ocupados por um público muito jovem e muito agressivo”.

Titular da Secretaria Estadual de Cidadania e Trabalho, Henrique Arantes explica que como civil e político é a favor da redução da maioridade penal, embora tenha que cumprir a lei como gestor. “Os menores têm consciência do que fazem, do dolo que praticam. Eles fazem porque sabem que vão ficar impunes”. As medidas socioeducativas aplicadas hoje podem chegar a no máximo três anos e são reavaliadas a cada seis meses. Nas seis unidades gerenciadas pela pasta, 320 menores cumprem medidas socioeducativas. “Estamos no limite”, diz Henrique Arantes.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Goiás (OAB-GO), Mônica Araújo considera preocupante o resultado da pesquisa do Grupom. “O que precisamos é de políticas públicas de segurança, de prevenção à criminalidade e voltadas para crianças e adolescentes. Isso é que impede os atos infracionais”. Para a advogada, o Estatuto da Criança e do Adolescente no que diz respeito à aplicação de medidas socioeducativas não é cumprido. “Se formos analisar a questão pelo clamor público corremos o risco de errar. Por que alterar uma lei se ela não é cumprida?”, questiona. Mônica Araújo afirma que reduzir a maioridade penal não vai impedir que os jovens cometam crimes.


Projeto divide opinião de especialistas

Maria José Silva 02 de julho de 2013 (terça-feira)

O projeto que propõe a redução da maioridade penal divide a opinião de profissionais envolvidos diretamente com a questão. Enquanto algumas personalidades defendem a redução de 18 para 16 anos como forma de punição, outras dizem que a proposta é simplista e não resolve o problema da criminalidade.

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, titular da 1ª Vara Criminal de Goiânia, aponta o transformação da sociedade verificada ao longo das últimas seis décadas como justificativa para a diminuição da maioridade penal. Ele diz que quando o Código de Processo Penal foi instituído, em 1940, o adolescente não tinha acesso ao volume de informações, como hoje.

Na prática, conforme avalia o juiz, hoje, devido ao desenvolvimento alcançado pela população, o jovem na faixa etária dos 16 aos 18 anos tem condição de ser responsabilizado, é capaz de entender o caráter ilícito do fato. Jesseir Coelho Alcântara também repara que as medidas socioeducativas, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, não atingem o objetivo de recuperar o jovem nessa faixa etária.

O psicólogo da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, Leonardo Faria, considera a diminuição da maioridade penal como a pior forma de se combater a violência. Especialista em Criminologia, Neurocirurgia e Psicologia Jurídica, ele aponta estudos científicos que comprovam que o cérebro de um adolescente ainda está em formação para se opor à ideia propagada por muitos políticos de que a legislação está ultrapassada.

“É certo que o mundo mudou, mas a biologia não”, acentua Leonardo Faria, ao destacar que o lobo frontal, parte do cérebro que gerencia o comportamento humano, ainda está em formação na adolescência. O psicólogo enfatiza a importância de o ECA ser efetivamente cumprido e de serem desenvolvidas políticas públicas que, de fato, inibem a criminalidade.

A promotora Karina D’Abruzzo, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual, destaca que “antes de mudar a lei, melhor cumpri-la. Na avaliação dela, a população é favorável à prisão porque a vê como forma de punição. Porém, conforme diz, a medida socioeducativa é mais efetiva que o encarceramento.

Fontes: PESQUISA GRUPOM - MAIORIDADE PENAL
JORNAL O POPULAR: http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/92-%C3%A9-a-favor-de-redu%C3%A7%C3%A3o-1.351289



quarta-feira, 27 de março de 2013

Sondagem de mercado: Como é feita a Avaliação do Mercado Imobiliário em Goiânia?

A sondagem de mercado é um serviço oferecido pela Grupom Consultoria e Pesquisa. Saiba mais sobre o assunto assistindo a apresentação preparada para a Reunião da CII/CBIC em Goiânia, que aconteceu no dia 22 de março de 2013.



Interessados em contratar ou conversar mais sobre o serviço, podem entrar em contato através do telefone (62)3237-3700 ou pelo email grupom@grupom.com.br e agendar um horário na empresa.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Oferta de imóveis usados cai ao menor nível em três anos

Mercado imobiliário
No mês passado, número de imóveis usados colocados no mercado de Goiânia caiu 39,8% em relação a fevereiro de 2012
Ricardo César 
13 de março de 2013 (quarta-feira)

O avanço do crédito e do número de imóveis novos disponíveis formaram a combinação perfeita para levar o mercado de usados à pior crise de oferta dos últimos três anos na Região Metropolitana de Goiânia. Sondagem do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) aponta que a quantidade de apartamentos, casas, salas comerciais usados colocados à venda atingiu em fevereiro o menor nível desde 2010.

Foram colocados à venda 54.239 imóveis usados no último mês. Essa é a menor quantidade já registrada pelo mercado em relação a qualquer mês entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2013. Só para ter noção, o número representa um recuo de 39,8% na oferta, na comparação com fevereiro de 2012, e de 22,13% em relação a fevereiro de 2011.

A pesquisa se baseia no número de ofertas dos classificados de jornais diários – considerado pelo mercado imobiliário o melhor termômetro para o mercado de usados. Foram analisadas as publicações de três periódicos, incluindo o Classificados do POPULAR, que concentrou 76,86% dos anúncios em fevereiro.

O pesquisador e um dos responsáveis pela sondagem do Creci, Mário Rodrigues Filho, diz que a queda na quantidade de imóveis de terceiros colocados à venda no mercado vem acontecendo de forma constante desde julho de 2012 – mês com a maior oferta de anúncios, com 94.330 imóveis à venda, conforme a pesquisa Creci.

A maior retração foi registrada na oferta de apartamentos, em que o recuo foi de 46,5%. Em fevereiro foram anunciados 20.586 (incluindo 691 coberturas). Em janeiro deste ano, eram 23.733 apartamentos à venda e, em março de 2012, eram 38.480. O número de casas anunciadas, por sua vez, caiu 41,4%.

Apesar de não haver convergência entre todos os analistas consultados, a redução na oferta de imóveis tem duas possíveis causas: uma redução da demanda por imóveis usados, induzindo os proprietários a esperar um aquecimento no mercado; ou, numa segunda hipótese, não houve reposição no estoque de usados após um aquecido período de vendas, o que poderia ocasionar uma elevação nos preços.

O presidente do Creci-GO, Oscar Hugo Guimarães, analisa que o avanço do crédito imobiliário, desde 2006, é uma das explicações para a desaceleração da demanda. “Com a disponibilidade para financiamento, as pessoas estão comprando mais novos. Boa parte dos que compram é para morar e não revender, por isso a redução.”

Este cenário pode ser observado entre os agentes financiadores. A Caixa Econômica Federal (CEF), que é responsável por cerca de 80% dos financiamentos realizados no Estado, destinou 87% dos R$ 5,2 bilhões liberados para a aquisição da casa própria para imóveis novos, por opção de seus clientes. Apenas 13% (R$ 576 milhões) foram destinados aos usados.

Lançamentos
O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Ilézio Inácio Ferreira, entretanto, diz acreditar que a queda da oferta de usados está relacionado diretamente com a redução do número de lançamento de novos.
“Em 2012, tivemos menos lançamentos do que em 2011. A queda na oferta de novos afeta diretamente o mercado de usados. O novo quase sempre não é o primeiro imóvel”, diz o dirigente.

Ilézio ainda lembra que os imóveis novos são adquiridos com a oferta de outros na negociação, movimentando tanto o mercado de novos quanto o de usados.

     Negócios vão crescer, dizem corretores     

(RC) 13 de março de 2013 (quarta-feira)
A oferta de um lote ou imóvel menor na negociação para compra de outro maior ou de padrão mais elevado é um procedimento que a funcionária pública Rosangela de Castro tem percebido ultimamente. Ela colocou seu apartamento de 130 metros quadrados, na Rua 9 do Setor Oeste, à venda em janeiro deste ano. “Existe procura, mas quase todos oferecem um apartamento menor ou um lote na negociação. Eu só vendo à vista e em dinheiro.”
O presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Wilson César Raskovit, estima que os proprietários podem também estar avaliando o que está acontecendo com o mercado para se posicionar. “Os proprietários estão segurando os imóveis para ver o que vai acontecer”, opina Raskovit.

Prática
O gerente de Unidades da Leonardo Rizzo, Renato Flores, destaca que a oferta de imóveis novos no mercado, somada à facilidade de financiamento, inibe a comercialização de usados. Por outro lado, diz, o mercado de revendas é o que mais movimenta dinheiro e, por isso, precisa de um trabalho focado.

“O sucesso de vendas neste segmento é formatar o imóvel às necessidades do consumidor. Para o mercado não sentir o efeito da diminuição da oferta, é preciso captar imóveis certo para as reais necessidades do cliente”, diz.

Para o diretor comercial da Urbis, Ricardo Teixeira, a queda do número de usados é pontual e transitória. Ele avalia que Goiânia tem, de forma geral, um mercado jovem. O mercado de usados, chamado por ele de mercado secundário, ainda não atingiu todo o seu potencial, porque ainda existe muito espaço para mercado primário (imóveis novos).

“Há mercado para ser explorado em Goiânia. O maior número de novos faz aumentar a oferta de usados. Este é o ciclo. O segmento de médio e alto padrão, por exemplo, ainda não chegou ao mercado de usados. Com a redução dos juros e a entrada desse tipo de empreendimento nas vendas entre consumidores, o mercado de usados vai crescer”, estima o empresário.


Preço e pronta entrega são atrativos para o consumidor

O presidente do Sindicato da Habitação do Estado de Goiás (Secovi), Marcelo Baiocchi, avalia que os imóveis usados continuam atrativos, principalmente por conta do preço e da pronta entrega.
(Ricardo César)  
13 de março de 2013 (quarta-feira)
Como funciona o mercado de imóveis usados?
O mercado de imóveis usados acompanha muito o mercado de imóveis em lançamento. Porém, no início do ano há uma procura menor por imóveis para compra, já que as famílias estão mais preocupadas com os pagamentos do início do ano, como material escolar, impostos, entre outros.
 
Os preços subiram?
Os preços do mercado imobiliário mantém-se estáveis, acompanhando a reposição inflacionária.
 
Qual o principal atrativo deste mercado?
O maior fator de movimentação de imóveis usados, sem dúvidas, é o preço, que é mais acessível. Outro ponto são os acessórios que acompanham esses imóveis usados, como chuveiros, luminárias, armários, entre outros. Essa é uma vantagem que o imóvel novo não oferece. Com isso, o custo benefício é mais vantajoso.
 
Este mercado está atrativo?
Em 2012 o que nós podemos verificar em relação aos imóveis usados é que eles continuam atrativos, em virtude da pronta entrega, dos preços menores e dos acessórios necessários para moradia.
 
Qual a maior dificuldade para a venda de usados?
A maior dificuldade de venda é a capacidade financeira do comprador. Tanto a disponibilidade de recurso próprio, quanto comprovação de renda para obter um financiamento, acaba impedindo que a compra seja finalizada. 

Fontes:
PESQUISA GRUPOM - SONDAGEM DE OFERTAS ANUNCIADAS DE IMÓVEIS
 JORNAL O POPULAR http://www.opopular.com.br/editorias/economia/oferta-de-im%C3%B3veis-usados-cai-ao-menor-n%C3%ADvel-em-tr%C3%AAs-anos-1.290782