sexta-feira, 29 de março de 2019

O novo varejo: a combinação perfeita do online com o offline.


Com a lenta recuperação econômica do Brasil, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mudou sua projeção para a quantidade de lojas físicas que seriam abertas no país em 2018, indo de 20,7 mil pontos de vendas para apenas 5,2 mil novos estabelecimentos. Em contrapartida, a previsão para o comércio eletrônico é bem mais otimista, com um crescimento previsto de 16% para 2019. Com esses números a pergunta que fica é: o varejo físico irá acabar?
Essa questão foi bastante discutida durante a NRF 2019, a maior feira de varejo do mundo, que aconteceu Nova York. Apesar dos avanços tecnológicos, o varejo físico continuará existindo devido a sua importância nas estratégias de vendas, principalmente agora na era da transformação digital e de consumidores onmichannel. Dessa forma, a grande tendência das empresas está no investimento de um novo tipo de varejo que engloba tecnologia, dados, inteligência artificial e algoritmos.
Afinal, o que seria o novo varejo?
De forma resumida, o novo varejo utiliza a tecnologia e os dados para integrar o ambiente físico com o digital e proporcionar uma boa experiência do consumidor do pré ao pós-venda.
Com essa integração, é necessário conhecer muito bem a jornada de consumo de seu cliente. De acordo com o último artigo da BCG (The Boston Consulting Group), o Brasil é considerado um país avançado digitalmente com potencial de crescimento e, apesar de apenas 3% a 5% do total das vendas do setor varejista ocorram online, a internet influencia mais de 35% das compras realizadas no varejo.
Com base nesse cenário, as empresas têm como um dos principais desafios integrar e equilibrar as comunicações online e off-line para não criar atritos. Durante a NRF, foram apresentados alguns cases bastante interessantes que reforçam esse conceito de integração. São eles: Restoration Hardware, Starbucks e Nike.
  1. Restouration Hardware e a reinvenção do ponto de venda
A loja de design de luxo RH – Restouration Hardware, reinventou seu ponto de venda para uma loja exponencial (PDX), ou seja, o estabelecimento passou a oferecer aos seus consumidores uma experiência que ia além da compra de seus produtos. Hoje, alguns espaços de compra no Canadá e Estados Unidos oferecem restaurante, café, sala de degustação para vinhos e, claro, vários artigos de decoração para compra.
  1. Starbucks e o valor da marca por meio do storytelling
Starbucks é uma marca que sabe muito bem como usar o recurso de storytelling para proporcionar uma experiência única para seu cliente. A Starbucks Reserve Rostery é um espaço que foi inaugurado no ano passado em Nova York e conta com um espaço de 2 mil metros quadrados, dando aos consumidores a experiência imersiva de elaboração do café premium da marca, o Reserve.
  1. Nike e a experiência online em lojas físicas
Como dito anteriormente, o varejo físico é extremamente importante nas estratégias de vendas, principalmente na era da transformação digital e de consumidores onmichannel. Na Nike Innovation Lab, loja de 6 andares da marca localizada também em Nova York, os clientes poderão escanear as peças de interesse com o celular e já encontrá-las dentro do provador.
Uma nova abordagem para os dados no varejo
Quando integramos diferentes canais para melhorar o atendimento do cliente, existe um grande volume de dados que acabam se tornando uma importante fonte de insights para gerar mais oportunidades e receita para o negócio.
Com o dinamismo do cenário tecnológico atual, as empresas precisam conhecer seu público por inteiro para que possam atingir – e até superar – suas expectativas iniciais. Para isso, é necessário que os varejistas consigam combinar os dados transacionais com os de mercado para que possam ter uma visão completa do perfil do consumidor.
Para ajudá-lo a direcionar suas ofertas por meio dos melhores canais, a Serasa Experian oferece soluções como o Polis que permite analisar, conhecer e segmentar públicos de forma mais precisa, utilizando dados exclusivos como modelos de afinidade, de consumo e, também, a segmentação Mosaic, que podem ser combinados com os dados do varejo ajudando as empresas a integrar os  ambientes on e offline para tornar suas  ações de negócios mais rentáveis e eficientes.
Mas, desenhar uma estratégia focada em dados, colocando o cliente em primeiro lugar, não é tarefa fácil. E o seu varejo, está preparado para oferecer a melhor experiência em todos os pontos de contato com o consumidor?
Por Fabiana Amaral, Gerente Sênior de Marketing Services da Serasa Experian.

terça-feira, 26 de março de 2019

10 tendências de analytics para 2019 que devem ser observadas.

Os clientes esperam mais, a competição está mais acirrada. Como resultado, as organizações estão sendo desafiadas a agregarem ao seu dia a dia capacidades preditivas. Na medida em que a inteligência artificial, as demandas por crescimento acelerado e as pressões pela tal transformação digital ganham destaque, muitos passam a perceber que a abordagem analítica segmentada utilizada até então não foi construída para durar.
Demorar horas para tomar uma decisão não leva a lugar algum. Podemos dizer que, no que diz respeito às tendências de analytics para 2019, esse ano será um ponto de virada para muitas organizações, pois elas já estão percebendo que apenas ser "orientado por dados" não garante sucesso futuro. Não basta priorizar as análises. O foco e os esforços devem ser voltados para resultados de negócios definidos e tangíveis.
Baseado em um compilado de informações provenientes de quem mais sabe de BI, data analytics e transformação digital no mundo, gostaria de compartilhar com vocês 10 tendências de analytics para 2019 e que também devem estar em foco até 2030. Trata-se de questões que os líderes de hoje precisam entender para transformar empresas comuns em empresas inteligentes e, assim, perceber as oportunidades que estão por vir:
#1 Dados orientados a resultado e não somente para visualizações.
#2 Revelar as potencialidades da inteligência artificial e da análise aumentada para uma tomada de decisão mais preditiva, ética e transparente.
#3 Análise "self-evident" superará as análises "self-service" em 2019. Chegamos a um ponto em que alguns cliques ainda é muito para quem busca os insights de maneira rápida. A tendência é a do zero clique e do Smart Discovery e das respostas chegando até quem precisa delas.
#4 A incorporação de inteligência nas aplicações permitirá aos usuários corporativos concentrar-se em novas ideias e inovar muito mais rapidamente do que antes.
#5 Análises avançadas para a produção em escala. Ao usar os dados de forma ampla, os verdadeiros líderes estão trazendo capacidades preditivas e até mesmo ações prescritivas recomendadas para a produção em escala.
#6 Aumentar ainda mais a colaboração. O objetivo, quando se trata de descobertas de dados, não deve ser somente analítico ou para apresentar consistentemente um único ponto de vista, mas sim trabalhar de maneira colaborativa para levar a 'insights' e ações que melhorem os resultados finais da organização.
#7 Difundir ainda mais mobilidade é um ponto crucial para o sucesso das organizações. Para abraçar a mobilidade empresarial, as corporações devem identificar seus objetivos e necessidades, bem como as ferramentas para apoiá-las nesse sentido.
#8 As estratégias de Inteligência Artificial tornam-se uma necessidade, especialmente para os dados e análises mais relevantes aos negócios. Uma solução completa de gerenciamento de dados, que englobe qualidade dos dados, governança, segurança e metadados, é mais do que mandatória nesse momento.
#9 Os líderes devem tomar as melhores decisões hoje e traçar os melhores passos para garantir o sucesso no futuro.
#10 A evolução do analytics irá acelerar cada vez mais. Até 2025, mais de um quarto de todos os dados criados serão em tempo real, com 95% deles gerados por aplicações de IoT.
Em suma, essas tendências de analytics para 2019 mostram que para crescer e prosperar nesta era, na qual a ruptura digital está cada vez mais acelerada, é preciso ter dados acessíveis, insights acionáveis, inovação contínua e novos modelos de negócios. Tudo isso requer gerenciamento e segurança de dados de ponta a ponta e uma plataforma corporativa.
O futuro pertence às empresas que antecipam desafios regulatórios, tecnológicos, de mercado e competitivos em constante evolução e os transformam em oportunidade e lucro. Também pertence às empresas que são capazes de conectar-se a qualquer dado e distribuir relatórios para milhares de pessoas, bem como àquelas que vão além da inteligência de negócios para fornecer insights para todos os departamentos, dispositivos ou pessoa por meio de experiências em tempo real, naturais e de clique zero. Ou seja, o futuro pertence a quem realmente adere ao cenário de empresa inteligente.
Fonte: Celso Oliveira, country manager da MicroStrategy para IT Fórum 365

quinta-feira, 21 de março de 2019

Lute contra a atrofia corporativa.

Qual é a força mais poderosa do universo? Os cientistas argumentam que são os buracos negros, as explosões gama, a auto-replicação... Para os CIOs, a resposta é diferente. A inércia é a força mais poderosa que os CIOs enfrentam hoje como agentes de mudança.
A inércia torna difícil iniciar e dimensionar a Transformação Digital. Não mantém o status quo e leva à atrofia. Os CIOs podem rastrear a atrofia em sua organização pela inércia. Talento e cultura são as maiores barreiras para o sucesso, de acordo com a edição 2019 da pesquisa CIO Agenda, do Gartner.
Então, o que é a inércia? É não fazer nada porque isso é considerado mais seguro do que fazer qualquer coisa (arriscado). É o engenheiro que quer mudar, mas tem um projeto que deve ser entregue o quanto antes; ou o CEO que quer explorar novos modelos de negócios, mas não pode assumir riscos com o modelo de lucro subjacente, porque os acionistas punirão até mesmo a menor perda nos ganhos.
A inércia é difícil de combater, porque você não consegue contorná-la. E ela diminuirá a transformação mais do que qualquer falha técnica.
Tente usar táticas que exigem pouco ou nenhum orçamento para executar. Táticas pequenas e cotidianas podem fazer uma grande diferença. Eles não escalam magicamente toda a sua Transformação Digital, mas criarão um impulso para um progresso mais rápido.
1 - Hackeie sua cultura
A cultura é como um ser vivo que é ligado à sobrevivência e à autopreservação. Muitos CIOs têm experiência em engenharia. Engenheiros são ótimos na criação de planos detalhados, mas para mudar tudo normalmente não funciona quando se trata de cultura, porque é muito amorfo para mudar de uma só vez.
Hackeie sua cultura em vez disso. Encontre um ponto de acesso onde a cultura é vulnerável a mudar e explore isso. Hackers de cultura provocam uma resposta imediata e visceral. Eles sinalizam para um grande grupo que a mudança é real e está acontecendo agora.
Aqui está a chave: eles são de baixo esforço. Você deve ser capaz de projetar e realizar um hack em menos de 48 horas. Se você precisa de três meses e 10 pessoas, não é um hack.
2 - Seja um diplomata
Os CIOs que são agentes de mudança geralmente nos dizem que se sentem incompreendidos pelos funcionários. Eles tentam se mover o mais rápido possível para impulsionar a mudança. Os funcionários às vezes os vêem como fora de contato com a realidade, ou alguém que se pode superar agarrando ao “do jeito que as coisas sempre foram”.
Torne-se um diplomata em vez disso. Saia do seu escritório o máximo que puder. Uma discussão aberta sobre a transformação digital durante o almoço vale, às vezes, uma dúzia de prefeituras formais que repetem por que é importante. A diplomacia de deslocamento, que exige que você esteja perto de seus funcionários, é fundamental para o seu trabalho como agente de mudança.
3 - Faça menos com mais
Fazer mais com menos é um mantra que ninguém quer ouvir, mas os CIOs precisam conviver com isso todos os dias. Os orçamentos de TI devem crescer apenas 2,9%, em média, em 2019.
A maioria dos CIOs sente que as demandas de TI estão crescendo em ordens de magnitude. Isso não é sustentável, especialmente devido à insuficiência de recursos de negócios de TI e as habilidades digitais, eles estão entre as maiores barreiras.
Um novo mantra é necessário: faça menos com mais. Os ecossistemas de negócios ajudarão você a fazer isso. Hoje, sua organização pode criar 100% de sua receita total. Em cinco anos, seu ecossistema pode criar 5% de sua receita total, e sua organização, 95%. Isso é fazer menos com mais.
4 - Use equipes de duas pizzas
Uma equipe de duas pizzas é pequena o suficiente (normalmente de cinco a sete pessoas) para ser alimentada por duas pizzas. Este conceito surgiu de Jeff Bezos na Amazon, no início dos anos 2000. Acredita-se que os tamanhos pequenos das equipes tenham a capacidade de inovar com mais facilidade, movimentar-se com mais rapidez e receber forte propriedade de serviço.
O CIO da Toyota faz dos funcionários o “CEO” da ideia deles para enfatizar sua total responsabilidade e direitos de decisão associados à ela. Isso melhora a capacidade de dimensionar protótipos comprovados, o que ajuda a dimensionar a transformação digital.
Para capacitar talentos para dimensionar inovações importantes, cancele reuniões que tenham muitas pessoas presentes. Divida as grandes equipes em equipes de duas pizzas com participação em tempo integral e sem outras demandas de entrega. Torne o criador da ideia inicial o proprietário do projeto para acelerar o progresso e reduzir o risco de falha na entrega mais tarde. Também faça uma regra que as decisões precisam ser tomadas dentro de 48 horas.
5 - Mude a maneira como você gasta o seu tempo
Os CIOs estão gastando mais tempo em novas estratégias, modelos de negócios e modelos operacionais. Mas o trabalho diário de administrar a TI e manter as operações mais básicas e imprescindíveis não desapareceu. Existem duas armadilhas principais para dirigir: falhas operacionais e gerenciamento de tempo.
Um CIO com quem conversei queria dedicar mais tempo a ser um visionário para a organização, em vez de apenas executar operações. Por isso, ele delegou a estratégia e as operações de TI criando duas novas posições, ambas preenchidas por pessoas que já se reportaram a ele, mas anteriormente tinham funções mais táticas. Isso o liberou para gastar mais tempo em novos negócios e modelos operacionais.
6 - Ajude os líderes a imaginar novos modelos de negócio
Sessenta e três por cento dos CEOs dizem que provavelmente mudarão seus modelos de negócios nos próximos dois anos, de acordo com a pesquisa CEO Survey de 2018. Você tem um papel único a desempenhar na mudança inspiradora do modelo de negócios devido à sua profunda compreensão da tecnologia e da trilha de dados, o qual pode criar novas oportunidades. Ajude os outros líderes a imaginar quais são as possibilidades de novos modelos de negócios.

De Jenny Beresford,diretora de pesquisa da equipe de Consultoria para CIOs da Gartner para CIO

segunda-feira, 11 de março de 2019

Tech Trends Report: a tecnologia sob o olhar do futurismo.


Uma das palestrantes mais aguardadas do SXSW, a futurista Amy Webb apresentou inovações que impactarão todos os setores da economia, entre elas a automação doméstica e dados biométricos.

Um dos destaques do SXSW 2019, a futurista e pesquisadora Amy Webb, diretora do Instituto Future Today, da escola de negócios de New York University, lotou o maior auditório do Convention Center, em Austin, neste sábado, 9. Em sua palestra, ela apresentou a mais recente edição do relatório Tech Trends, report que busca fazer uma previsão do impacto de tecnologias emergentes sobre a sociedade, a curto e longo prazo. A 12º edição do estudo aponta mais de 300 tendências e 48 cenários possíveis para o futuro – sendo 17 destas perspectivas otimistas, 20 neutras e 11 catastróficos.

A futurista também lançou este mês o livro “Big Nine”, que analisa como os principais players globais de tecnologia – Google, IBM, Microsoft, Amazon, Facebook, Apple, Alibaba, Baidu e Tencent – dominarão diversos setores produtivos nos próximos 50 anos, uma vez que controlam os principais ativos de dados, pesquisa e computação do mundo. As previsões do Future Today levam em consideração não só a tecnologia per se, mas como elas se relacionam com cases de inovação recentes, tendências de comportamento, transformações climáticas e demográficas.

“Qualquer empresa ou pessoa que queira entender o futuro de sua área tem de estar muito atenta à tendências adjacentes. Não se trata de prever o futuro, mas de fazer conexões entre áreas que parecem não ter nada a ver”, disse Amy. Abaixo, você confere algumas das inovações apresentadas por Amy Webb no SXSW e que deverão impactar diversos setores da economia a longo prazo. O report com todos os grupos de tendências estão disponíveis gratuitamente no site do Future Today Institute.

Celulares e telas touch perdem força

Apontado no relatório de 2018, o enfraquecimento dos celulares como interfaces digitais permanece como uma tendência para os próximos anos. A taxa de crescimento na venda de aparelhos móveis vem caindo progressivamente, ao mesmo tempo em que novos devices embarcados com reconhecimento de voz e facial ganham maior capilaridade entre consumidores. Para se ter ideia, nos Estados Unidos, pelo menos 8% dois consumidores compraram devices ativados por voz durante as festividades de final de ano, em 2018. “Até 2021, é estimado que metade das interações das pessoas com máquinas, em países desenvolvidos, será mediada por voz”, afirmou Amy Webb. Um exemplo de produto totalmente isento de botões e telas é o carro chinês Byton Car, com previsão de lançamento para este ano. O carro não tem chaves e botões e é configurado e operado apenas com reconhecimento facial, sensores e smart cameras.

Automação doméstica

O espalhamento de redes de conexão inteligente para os objetos mais triviais do dia a dia, capitaneado por grandes empresas de tecnologia, começa a ficar mais palatável a partir da próxima década. A Samsung, por exemplo, quer embarcar sua assistente pessoal Bixby em todos os seus produtos até 2020. Já a Amazon apresentou no início deste ano um microondas inteligente, e até fez uma parceria com a construtora americana Lenner para construir “Amazon Homes” equipadas com devices integrados. “Os devices domésticos serão responsáveis por rastrear dados de interação sobre sua família, responder a comandos e usar análises preditivas para otimizar a dinâmica da sua casa, desde o uso de energia e até monitoramento de consertos a serem feito”, diz Amy. Tais devices serão somados a sapatos, fones e outros wearables que detectam sinais vitais do usuário e os comparam com bases de dados gerais das empresas.

Manipulação e reconhecimento genético

A manipulação genética para o melhoramento de produtos naturais, da saúde de animais e até de humanos também é uma realidade emergente. Em novembro do ano passado, o cientista chinês He Jiankui revelou ter utilizado a técnica de manipulação genética Crispr para dar vida a dois bebês imunes ao vírus do HIV. Já a empresa americana Recombinectics, desenvolve técnicas de manipulação genética para dar vida a animais que suportam condições de temperatura extremas.

Scanner biométricos

Máquinas que “sentem” nosso estado de espírito e tentam responder a nossas emoções também já são realidade. A Kia e o MIT desenharam um modelo de carro com tecnologia de reconhecimento emocional, capaz de responder ao humor do usuário ao alterar esquemas de cores de painéis e sons. O modelo foi apresentado na CES 2018. A Amazon, por sua vez, está aprimorando a Alexa para que ela detecte estados emocionais pelo tom e cadência de voz de seus donos, além de mapear tosses e espirros para sugerir produtos. “Máquinas e empresas de tecnologia vão minerar nossos bio-dados e refiná-los para ensinar sistemas a nos categorizar. O desafio será regulamentar essa área e definir parâmetros de segurança e ética”, disse Amy.

Tecnologia verde

Amy argumentou que é muito provável que as mudanças climáticas das próximas três décadas dificultem a produção e entrega de alimentos para parte da população, pressionando o desenvolvimento de métodos de produção alternativos. “Na China e no Japão, algumas empresas já possuem fazendas subterrâneas que produzem vegetais em laboratório em maior volume, gastando 40% menos energia e até 99% menos água do que métodos convencionais”, disse.

Impressão 4D

A evolução da produção de materiais e produtos será a produção 4D. “Neste modelo, a impressão 3D é feita e então é adicionado mais algum elemento, como água, ar ou outro químico para que o objeto tome sua forma final”, explica Amy. Um dos cases de impressão 4D recentes é o projeto MIT Self Folding, do MIT, que desenvolveu estruturas impressas em 3D que se transformam depois de alguns estímulos.

sexta-feira, 1 de março de 2019

E-commerce deve crescer 16% em 2019

O aumento nas vendas movimentará R$ 79,9 milhões em mais de 87 mil lojas virtuais até o mês de dezembro.


As novidades e tendências do mundo da tecnologia interferem diretamente na compra e venda de produtos e serviços. Com isso, também há uma mudança na experiência de compra no ambiente on-line, fazendo com que as pessoas consumam mais.


De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), estima-se que o faturamento das vendas no setor chegue a R$ 79,9 bilhões em 2019, um crescimento de 16% em comparação a 2018. O aumento nas vendas deve alavancar o setor e movimentar mais a economia do país. Ainda segundo a  ABComm, o comércio eletrônico deve registrar um ticket médio de R$ 301 com um total de 265 milhões de pedidos até o fim de dezembro, totalizando 87 mil lojas virtuais. Micro e pequenas empresas também devem aumentar a sua participação no faturamento, chegando a 29%.


Com o cenário favorável, quem quiser aproveitar e surfar nessa onda precisa estar atento às novidades e oferecer inovações para seus usuários. “As tendências vão facilitar a vida do cliente na hora da compra, proporcionando  uma experiência bem diferente, se comparada ao mercado tradicional.  O uso da Realidade Aumentada (AR), por exemplo, é uma alternativa para atrair consumidores, pois permite que eles experimentem a sensação de comprar, sem precisar estar necessariamente em uma loja ou onde o produto está”, explica Danillo Saes, coordenador dos cursos de tecnologia da Educação a Distância (EAD) da Unicesumar.


Entre as possibilidades para se destacar neste mercado, o professor também lembra da chatbots, tecnologia que propõe mais qualidade para o atendimento; o blockchain, utilizado para acrescentar confiança e transparência de informações e dados para consumidores e lojistas, além dos pedidos por voz, como as famosas Siri ou Google, mas aplicados às compras.  “Lojas virtuais devem continuar focando na experiência do consumidor, especialmente em dispositivos móveis, com a expectativa de que 33% das vendas sejam feitas por meio de smartphones ou tablets”.


Mas quem são esses consumidores?  Saes explica que, os e-shoppers podem ser divididos em algumas categorias, definidas pela Officina Sophia, empresa paulistana especializada em conhecimento aplicado aos negócios.


Segundo a Officina Sophia, o cliente experience tech é aquele que apresenta baixo índice de fidelidade, sendo que 30% realiza mensalmente mais de uma compra pela Internet. Já o oportunista, se preocupa com as condições de entrega da mercadoria e sua confiabilidade. O experimentador é aquele consumidor impulsivo, mas que abandona a compra ao perceber que o valor ultrapassa o esperado. O fiel, por sua vez, apresenta o menor índice de abandono do carrinho virtual. Por fim, o negociador, que possui alto poder de barganha, faz pesquisa on-line para negociar em lojas físicas.


Mas, independentemente do perfil do consumidor, é preciso estar atento e tomar alguns cuidados básicos ao fazer compras em e-comemrces. “Não se pode esquecer de checar a idoneidade virtual da loja. Além disso, é muito importante verificar a existência de política de segurança, como o uso do “s” após o http – este “s” significa segurança.  Outra boa alternativa é consultar o Ebit, que concede selos e mede a reputação de lojas virtuais e dados para o mercado on-line, E, por fim, é importante buscar a opinião de pessoas que já adquiriram produtos pelas lojas de interesse do consumidor”, completa Danillo Saes.


Fonte: ProXXima

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Inteligência Artificial obrigará requalificação de 120 milhões de pessoas.

   

Isso considerando apenas as 10 maiores economias do mundo, segundo estudo da IBM.

Não é de hoje que se discute o impacto do digital nos negócios e, consequentemente, nas profissões. A grande questão é que a discussão fica cada vez mais específica. Se antes muito girava em torno da grande transformação digital que viria, atualmente, sabe-se que do conjunto de tecnologias que compõem essa virada, Inteligência Artificial é que a mais impacto causa, seja do ponto de vista de modelo de negócio, extinção e criação de novas profissões e também no estilo de vida da sociedade como um todo.
Isso posto, pesquisas de variadas instituições tentam calcular qual o tamanho do impacto e neste recente estudo, produzido pelo IBM, a cifra é de que pelo menos 120 milhões de pessoas, considerando apenas as dez maiores economias do mundo, precisarão passar por um processo de retreinamento, reciclagem ou ganho de novas habilidades, como preferir.
De acordo com o estudo, todo esse processo deverá acontecer, sobretudo, em decorrência das mudanças promovidas por Inteligência Artificial e automação inteligente. Um ponto interessante, é que, embora haja uma revolução em curso e muita gente está antenada nos riscos a que está exposta se ficar parada, 50% dos ouvidos em outro levantamento feito pela Harris Poll, em nome da IBM, entendem que a cultura da empresa será uma das grandes barreiras na adoção das tecnologias emergentes, principalmente, IA.
Diversas economias mundo afora já entenderam que do grupo de tecnologias emergentes, IA é a que causa maior impacto no ecossistema socioeconômico, uma vez que mexe diretamente na empregabilidade das pessoas. França, China, Estados Unidos e Reino Unido são exemplos de países que iniciaram uma corrida para liderar essa seara e, muito provavelmente, quem estiver de fora, terá sua vida dificultada nesta nova cadeia global que se forma.
O trabalho dos países, no entanto, principalmente da América Latina, não é fácil. Um levantamento da OCDE, Cepal e CAF, mostra que as taxas de matrícula em cursos chamados de STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática) variam entre 2% e 7% na AL, contra 10% nos países da OCDE e de 13% a 18% em nações como Alemanha, França, Irlanda, Reino Unido e China. Apenas essa métrica revela o tamanho da encrenca.
“Existe uma corrida. A China quer liderar o tema de IA até 2030 e sempre tenho dito que a América Latina tem que ter consciência de que esse tema é estratégico e fundamental para que a região siga fazendo parte da cadeia global de negócios. Então, é preciso acelerar indústrias tradicionais no processo de adoção de plataformas digitais, como a de alimentos, e escalar aquelas que abraçam tecnologia como protagonismo, como os bancos no Brasil, reconhecidos por sua inovação. E, por fim, preparar os profissionais de hoje para que estejam prontos e capacitados para a tecnologia do futuro”, resumiu Ana Paula Assis, presidente da IBM para América Latina ao falar do assunto e demonstrar um pouco de sua preocupação para região, embora entenda que o assunto já esteja um pouco endereçado em alguns países.
100% das profissões impactadas
Para o vice-presidente de consultoria da IDC para América Latina, Alejandro Floreán, é preciso olhar com cuidado todo o cenário da região, até porque, numa análise simplista, as pessoas pensam apenas em IA substituindo gente, mas não é a tendência, argumenta, indo na mesma linha das grandes corporações que falam em agregar e ampliar competências.

Além disso, ele cita exemplos de carreiras afetadas dentro e fora de tecnologia. “Todas as profissões como contadores, matemáticos e outros que lidam com dados, precisarão de retreinamento para lidar com dados e sistemas. Muitas formações estão se tornando obsoletas. Outro exemplo, tudo que tem a ver com tecnologia sem fio, essas tecnologias vão transformar os profissionais que gerenciavam rede há 10 anos, esses são apenas alguns exemplos de impactos em profissões diretamente”, exemplificou.
A velocidade com que as mudanças acontecem e aplaca empresas e carreiras é o que mais assusta e preocupa, mesmo os mais envolvidos e informados sobre os processos tecnológicos. E a grande pergunta é: a América Latina, com todos seus problemas sociais históricos e complexidades político-econômicas, terá tempo hábil para retreinar e ressignificar sua mão de obra? O mesmo executivo da IDC lembrou, por exemplo, que, tradicionalmente, as empresas na região investem pouco em treinamento de forma geral e não se preocupam tanto com o desenvolvimento dos seus talentos.
Assim, além de lidar com toda a transformação advinda da tecnologia, uma mudança cultural e profunda será necessária, como corrobora Ana Paula. “Passamos por mudança cultural muito forte nas empresas, saindo de ambientes onde alguém decide e outro executa, passando para organizações que geram empoderamento. Métodos ágeis só são possíveis com esse tipo de empoderamento, por isso, o retreinamento é importante. O segundo ponto é que treinamento sempre foi algo apenas de RH. Isso precisa mudar, conhecimento tem de ser parte de todas as unidades de negócio das empresas, até porque, 100% das profissões serão impactadas, assim todos correm o risco de ficarem defasados”, comentou, lembrando que os próprios profissionais precisam buscar por novas qualificações e, inclusive, ser avaliado por isso.
Do ponto de vista de capacitação, tudo muda também. Como lembrou o presidente da Sain Paul Escola de Negócios, José Securato, o momento é de resolução de problemas complexos e de estar aberto a um processo de aprendizagem contínua, inclusive com o mote da escola que é o educar-se por microformação.
“A mentalidade é o mais difícil de mudar. Todos nós temos ideia de que aprendemos para sempre, formamos e acabou. Quando finalizamos a graduação é como se tivéssemos desativado o modo aprender e é preciso mudar para aprender continuamente, de forma orgânica, fluída. Também é preciso pensar em micromomentos, nanograduação e programas mesclados, e viver essa era da colaboração que consiste em criar e resolver problemas complexos de maneira conjunta.”

Fonte: CIO 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Como construir uma marca em um mundo polarizado


Como uma marca pode criar uma imagem de sucesso que se relacione com os consumidores em um contexto de opiniões polarizadas?


Se as eleições presidenciais brasileiras nos mostraram alguma coisa, é que o Brasil é um país grande e complexo que inclui pessoas com pontos de vista diferentes - e às vezes até opostos.

O movimento de diversidade de gênero no Brasil cresceu imensamente nos últimos cinco anos. Como resultado, novas formas de entender e expressar o gênero surgiram e agora coexistem com visões mais tradicionais. O mesmo se aplica às tendências sociais, como a inclusão da diversidade étnica, o aumento de startups com foco em propósitos sociais, o crescimento do consumo natural e orgânico, a sustentabilidade, terapias da nova era, entre outros. Então, como uma marca pode criar uma imagem de sucesso que se relacione com os consumidores em um contexto em que as opiniões são polarizadas?

O estudo da Kantar Consulting "O futuro do consumo" nos deu uma pista importante: o pequeno é o novo grande. Graças às mídias sociais, os consumidores podem compartilhar experiências com facilidade e aprender sobre seus interesses. Com o crescimento tanto do comércio eletrônico quanto das startups, agora existem pequenas empresas que podem oferecer produtos e serviços projetados especificamente para cada necessidade: produtos orgânicos para cuidados pessoais, soluções sustentáveis para o lar, produtos capilares que celebram cabelos afro negros naturais, roupas para as mulheres empoderadas e uma grande tendência de “pink money”.

Uma marca não precisa mais, nem pode abraçar todas as tendências. Ele deve criar submarcas projetadas especificamente para cada nicho e chegar a cada uma usando algoritmos. A marca de alimentos orgânicos Mãe Terra, recentemente comprada pela Unilever, tem sido uma jogada inteligente nesse sentido.

Portanto, aqui estão seis pontos que são extremamente importantes se a marca quiser ser eficaz em termos de construção de imagem de marca:

1. Posicione-se, ou seja posicionado - Se há uma lição que aprendemos com o aumento do ativismo social on-line, é que as marcas não podem mais jogar sem se arriscar. Se uma marca não se posicionar, ela será posicionada pelos consumidores. Mesmo os astros do rock sofreram: A extremamente amada Anitta foi forçada a se posicionar claramente contra figuras públicas homofóbicas depois de ser criticada por seus próprios fãs, que a chamaram de hipócrita por permanecer neutra enquanto se beneficiava de uma audiência LGBTQ +.

2. Escolha sua bandeira - Marcas como a L'Oréal, que escolheu uma pessoa trans para ser o porta-voz brasileiro, e a Zona-Jobs que se beneficiou muito ao ser disruptiva, precisa e ao comunicar-se em tempo hábil.

3. Esteja à frente do jogo - Marcas como a Skol (a segunda marca mais valiosa da América Latina) e a Tecate mudaram toda a sua imagem na hora certa, passando da misoginia para uma mais diversa e inclusiva. Outras marcas de cerveja copiaram este estilo, mas foram vistas como oportunistas em vez de serem um verdadeiro agente de mudança.

4. Conheça o seu público - As marcas precisam conhecer o perfil exato de seus alvos, segmentadas claramente em vários nichos e se comunicar de forma eficaz usando imagens e linguagem sociais apropriadas. Caso contrário, os esforços da marca simplesmente não se traduzirão a no apelo da marca, porque o consumidor não se identificará com isso.

5. Seja consistente - Como foi demonstrado pela análise do AdReaction e do BrandZ, os millennials têm amor pela marca, mas não ficam cegos por isso. Eles farão suas pesquisas e, se uma marca pretende ser sustentável, ela precisa garantir isso não apenas em sua publicidade, mas em toda a empresa. Caso contrário, os consumidores serão virais para criticar a marca. A Avon é um modelo em termos de garantir que o propósito da marca permeie a empresa; eles falam sobre empoderamento social, diversidade sexual e étnica em sua publicidade, mas também buscam iniciativas sociais que fazem a marca ser vista como autêntica.

6. Entregando com precisão - Seu alvo não é mais um único, você precisa alcançar os diferentes nichos que agora compõem sua marca alvo. Portanto, sua compra de mídia programática precisa ser cuidadosamente planejada. Caso contrário, você pode ter uma ótima ideia, mas ela não será entregue às pessoas certas.

O que este novo contexto social nos mostrou é que a inteligência de mercado é fundamental. Um posicionamento eficaz da marca exige agora a análise cuidadosa de várias variáveis complexas que só podem ser fornecidas de forma eficaz pela integração e consultoria de dados.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Marketing e Branding: como os chatbots podem fazer a diferença.


Embora o uso mais comum para a adoção de chatbots seja a otimização do atendimento ao cliente, a aplicação de chatbots na estratégia de marketing e branding pode ser uma aliada importante para o seu negócio.

Chatbots são softwares com interface baseada em diálogos que permitem que os usuários conversem com as empresas e sistemas, recebendo respostas automáticas. Eles estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano, o que é um caminho sem volta. Segundo pesquisa realizada pelo Portal Statista, o tamanho do mercado global de chatbot chegará a US$ 1,25 bilhão em 2025, um considerável aumento comparado ao valor de US$ 190,8 milhões registrados em 2016. Outro levantamento elaborado pela empresa de estatísticas comprova a sua aceitação perante ao público, já que apenas 13% dos clientes globais informaram que os chatbots “não eram eficazes” para resolver suas solicitações, enquanto 33% deles achavam que eram “muito eficazes”.

Embora o uso mais comum para a adoção de chatbots seja a otimização do atendimento ao cliente, a aplicação de chatbots na estratégia de marketing e branding pode ser uma aliada importante para o seu negócio, pois pode ajudar a atrair novos leads de forma mais qualificada, tornar os esforços de marketing mensuravelmente mais eficazes, coletar dados de mercado e saber o que o seu cliente busca. Por isso, não é exagero afirmar que, com uma boa estratégia, o chatbot pode transformar a maneira como o marketing e a gestão de branding de seu negócio são conduzidos.

Benefícios de um auxílio automatizado para a estratégia

Umas das aplicações é a nutrição de leads. Os chatbots são mais ágeis que um e-mail e mais íntimos que publicações em redes sociais. Graças a essas características, é possível estruturar uma estratégia automatizada e eficiente de geração de leads com eles. A nutrição de leads consiste não apenas em entregar conteúdos regulares às pessoas, mas fazer com que elas cheguem às mensagens corretas na hora certa. Uma boa nutrição guia e engaja um lead por uma jornada de compra até o momento da conversão. Portanto, além de volume e qualidade, é preciso que os conteúdos tenham propósito. Quando isso é feito por meio de um chatbot em um diálogo com o consumidor, é possível automatizar essa progressão de forma bem mais inteligente e maximizar a eficiência da nutrição de leads.

Outra tendência é otimizar os chatbots para maximizar as vendas online. Muitas empresas já utilizam a tecnologia para isso, permitindo que os clientes comprem online em uma interface de diálogo mais natural que as interfaces visuais mais convencionais dos e-commerces. Em um diálogo com o chatbot, o cliente pode obter todos os detalhes técnicos dos produtos ou serviços oferecidos e fazer comparações para decidir pela compra. Também é possível realizar o pagamento, via chatbot, com mais agilidade que outros sistemas de compras online.

Além disso, por ser um canal de comunicação totalmente personalizável, os chatbots podem ser programados parar registrar as preferências de compras dos clientes, comparar padrões de comportamento de outros compradores e oferecer produtos similares como recomendação. Os chatbots desenvolvidos com base em Inteligência Artificial conseguem “aprender” à medida que mais compras são realizadas, ou seja, os sistemas vão se tornando mais eficazes. Assim, eles conseguem mais dados sobre o comportamento dos usuários e refinam suas sugestões, utilizando cada interação realizada anteriormente. Não podemos esquecer de um detalhe que faz toda a diferença: os chatbots são vendedores disponíveis para tirar dúvidas de clientes 24 horas por dia, sete dias por semana.

A qualificação de leads consiste em descobrir em que momento do funil de vendas o consumidor se encontra, para saber qual o melhor caminho a seguir com ele na jornada de compra. O resultado dessa qualificação determina o que fazer com esse lead: encaminhá-lo para o setor de vendas, desqualificá-lo e não investir mais recursos nele ou simplesmente continuar trabalhando sobre ele com o marketing. Com os chatbots, é possível qualificar leads de forma automatizada e regulá-los de forma inteligente através de perguntas simples. Além disso, algumas interações ativas que partem do próprio usuário para o chatbot podem indicar que ele já está pronto para a conversão ou que deve ser desqualificado.

O primeiro atendimento vem dos bots

O atendimento ao cliente automatizado realizado pelos chatbots também pode ser uma boa ferramenta de marketing, se utilizada corretamente. Sua vantagem é oferecer respostas mais rápidas e precisas para dúvidas ou problemas simples. Assim, caso o cliente faça uma pergunta mais complexa, o software o direciona para o atendimento humano.

Outra vantagem é que os chatbots podem personalizar o atendimento, pois, além de acumularem dados de interações que podem se tornar insumos para melhorias futuras, podem ser integrados a sistemas de CRM para conhecer melhor o público e customizar o atendimento com agilidade. Vale ressaltar que um atendimento personalizado é mais valorizado pelo consumidor — além de ser mais eficiente, tendo em vista que tratará demandas e preferências com mais objetividade.

Por fim, os chatbots são excelentes para coletar o máximo de informações úteis sobre os públicos e o mercado de um produto ou serviço. A simples comunicação entre um potencial consumidor e o chatbot é capaz de gerar inputs interessantes que podem ser analisados e transformados em insights para aprimorar a estratégia de marketing. Também é possível criar formatos de diálogos que sejam propositalmente relacionados com o objetivo de coleta de dados. Com isso, os chatbots funcionam como uma espécie de ferramenta de pesquisa de mercado.

(Re)conhecimento para sua marca

Em termos de branding, os chatbots também têm muito a contribuir para que sua marca conquiste admiradores cativos. Eles podem, por exemplo, promover uma interação mais divertida com o usuário. Quando bem desenvolvidos, eles têm o potencial de dar uma nova vida à experiência do cliente, além do potencial de viralização em campanhas.

Um exemplo interessante foi realizado pelo bot usado pelo Pontofrio durante a última Semana do Cliente. Para homenagear e estreitar ainda mais a relação com os seus consumidores, a rede varejista desenvolveu uma ação com um assistente virtual que gerava frases para as pessoas que interagiam com a empresa via Facebook Messenger. Elas precisavam traduzi-las em emojis para ganhar alguns dos produtos mais buscados na internet. A ação impactou mais de 200 mil pessoas, motivando mais de 400 mil interações e gerando quase 10 milhões de mensagens no perfil do Pontofrio na rede social.

Indo mais além, os profissionais de marketing e as agências devem investigar como podem usar os chatbots para aumentar o desempenho e o alcance orgânico de anúncios e fornecer automação de marketing. Por exemplo: o Facebook permite que os anúncios do feed de notícias forneçam tráfego diretamente para o chatbot de uma marca, preparando o terreno para todos os tipos de implementações de criativos que atingem novos clientes. Ao mesmo tempo, é importante esperar — e planejar — um certo grau de satisfação ao desenvolver a personalidade e as respostas do seu chatbot.

Ações que cativam os clientes

Os usuários com experiência digital que gravitam em direção aos chatbots geralmente são motivados a testar o quão “humano” um chatbot é, comunicando-se de maneira sarcástica. As marcas que se preparam para isso criando uma persona e respostas espirituosas garantirão uma maior adoção da experiência do chatbot. Quando o Spotify é acessado, mas não há rede, o bot diz ao usuário: “Eita, estamos sem internet no momento”. Isso aproxima o cliente da sua marca e diminui a frustração por não conseguir ouvir a música naquele momento.

Embora seja uma eficiente ferramenta de conversão, muitas vezes os e-mails automáticos das marcas são rejeitados como spam. Os chatbots podem ajudar a revitalizar as comunicações ativas da marca, atuando como um parceiro interativo e um assistente do cliente prontamente disponível. Nesta função, os chatbots fornecem valor como uma ferramenta personalizada — como se assumisse o papel de um amigo divertido que acompanha o cliente nas compras.

A varejista de calçados americana DSW aproveita os chatbots tanto para acompanhar os consumidores pós-compra quanto para oferecer um “concierge de presentes” que orienta os clientes com conhecimento, ajudando-os a escolher presentes e discutindo as preferências do destinatário pretendido. À medida que as marcas ficam mais proativas em suas comunicações com o cliente como um todo — especialmente nas mídias sociais — os chatbots se tornam ainda mais bem-vindos para esse tipo de divulgação.

Essas são algumas funcionalidades que dão destaque aos chatbots na área de marketing e branding. Antes de investir na tecnologia, recomendo que profissionais de marketing e branding, bem como as agências, considerem cuidadosamente quais funcionalidades específicas serão introduzidas e quais práticas serão substituídas. Com a preparação e a mentalidade certas, os chatbots podem lidar de forma adequada com as necessidades reais de diversos negócios — fazendo desta uma tendência que realmente vale a pena adotar.

Não tenho dúvidas sobre os benefícios que o chatbot pode levar para seu negócio, mas gosto sempre de frisar que não é porque a tecnologia está disponível que todos os consumidores vão preferi-la no lugar de uma experiência humana. Embora os chatbots sejam ideais para entretenimento, respostas rápidas, simplificação de processos e fornecimento de informações confidenciais, é importante que as marcas ofereçam acesso imediato a um ser humano para obter suporte, caso haja qualquer frustração no meio do atendimento. Afinal, também faz parte da sua gestão de marca não deixar seus clientes na mão em qualquer momento.

Por Vinicius Martins, gerente de marketing da Take, empresa de mobile e desenvolvedora de chatbots para ProXXima