quinta-feira, 17 de maio de 2018

Artigo - Que tipo de inovação pode ajudar a sua empresa a vender mais?

Por Clara Bianchini

"Precisamos inovar!” Esta deve ser a frase mais dita dentro das organizações hoje em dia, depois de “Precisamos vender”. Será que estou certa? Acredite em mim, inovar e vender são dois verbos que andam de mãos dadas. Em 2010 eu tive a oportunidade de morar e trabalhar na Holanda, um país considerado inovador já que, por ter apenas 17 milhões de habitantes (inferior a cidade de São Paulo), criou organizações, projetos e tecnologias que se tornaram relevantes mundialmente como a Unilever, o Big Brother, e o Bluetooth. E sabe como as organizações lá se comportam?

Em tempos de “crise”, ou seja, quando estão vendendo menos, é quando eles mais investem em inovação. Tem uma teoria muito importante que sustenta todo esse pensamento, e é o que eu vou compartilhar com vocês neste artigo.
Um estudo realizado por especialistas por volta dos anos 2000 comprovou que toda organização, produto, serviço, e tecnologia evolui segundo uma linha cronológica que contém oito etapas. E cada uma dessas oito etapas, possui um tipo de inovação específica que pode ajudá-los a ganhar volume de vendas, lucro e relevância no mercado. São elas:
Etapa 1 : Nascimento X Inovação Disruptiva:
No primeiro ano de uma organização, produto, serviço, e tecnologia temos a etapa Nascimento. Aqui geralmente essas empresas tem lucro inicial se perseguirem a Inovação Disruptiva, que é aquela que costuma ter suas causas na descontinuidade de tecnologias antigas ou de modelos de negócios ultrapassados. Esse tipo de inovação cria um novo mercado e, eventualmente, mexe com empresas já estabelecidas. Exemplo: iPod, Uber, Netflix.
Etapa 2 : Pista de Boliche X Inovação de Aplicabilidade
Nessa etapa 2, as organizações estão aprendendo a ganhar dinheiro em maior escala, por isso é chamada pista de boliche. As tacadas acontecem, e foque nas que você consegue mais pontos. Assim mais rapidamente você vai entender em que a sua inovação disruptiva será melhor implementada, ou seja, em qual setor ou industria poderá obter mais sucesso com menos esforço.
Assim você foca em aplicar o que inventou de forma a ter melhores retornos. Exemplo: quando o criador do código não passível a erro foi descoberto pelo mercado financeiro e, por meio dessa inovação de aplicabilidade desse código neste mercado, surgiu a criação dos caixas eletrônicos que conhecemos hoje em dia.
Etapa 3 : Reviravolta X Inovação de Produto
Uma vez entendido em que sua ideia será aplicada, esta ideia precisa ser melhorada para virar um bom produto. Então, o foco da inovação dessa fase é melhorar o desempenho do produto, reduzir custos, melhorar a usabilidade, etc. Exemplo: quando a Toyota lança um novo carro ou a Intel um novo processador.
Etapa 4 : Crescimento X Inovação de Processo
Tenho já um produto bom introduzido no mercado, é hora de crescer e vender em escalas maiores. Nesse momento as organizações precisam investir para inovar seus processos, para que eles fiquem mais eficazes e eficientes. Exemplo: quando o Walmart cria um sistema online integrando o estoque de todos os seus fornecedores.
Etapa 5 : Maturidade Jovem X Inovação da Experiência
Com o processo ajeitado, e já tendo atingido a maturidade do mercado, ou seja, vendendo a um nível maior do que os concorrente diretos, é hora de inovar a experiência do consumidor.
Exemplo: quando a Sedex instalou o sistema pelo qual cada consumidor poderia rastrear as encomendas para saber aonde elas estavam no processo de delivery.
Etapa 6 : Maturidade Adulta X Inovação de Marketing
Tendo conquistado um cliente feliz com a inovação de melhoria acima, é hora de inovar no marketing. Aqui, organizações podem melhorar os processos de comunicação com o consumidor e também de pagamento, facilitando transações. Exemplo: quando o trailer do Senhor dos Anéis se tornou disponível para fãs antes na web do que somente nos cinemas, ou quando abre a oportunidade para mecanismos de e-commerce e leilão da Amazon e do eBay.
Etapa 7 : Declínio X Inovação de Modelo de Negócio
Essa é a minha etapa preferida e a que mais gosto de trabalhar! Antes que uma empresa entre em fase de declínio, ou seja, comece a perder mercado para o concorrente ou startups, há como inovar o papel de empresa e/ou o seu modelo de negocio, ou seja, a sua proposta de valor e a forma como a organização ganha dinheiro. Exemplo: quando a Apple cria a Apple Store e então passa somente do papel de produzir e vender hardware e começa também a co-produzir software com desenvolvedores, abraçando assim novo papel e também nova proposta de valor.
Etapa 8 : Falência X Inovação Estrutural
Se mesmo a inovação do modelo de negócio acima não foi suficiente para manter uma empresa lucrando e relevante no mercado, a última tacada antes da falência seria a inovação estrutural, que é quando uma empresa reestrutura seu relacionamento com outras empresas para garantir melhores lucros. Exemplo: quando a Ambev compra cervejarias artesanais ou quando um banco incuba e investe em startups do mercado financeiro.
Espero que você tenha gostado dessas oito dicas. Antes de inovar, reflita sobre qual etapa a sua organização, produto, serviço, ou tecnologia se encontra para fazer melhor usufruto do seu investimento em inovação. E não se esqueça de que inovar é uma ótima forma de aumentar vendas e relevância no mercado.
Fonte: Clara Bianchini, mestre em Inovação de Cultura Organizacional pela Imagineering Academy na Holanda para o site Consumidor Moderno.



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Como a IoT pode ajudar a mudar as lojas físicas em relação ao futuro digital?

Confira alguns passos práticos que os lojistas podem adotar para aumentar o número de clientes na loja e sua lucratividade.


Os clientes estão ficando mais inteligentes em suas opções de compra, e suas expectativas em relação à experiência no varejo estão aumentando rapidamente. É verdade que o comércio eletrônico está em alta, o que significa que as lojas físicas estão cada vez mais vazias; por isso, algo especial deve ser feito para trazer os compradores de volta às lojas, pois os números mais recentes de vendas do varejo mostram que a maioria das lojas físicas apresentou o pior crescimento de vendas em cinco anos; há muito a ser feito para recuperar essas perdas.
A tecnologia pode ajudar a atrair clientes para as lojas e melhorar a taxa de crescimento dos lojistas. Uma tecnologia que deve transformar o varejo é a Internet das Coisas (IoT). Se usada da maneira correta, pode criar uma diferenciação competitiva. Segundo pesquisa recente da Aruba, os primeiros adeptos da IoT já estão colhendo benefícios, que incluem uma melhor experiência do cliente (81%); melhor visibilidade das organizações (78%); e aumento da lucratividade (74%).
Isto se aplica particularmente às empresas que pretendem digitalizar as lojas físicas com inovações como a IoT. A Amazon deu o primeiro passo com suas lojas Amazon Go, que não utilizam caixa para pagamento e funcionam com uma rede de câmeras e sensores que detectam o que foi comprado pelos consumidores na loja.
Veja alguns passos práticos que os lojistas podem adotar para aumentar o número de clientes na loja e sua lucratividade:
1 - Aumento do número de clientes na loja com serviços baseados em localização 
Uma experiência digital na loja é essencial para que as lojas físicas possam competir com as lojas online, mas o primeiro obstáculo a ser superado é fazer os clientes entrarem. A maioria dos clientes geralmente tem um smartphone nas mãos, normalmente com a localização ativada, então, por que não usar isso em benefício da loja e enviar ofertas personalizadas e ao vivo para atraí-los? Para obter isso, convide os consumidores a fazer login na rede Wi-Fi da loja ou a fazer o download do aplicativo. Assim, você estará conectado com eles enviando notificações e promoções sempre que estiverem próximos, através do alcance dos beacons que reconhecem sua localização.

A IoT mantém a experiência na loja interessante e imersiva, permitindo aos lojistas inovações constantes de suas ofertas na loja. Inovações trazem vários resultados e podem ser replicadas em lojas físicas grandes ou pequenas. A Home Depot, famosa rede do setor com lojas amplas, está implementando serviços baseados em localização para ajudar os clientes a navegar por suas diversas seções. Ao propor que os clientes acessem o aplicativo, eles usam seus telefones para perguntar sobre a localização dos produtos desejados, deixando os vendedores livres para se concentrarem na venda em si. Aplicações especialmente elaboradas e a tecnologia de beacon podem usar a conectividade na loja para direcionar os clientes até o ponto exato onde estão os produtos que eles buscam.
2 - Maior engajamento na loja ao se tornar digital 
As lojas físicas também podem competir com seus concorrentes online propondo parcerias, ofertas e experiências exclusivas para os clientes.

Com os consumidores dentro da loja, os lojistas devem atrair sua atenção com ofertas novas e atrativas. Outro método é equipar os funcionários com tablets para ajudá-los a informar aos clientes, por exemplo, se existe no estoque o tamanho de um produto que procuram ou se um produto está disponível no estoque. No caso de lojas maiores, isso também pode ajudar os funcionários a reabastecer as prateleiras de forma mais eficiente.
O uso desses dispositivos no ponto de vendas também pode liberar os funcionários do balcão, permitindo que eles acompanhem os clientes durante sua jornada de compra.
3 - Coleta de informações sobre os clientes para inovar 
Aprender sobre o comportamento dos clientes na loja é fundamental para melhorar a eficácia das ofertas e da organização da loja. Uma maneira de conhecer o cliente é coletar os dados que eles criam ao acessar o aplicativo na loja ou usar telas de toque para obter informações. Quando esses dados são analisados, é possível criar um perfil do cliente e dos seus interesses, permitindo que os vendedores atendam melhor às necessidades de cada um deles.

Os dados coletados também podem ser usados para melhorar os layouts físicos das lojas usando as informações contextuais fornecidas pelos clientes no aplicativo. Comunicados de ofertas e novos produtos disponíveis podem ser informados nas áreas de maior circulação. Informações em tempo real sobre a ocupação da loja, principalmente em períodos de comemorações especiais, também podem ajudar a planejar melhor as contratações para garantir a capacidade ideal de funcionários, economizando dinheiro no longo prazo.
Ao longo de 2018, o setor de varejo estará focado na sua transformação oferecendo aos consumidores uma experiência única na loja. Isso tem sido sonhado há anos, mas a tecnologia disponível agora pode tornar isso uma realidade.
Fonte: CIO 

terça-feira, 15 de maio de 2018

Os desafios da segmentação de clientes na era digital.

A era digital trouxe mudanças na velocidade de um clique, as interações se tornaram mais rápidas e a troca de informações se intensificou. Com isso, o marketing tem uma novo desafio em suas mãos: a segmentação de clientes.

Segmentar  público quer dizer estudar clientes, isso abrange variáveis macroambientais como gênero, idade, região geográfica, etc; e variáveis micro como quantidade de interações com a marca, preferências de gosto, etc. Esse levantamento de dados tem a intenção de entender mais sobre seus consumidores.

A partir disso é criado um banco de dados que determina o perfil de um consumidor ou de um grupo de consumidores para que os mesmos sejam alvo de uma ação de comunicação. Alguns desses bancos usam uma modelagem estatística para criar modelos preditivos de comportamento para se ofertar produtos. A ideia aqui é fidelizar aqueles que mais interagem ou até mesmo entrar em contato com novas personas.  No final isso aumenta as vendas e o ROI, consequentemente.

A vida como consumidor está se tornando rapidamente digital e uma das primeiras grandes consequências desta digitalização, é que tudo fica mais rápido. E é isto que vem deixando os profissionais de marketing preocupados com o caminho no qual a segmentação vai seguir. Afinal, se as pessoas, decidem na velocidade de um clique, então as empresas devem conseguir fazer uma venda mais rápida, e tem que ser inovador para chamar a atenção desse consumidor ávido para dar um clique em algo.

Na vida real, em consequência dessa grande velocidade fica extremamente difícil achar uma fórmula mágica de segmentação, exatamente porque as coisas podem mudar de um minuto para outro, de um clique a outro. Tudo tem que ser pensado de acordo com a variável mais importante dessa nova era: o tempo.

Quando essa estratégia de segmentação, na prática, não se converte em vendas, algo tem que mudar. Está cada vez mais difícil separar o mundo digital do físico nas experiências de consumo e relacionamento com a marca. E é em função disso que são necessárias mudanças em relação a modelos e métodos de segmentação de clientes usados atualmente.

Cada vez mais, variáveis macroambientais como, por exemplo, conjunto de dados demográficos, serão menos importantes nas análises, e talvez, para alguns mercados, elas poderão não ter nenhuma utilidade na hora de vender. Elas podem ser substituídas por variáveis de comportamento microambientais, mais subjetivas e até mesmo por crenças. Essas causam maior empatia nos consumidores pois, de forma geral, são mais específicas e descrevem melhor o perfil das personas que querem ser alcançadas.

Para que a empresa tenha uma boa segmentação de clientes, é preciso conhecer bem o seu cliente e saber o por que dele consumir os produtos e se relacionar com a marca. Da mesma forma é necessário ter claro qual seu propósito de negócio, pois é ele quem vai atrair clientes. Por mais subjetivo que isso possa parecer, essa é a melhor variável para conseguir segmentar os clientes de forma assertiva.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

IoT é muito menos internet e muito mais assistência.

Esse é o conceito que o Google tem dado à conectividade de dispositivos para smart cities, saúde e indústria inteligente.

A internet das coisas (IoT) é muito menos sobre internet e muito menos sobre coisas, e muito mais sobre assistência, afirma a diretora de produtos e inovação do Google Brasil, Flávia Verginelli. Tal afirmativa é porque, diz, a IoT está conectada ao que pode fazer pelo consumidor sem que ele tenha que se preocupar com conexão (a internet) e o que (as coisas) está conectado. O uso dos milhões de devices se torna, assim, mais sensitivo e automático e passa por tantos e diversos usos que o usuário mal se dá conta de que IoT, há muito, deixou de se relacionar com geladeiras que controlam a temperatura e a validade do alface e com smartphones que ordenam a agenda diária. Aliás, celulares são ordenados. Por voz. São assistentes, como Flávia diz.
Sensores, machine leaning e inteligência artificial compõem o ecossistema de IoT: são máquinas que aprendem e respondem a comandos de voz. Verdadeiros equipamentos de assistência: seja o sensor do ar condicionado, a lâmpada que apaga ou acende conforme a presença ou ausência de pessoas e o controle inteligente da luz na casa. Os números de IoT se avolumam: estudo da Mckinsey estima que, até 2025, o impacto econômico das cidades inteligentes (ou smart cities) serão de US$ 930 bilhões a US$ 4,1 trilhões; a área de saúde inteligente girará de US$ 170 bilhões a US$ 1,6 trilhão; e a indústria inteligente deverá movimentar entre US$ 1,2 trilhão a US$ 3,7 trilhões. O potencial (e também o efetivo) mercado da IoT é gigantesco.
“Na era que estamos, a forma como nos relacionamos, que mudou com a chegada do mouse, com o clique na tela, em 2007, e depois passou ao touch (toque) e, agora, passa pela voz, seja no envio de mensagens de áudio pelo WathsApp, Google Home e correlatos. E isso muda tudo. Porque hoje a IoT está em todos os lugares. Tem alguns gadgets que ajudarão no dia a dia e substituirão atividades que ocupam o tempo das pessoas. Isso é assistência. O Alibaba, com a Ford da China, montou uma garagem automática em que, com o uso de dados, os clientes bons pagadores conseguem acessar, fazer face recognition, escolher o carro e realizar um teste drive por três dias. Isso é uso de IoT”, exemplifica Flávia. Em outra aplicação, no metrô da cidade de Seul, na Coréia do Sul, as pessoas chegam com o celular na catraca, pagam automaticamente o bilhete e passam. No entorno, câmeras identificam quantas pessoas estão na estação e, com isso, conseguem maximizar e melhorar o tráfego de trens. Podem alocar os trens conforme a lotação da estação. Tudo isso é feito pela prefeitura por meio de um painel que melhora o transporte e o trânsito da cidade, cita a executiva. O metrô de Seul transporta sete milhões de pessoas diariamente (São Paulo, com mais habitantes do que Seul, transporta quatro milhões por dia).
O próprio Google tem um projeto de smart city em Toronto, no Canadá, a chamada Cyber Toronto, em que 80% da população terão acesso a self drive cars, ou seja, apenas 20% dos habitantes terão carros. Haverá nessa cidade um layer de tecnologia que preverá se vai ou não chover. E, se for chover, a própria cidade acionará toldos. É o uso da machine learning e da inteligência artificial. A Verily, empresa de saúde da holding Alphabet, que controla também o Google, lançou uma lente de contato com microchip que identifica o grau de glicose para portadores de diabetes e permite acionar a pessoa para que tome o remédio. O mundo tem estimados 400 milhões de pessoas com diabetes. Em outra aplicação, um oxímetro (aparelho que mede sinais vitais) colocado na meia para bebês avisa a mãe se o filho está com pouco oxigênio. E, ainda, a mesma empresa desenvolveu um adesivo que, colado no sutiã, é capaz de fazer a detecção de câncer no seio com mais eficiência do que a ressonância magnética. “Parece que é ficção, mas são realidades. É IoT”, afirma Flávia.
Na indústria 4.0, a chamada indústria inteligente, e também no comércio, a IoT avança dentro da proposta de transformação digital. Na China, que, em alguns casos, está bem avançada na aplicação de IoT, a rede varejista BingBox, de 200 lojas, é totalmente automatizada por meio de sensores. As lojas se parecem com quiosques e estão instaladas nas ruas e podem ser acessadas 24 horas por dia. Um funcionário lê, com o celular, todo o estoque da loja e, portanto, mapeia e sabe os itens que estão naquele lugar. O cliente, por meio da leitura de QR code, abre a loja e entra, sozinho. Escolhe as mercadorias, faz um scanner dos produtos e a loja cobra via celular. E pronto, a compra está concluída. Sem a intervenção de humanos. Ao menos do lado da loja. “Não existe mais o físico, é tudo digital. Ninguém mais fala ‘estou entrando na internet. E IoT é sobre isso, sobre a transformação, sobre como o ecossistema se desenvolverá”, afirma a diretora do Google.
Fonte: ProXXima

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Sim, a Inteligência Artificial pode significar muito para o seu negócio.

Mas precisamos garantir que ninguém se deixe levar pelo exagero. E isso se faz avaliando alguns pontos importantes.


Parece que foi ontem que o Big Data surgiu como a grande novidade no mundo da tecnologia, trazendo muitas oportunidades para os negócios. Sob o ponto de vista comercial essa fase já passou, mas o uso estratégico da gigantesca quantidade de dados gerados por pessoas e dispositivos segue muito relevante. Para diversas empresas, o acesso aos dados é um direito adquirido e o valor gerado com a coleta, o armazenamento e a análise de todas essas informações é algo que não está mais em discussão.
Mas se o Big Data representa o ontem, qual é a grande tendência de tecnologia para os negócios de hoje? O que causa impacto nos corações e mentes dos gestores e tomadores de decisão atualmente?
Sem dúvida, é a Inteligência Artificial. O tema é de tal importância que, recentemente, o CEO da Tesla, Elon Musk, declarou que a IA é um risco fundamental para a existência da civilização, que pode ser manipulada pela desinformação e por isso exige regulação imediata.
Mas o que é Inteligência Artificial?
A Inteligência Artificial é a capacidade de tomar decisões de maneira similar a um ser humano de posse da mesma informação. Mesmo que a coleta de dados seja autônoma, a IA é uma simulação distinta de sensibilidade ou autoconsciência. A indústria passou a usar o termo Inteligência Artificial para diferenciá-la da tecnologia dominante no mundo.
O termo em si foi criado em 1950 pelo pioneiro da computação Alan Turing. No final dos anos 60, os pesquisadores exploraram a capacidade dos computadores em imitar ações e raciocínios de seres humanos em jogos simples, como o de damas, e posteriormente em outros mais complexos, como o xadrez e o Go. Foi essa pesquisa que estabeleceu as bases para alguns dos aplicativos de Inteligência Artificial existentes hoje, como chatbots, assistentes domésticos e carros autônomos.
A Inteligência Artificial hoje
Um modo de enxergar a IA é vê-la como um conjunto de recursos que engloba várias subdisciplinas ou tecnologias, entre as quais: sistemas baseados em regras (disciplina fundamental); Machine Learning (algoritmos usados para que um computador aprenda a partir dos dados e crie seus próprios modelos analíticos); redes neurais (que imitam o funcionamento do cérebro humano por meio de nós ou unidades interconectadas semelhantes aos neurônios); Deep Learning (aproveita as redes neurais com muito mais camadas e absorve padrões mais complexos de grandes volumes de dados); análise preditiva (técnicas estatísticas para prever relações causais); e reconhecimento de padrões (quando um sistema de Inteligência Artificial classifica e interpreta os inputs ao seu redor, gerando insights.
Quando sobrepostas, essas disciplinas criam um ecossistema de recursos que permite que os computadores se tornem cognitivos, respondam de uma maneira humanizada e autônoma, mas sem a intervenção humana.

Por que logo agora?
A filosofia por trás da AI existe há décadas, a pesquisa em suas aplicações começou há anos e muitas das tecnologias embarcadas estão a caminho da maturidade. Por que então as startups cujo foco é a Inteligência Artificial estão na moda? Por que os gestores estão sendo bombardeados com tantas mensagens sobre esse tema? Em grande parte, é pelo mesmo motivo que se consegue estabelecer a diferença entre o hype e a maturidade. Três pontos refletem isso:
- Poder computacional de baixo custo – Agora é possível oferecer uma infraestrutura computacional mais densa e a um custo mínimo, mesmo em uma abordagem voltada para os dispositivos móveis;
- Dados – Com o Big Data, mais dados são trabalhados, de forma estruturada ou não, com meios disponíveis de armazenamento para recuperação imediata. As empresas estão migrando de um cenário de dados online para em memória, aumentando a velocidade de processamento;
- Algoritmos e Inteligência Artificial – As habilidades que dão suporte ao desenvolvimento da AI estão amadurecendo, com um melhor entendimento sobre como ela funciona na prática - ou não.
Tudo sobre automação
O conceito de Inteligência Artificial remonta ao ano de 1959 e à definição do pioneiro da computação Arthur Samuels: um campo de estudo que dá aos computadores a capacidade de aprender sem serem programados. Sem os comandos de um programador, as máquinas usam sua própria experiência para resolver um problema e utilizam os melhores algoritmos para criar modelos que são constantemente aprimorados e refinados.
A Inteligência Artificial de hoje é promissora, pois permite automatizar tarefas rotineiras, tornando os seres humanos mais eficientes. Mas precisamos garantir que ninguém se deixe levar pelo exagero e isso se faz avaliando alguns pontos importantes:
- Treinamento - Os sistemas de Inteligência Artificial não podem gerar insights sem treinamento. O sistema vai aprender e se adaptar, mas precisa ser treinado com exemplos;
- Conhecimento do problema - Esperar que uma máquina resolva um problema sem regras e nenhuma definição do que vem a ser o problema é abusar do otimismo. Ela precisa de algumas regras ou limites para garantir a automatização do insight certo;                                         
- Habilidades - Um sistema de Inteligência Artificial não vai se desenvolver sozinho; pelo menos não hoje. O IDC prevê para 2018 uma demanda de 181 mil pessoas com grandes habilidades analíticas. Essas habilidades são a base dos sistemas de IA e não devem ser subestimadas, assim como a escassez por profissionais capacitados;
- Interpretação - Especialmente nos setores regulados, as empresas precisam garantir que são capazes de entender e explicar o resultado dos modelos de Inteligência Artificial.
A inteligência artificial não significa necessariamente fazer o mesmo trabalho dos humanos. Trata-se de realizar as tarefas que eles não podem cumprir dentro dos prazos, respeitando-se questões trabalhistas e orçamentárias. Os carros autônomos podem ser uma aplicação interessante, mas as mais atrativas já estão sendo usadas nos bastidores, em bancos, instituições governamentais e empresas de todo tipo.


Fonte: Kleber Wedemann, diretor de Marketing do SAS América Latina para CIO

terça-feira, 8 de maio de 2018

As possibilidades são infinitas.

Como as tecnologias exponenciais transformarão o futuro e trarão um novo sentido para bilhões de pessoas.


A participação no SingularityU Brasil Summit trouxe reflexões importantes para estimular a criatividade, a cocriação e a utilização da tecnologia para beneficiar o homem. A palestra de David Roberts, vice-reitor da Singularity University e um dos maiores especialistas do mundo em inovação, abordou o conceito de Leapfrog innovations, ou seja, pular para uma próxima etapa da evolução.

Para contextualizar, ele lembra a história dos telefones. Há algum tempo, investiu-se bastante dinheiro em sistemas para levar fios de telefones a vários cantos. Naquele momento, a América Latina ficou para trás. Quando houve a explosão do wireless, os fios já não eram mais necessários e o mercado precisou se movimentar para acompanhar o desenvolvimento das novas tecnologias. Na China, muitos jovens não tiveram computador e já pularam para o celular. Também não tiveram cartão de crédito e foram direto para os pagamentos digitais.

Neste mundo de tecnologias exponenciais, a probabilidade de pularmos fases é cada vez maior. E, ao contrário do que muitos pensam, a automação vai criar mais oportunidades do que tirar. Segundo Roberts, a ideia de que a automação pode roubar empregos das pessoas é um mito, pois os dados mostram que os países com menos automação têm maiores taxas de desemprego.

“Quando éramos agricultores, achávamos que as máquinas iriam roubar nossos lugares na fazenda. Isso realmente aconteceu. Mas surgiram novos trabalhos, que talvez sejam melhores do que os anteriores”, afirmou o especialista, que acredita que os robôs só vão acabar com os trabalhos que ninguém que fazer. “Quem nasce com vontade de trabalhar em pé numa fábrica?”, questiona o vice-reitor da Singularity University, para quem as máquinas vão libertar nossas almas para sermos mais humanos novamente.

A visão otimista sobre o futuro cria em todos nós uma nova esperança, que valoriza o papel das tecnologias disruptivas – Analytics, Inteligência Artificial, IoT e Machine Learning – no processo de transformação em várias áreas, seja na indústria, saúde, segurança, educação, exploração espacial, varejo e gestão pública.

As relações de trabalho também poderão ser aprimoradas com os robôs de teleconferência que se movem e “transportam” o usuário para qualquer lugar, garantindo maior interação entre as equipes, que poderão cocriar experiências, independente das distâncias que as separam.

O que move cada um de nós para a mudança é a definição de um propósito e a vontade de realizar algo com determinação. Em sua apresentação, a astronauta Ivonne Cagle afirmou que as possibilidades são infinitas. “Sigam a trajetória de seus sonhos. Um astronauta é qualquer um que se instrui a ser algo maior que si mesmo. Lance seus sonhos na lua ou para qualquer lugar além do que se possa imaginar”.

Para concretizar esses sonhos, é preciso também aterrissar, planejar e implementar mudanças que tragam abundância em todos os seus aspectos – mais oportunidades, quebra de paradigmas, agilidade, eficiência e felicidade. Como disse o presidente e cofundador da Dublin Inc., Larry Keeley, “as inovações não dependem somente de criatividade, mas do equilíbrio entre trabalho e disciplina”.

Um das maneiras de conquistar toda essa abundância é investir numa educação diferenciada, capaz de formar líderes e pessoas inovadoras que alcancem resultados ambiciosos para transformar o mundo. “Se você quer ser um bilionário, ajude um bilhão de pessoas”, enfatizou Peter Diamandis, cofundador da Singularity University, em vídeo apresentado na abertura do evento.

Fonte: Marco Stefanini, fundador e CEO global do Grupo Stefanini para ProXXima.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

3 desafios da jornada digital.


Por Jorge Luiz Biesczad Junior*

Vejo no mercado muitas organizações em diferentes estágios de maturidade e momentos. Algumas revisando processos, estratégias de customer experience e outras adotando posturas mais agressivas e se arriscando para criar um novo modelo inovador, se alçando na incerteza e no potencial de crescimento exponencial da hiperconectividade.
Os líderes de tecnologia (da informação e de negócios) estão atolados de projetos e ideias que brotam no terreno fértil da hiperconectividade, especialmente pelos insights advindos das áreas de negócios, conselho e acionistas, cada vez mais conectados as novas tendências, no entanto, estes responsáveis pela tecnologia ainda continuam presos na responsabilidade de manter os sistemas no ar, os usuários atendidos e o compliance das regulamentações do dia a dia corporativo.
Neste tsunami tecnológico, o conhecimento e a capacidade de resolver problemas com a tecnologia não são mais suficientes. É preciso mais: ser um Influenciador Digital e o protagonista da jornada de transformação digital.
E quais são três desafios da jornada de transformação digital?

1) Criar uma cultura interna digital

Sabemos que as grandes mudanças começam primeiro, dentro de nós, e com a cultura interna não é diferente.
É necessário catequizar, comunicar constantemente e numa frequência regular aos colaboradores e clientes sobre os ganhos da colaboração do conhecimento, do auto suporte, da análise de dados, da automação de tarefas e solicitações repetitivas, da importância de colocar o consumidor final no centro da organização.
Para desenvolver essa habilidade ou destreza digital, é importante tratar as diferentes gerações de clientes, desde as mais novas já acostumadas ao mundo digital até os baby boomers e Xenials nascidos antes da década de 80. O ambiente de trabalho deve ser simples, fácil e ágil conectado com todas as funcionalidades do mundo digital.
Veja o exemplo dos bancos, criaram internet banking para facilitar diversos serviços, mas ainda mantém estruturas de atendimento personalizadas para clientes VIP e aqueles que não se adaptam aos apps e formulários.
É importante trazer estes recursos para o mundo corporativo implementando uma plataforma de transformação digital interna, revisando processo e treinando as pessoas na plataforma digital.
Para ter sucesso nesse primeiro desafio, é fundamental adotar uma mentalidade ágil, ou seja, estar em constante contato e feedback com os clientes e principalmente, se apoiar em parceiros de mercado especializados, capazes de dar conta do dia adia de suporte interno, agregando as novas tecnologias digitais, revisando processos, integrando a cadeia de valor, implementando governança, sustentando sistemas e desenvolvendo novas soluções focadas na experiência do consumidor final.
Dessa forma, o líder de tecnologia terá apoio não só financeiro, mas o comprometimento da empresa e o entendimento quanto a necessidade de criar novos modelos digitais de negócios para sobreviver e vencer a guerra da Hipercompetitividade digital.

2) Transformar dados em valor

Após aculturar os colaboradores, fornecedores e parceiros da empresa no uso das plataformas digitais internas, deve-se analisar a massa de dados, alertas, conhecimentos agora registrados e extrair valor disso.
Como?
Identificando quais processos impactam a retenção do consumidor final e criando projetos para otimizar essa relação como, por exemplo:
Manutenção preditiva: sensores de caminhões conectados não geram valor senão forem tratados para realizar uma manutenção preditiva na cadeia de concessionárias.
Redução de desperdícios: processos em desacordo com o compliance podem gerar grandes perdas de dinheiro senão forem monitorados e acompanhados
Atendimento ao consumidor: qualificar oportunidades de novas vendas usando formulários e bots de auto atendimento apoiados em bases de conhecimento estruturadas
Integração de sistemas internos : é importante implementar um barramento de integração dos sistemas corporativos para possibilitar integrações com sistemas de terceiros da cadeia de valor e assim criar um conectar da empresa e seus serviços no mundo digital

3) Transformando a experiência do consumidor final

Em consequência da mudança cultural e transformação de dados em valor, a empresa naturalmente terá insights sobre como se conectar melhor com seus clientes, sua cadeia de valor e novas formas de capturar receitas, seja por meio de mais vendas, novos produtos ou maior retenção e fidelização.
É primoridal ampliar a visão da integração para Internet das Coisas, Inteligência artificial, realidade virtual aumentada e robótica.
Porque não integrar os serviços de atendimento da empresa com API’s de inteligência artificial? Ja imaginou seus cientes tirando fotos no smartphone e enviando estas imagens ja processadas para agilizar o cadastro e a resolução de problemas?
A hiperconectividade traz oportunidades de ganhos exponenciais, mas é preciso estar preparado para aproveitar e se conectar na economia das APIs, sensores conectados e do compartilhamento de serviços na cadeia de valor presentes digitalmente nos dedos e no dia dia do consumidor final.
*Fonte: Jorge Luiz Biesczad Junior é diretor de marketing do Grupo Quality SA para IT Fórum 365

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Afinal, por que a análise de dados é tão importante para o varejo?

A análise de dados é a coleta, o armazenamento, a interpretação e a comparação de informações sobre um negócio. Com ela, todo o conteúdo que envolve uma organização é transformado em diretrizes para a tomada de decisões estratégicas.
A avaliação dos informes de um empreendimento, em qualquer ramo, é uma atividade essencial para ajudar a melhorar os serviços e mercadorias e a enxergar as deficiências. No varejo, que lida diretamente com os consumidores, não seria diferente.
Com a análise de dados, é viável identificar as preferências dos clientes, por exemplo, e usá-las na elaboração das táticas de marketing, na gestão de compras, no gerenciamento do estoque etc. Ficou interessado? Quer saber mais? Então aprenda, neste post, sobre a importância da análise de dados no varejo. Confira!

Garante uma base consistente para a tomada de decisões

Com a análise de dados, informações que antes passavam despercebidas pelos gestores ganham a devida importância na administração do comércio e impulsionam bons resultados.
Por exemplo: se você souber quais são os produtos com maior rentabilidade na sua loja, poderá reforçar seu pedido de compras de acordo com essa lista. Também pode focar suas ofertas e promoções sobre esses itens, contribuindo para a ampliação do faturamento.
A lógica é simples: quanto maior for controle sobre os dados do estoque, menores serão as chances de problemas com furtos. Por isso, a análise de dados é como um combustível para o planejamento, já que aponta o que faz sucesso e demonstra os pontos que carecem de correção.
Da mesma forma, as informações sobre os produtos com mais saída no estoque revelam a preferência do público. Essa é mais uma alternativa para aproveitar a análise de dados a favor de sua gestão.

Conquista precificação estratégica

A análise de dados desempenha um papel fundamental na precificação correta dos produtos, desde que haja uma gestão da informação de qualidade. Porque não basta apenas coletar informações sem uma tática.  É indispensável fornecer tratamento para esses materiais.
A precificação adequada é uma parte sensível da gestão pela sua importância para o negócio e pela complexidade de seus cálculos. Você precisa saber a margem de lucro que cada uma das mercadorias representa para a loja.
É essencial conhecer o volume de vendas de cada item, o valor percebido pelo cliente, as despesas com transporte e armazenamento etc. Desse modo, fica bem mais fácil manter o desempenho financeiro e, ao mesmo tempo, proporcionar ao público preços competitivos.

Obtém informações relevantes sobre o público-alvo

Outro benefício da análise de dados é conseguir um completo mapeamento sobre seus clientes. Dessa forma, você ganha muito mais subsídios para suas estratégias de marketing.
Pode fazer promoções exclusivas nas datas de aniversário ou proporcionar condições especiais de pagamento para os melhores pagadores.
A sua gestão de compras melhora sensivelmente com a observação constante do comportamento dos clientes.

Ganha mais competitividade e reconhecimento no mercado

A análise de dados é essencial ainda na pesquisa de mercado, principalmente para traçar medidas mais eficazes para a captação de um novo público.
Um negócio que conta com uma gestão de dados eficiente consegue entender as minúcias dos cenários no qual ele está inserido. Assim, a empresa percebe com mais nitidez as nuances das relações comerciais: quem traz vantagem, quem é concorrente, qual é a previsão de desempenho para os próximos meses etc.
Com a análise de dados, você monitora o potencial de terceiros em afetar as suas vendas. Dessa forma, quando for preciso intervir para reverter um prejuízo, haverá tempo hábil para sua reação.

Reduz seus custos

Mais um respeitável benefício da análise de dados é seu efeito na redução das despesas. Com uma verificação constante das contas, será possível identificar os desperdícios e elaborar um plano para diminuí-los ou até mesmo eliminá-los.
Lembre-se de que a busca pela lucratividade, além do aumento nas vendas, exige a contenção ou a queda de seus custos.

Alcança mais velocidade em suas respostas

A análise de dados permite interpretar fatos e tendências muito mais rapidamente. Hoje, a capacidade de responder em alta velocidade é muito apreciada pelos consumidores. Em alguns segmentos, esse critério é até mesmo um item essencial para a sobrevivência.
Suponha que em determinado mês tenha havido uma baixa inesperada nas vendas. Com a avaliação completa das informações, é viável identificar esse desvio antes que esse mês encerre.
Assim, o empresário pode criar táticas que revertam tal quadro. Isso se repete em várias outras operações, e o efeito em cascata nos resultados globais é bastante expressivo.

Consegue uma visão panorâmica do negócio

Como já dissemos, os dados precisam de tratamento. Não é suficiente apenas coletá-los. Para que a análise de dados tenha êxito, é necessário que esses informes transitem de forma ágil entre o time. Além disso, a circulação não pode ficar restrita aos seus respectivos departamentos de origem.
Informações dos setores de vendas, de compras e de estoque, entre outras, precisam estar integradas e acessíveis. É isso que garante a visão panorâmica de um empreendimento.
Nesse sentido, os ERPs (sigla inglesa para Enterprise Resource Planning ou Sistema de Gestão Empresarial, em tradução livre) são excelentes alternativas para resolver essas demandas.
Tratam-se de soluções de informática que agrupam, em um único banco virtual, diversas operações e dados: gestão de vendas, gestão de compras, gestão fiscal, gerenciamento do estoque etc. Abaixo, observe como esses programas de informática colocam os dados para trabalhar a favor da empresa. 

Oferta de produtos direcionados às preferências do consumidor

A análise de dados automática ajuda a compreender as necessidades de compra do cliente, um dos principais fatores que impulsionam as vendas. Além disso, muitas vezes o consumidor também não sabe exatamente o que ele quer.
Por isso, é necessário orientá-lo quanto aos resultados que terá ao utilizar determinado produto e informá-lo sobre outras mercadorias disponíveis na loja, bem como suas qualidades.
Tudo isso exige ter à mão o máximo de informações possível sobre essa mercadoria: prazo para entrega, disponibilidade no estoque, condições de pagamento etc.

Melhora nas ações de marketing

Todos sabem que as avaliações de dados são itens essenciais nas táticas publicitárias. Para que as suas campanhas sejam bem-sucedidas e surtam o resultado almejado, será preciso contar com as informações corretas: quais mercadorias vendem mais, qual é perfil do consumidor, entre outros tantos registros.
Mais uma vez, a análise de dados surge como providência indispensável na rotina do empreendimento, principalmente se o objetivo for aumentar as vendas. Com a ajuda da tecnologia, é viável reunir tudo isso em uma única plataforma digital. Afinal de contas, é o conhecimento sobre o perfil do público que direciona as iniciativas de propaganda.

Gerenciamento de custos de estoque e compras

Uma gestão automática do estoque vai permitir muito mais simplicidade aos processos. Essas ferramentas de informática entregam dados sobre o giro das mercadorias. Desse modo, a equipe de compras ganha muito mais poder de negociação junto aos fornecedores.

Mais agilidade na comunicação e nas operações

Os ERPs não deixam o ritmo do negócio parar. Um erro de comunicação, ou até a simples omissão de um dado, pode causar enormes danos ao empreendimento.
Com interfaces específicas para seu ramo de atuação, você visualiza o que está acontecendo em todos os setores do estabelecimento e garante que os dados estejam sempre interligados. Assim, a equipe compartilha as informações em tempo real por meio dessas plataformas.

Relatórios com interpretação analítica de dados

Esses softwares produzem relatórios com a mensuração dos resultados para servir de amparo na tomada de decisões. Eles exibem de forma clara as suas conquistas. Da mesma maneira, indicam em quais pontos estão as falhas. Assim, a caminhada em direção ao sucesso fica muito mais fácil.
A análise de dados, portanto, é fundamental para o sucesso de uma iniciativa comercial, principalmente no varejo, no qual o contato com os clientes é direto. Com o apoio da tecnologia no tratamento do conteúdo, aumentar o faturamento da loja será bem mais simples.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Movimento Brasil Digital vai acelerar transformação e inclusão digital no País.

Reunidos no IT Forum 2018, considerado um dos principais eventos para lideranças das áreas de TI e Telecomunicações, diretores e presidentes de algumas das empresas que mais investem em tecnologia foram convidados, na última sexta-feira (27/4), a integrar o Movimento Brasil Digital, iniciativa que visa a transformar o País em uma referência em inovação e inclusão digital. Juntos, eles redigiram uma carta aberta sugerindo iniciativas de incentivo à transformação digital em quatro pilares: Governo; Infraestrutura; Educação e Empreendedorismo.
Durante a cerimônia de abertura do evento – da qual participaram o neurocientista Miguel Nicolelis, o economista Eduardo Giannetti e o secretário de Políticas Digitais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC), Thiago Camargo – Adelson Sousa, presidente-executivo da IT Mídia, e Miguel Setas, presidente da EDP Brasil, anunciaram a fundação do Movimento, por meio da união entre o Pacto Empresarial Brasileiro pela Digitalização Humanizada do Trabalho, promovido pela EDP, EY, Korn Ferry e FIAP, e o Manifesto Nação Digital, liderado pela IT Mídia e Fundação Dom Cabral.
Tema central de políticas públicas nas principais economias do mundo, a digitalização garante produtividade às empresas, competitividade internacional e serviços de qualidade aos cidadãos, mas impõe desafios em áreas como educação, trabalho, sustentabilidade e políticas sociais.
Por isso, o Movimento Brasil Digital tem por objetivo influenciar e promover a inovação, estabelecendo o diálogo entre os setores público, privado e partes interessadas para a construção de propostas que tragam a tecnologia para o centro da estratégia do País. O intuito é preparar a sociedade para as profissões do futuro de forma humanizada, gerando ocupações qualificadas e garantindo um crescimento econômico sustentável no Brasil.
“Precisamos conscientizar, engajar e preparar profissionais e líderes para o futuro com o objetivo de construir uma nação inovadora e inclusiva. A união dos esforços entre o projeto que vinha sendo liderado pela IT Mídia com o grupo do Pacto dará ainda mais força ao nosso objetivo comum de transformar o Brasil e fazer com que o país aproveite as oportunidades que virão por meio da transformação digital”, afirma Sousa, da IT Mídia.

Propostas

Como primeiro passo para entender o nível de prontidão do Brasil para a transformação digital, foram mapeadas políticas públicas e ações desenvolvidas nesse campo em oito países: Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, Índia, México, Reino Unido e Suécia. Essas informações e a análise dos cenários encontrados em território nacional são o ponto de partida para a redação de um documento, pelos participantes do Movimento Brasil Digital, com propostas que serão entregues aos candidatos à presidência.
Entretanto, os organizadores esclarecem que esse diálogo não deve ficar limitado a este ano eleitoral, com o devido acompanhamento e continuidade das políticas de digitalização. “Nosso próximo passo é apresentar o documento com as propostas resultantes desse Movimento aos futuros candidatos à presidência, para que eles possam fazer planos não apenas para um mandato, mas para toda uma geração”, declarou Sílvio Genesini, presidente do Movimento Brasil Digital.
Para o Movimento, o Brasil tem uma oportunidade única de ocupar posição de destaque no novo mundo digital. Para isso, entretanto, é preciso atacar problemas históricos e preparar pessoas, empresas e governo para a Indústria 4.0, de modo que o País seja não apenas beneficiário, mas criador de novas tecnologias.
“Estamos vivenciando uma era digital de intensas transformações nos negócios. O futuro do mercado de trabalho deverá ser bem diferente do que conhecemos hoje. Com isso, a atenção deve voltar-se para o desenvolvimento das pessoas e formação de talentos que correspondam a essa nova realidade. Criatividade, adaptabilidade, empatia e capacidade de fazer as perguntas corretas são alguns dos atributos que irão prevalecer no futuro”, diz Luiz Sérgio Vieira, CEO de Brasil da EY.

Robotização

A EDP foi pioneira no uso de Robotic Process Automation (RPA) no setor de utilities no Brasil. A companhia criou o Centro de Excelência em Robotização (CER), que funciona como um núcleo de treinamento para que os colaboradores desenvolvam suas capacidades e aprendam a implementar a digitalização nas diferentes áreas.
Juntamente com a EY e com a Universidade de São Paulo (USP), iniciou ainda um projeto pioneiro de Pesquisa & Desenvolvimento para sistemas de inteligência artificial aplicados à área de distribuição de energia. Com investimento de R$ 8,3 milhões ao longo de 18 meses, o projeto irá estudar o impacto da automação de processos com robôs de última geração.
“O mercado de trabalho sofrerá mudanças profundas nos próximos anos e devemos estar preparados para conduzir esse movimento de modo que as pessoas sejam sempre prioridade nas deliberações sobre inovações tecnológicas. O Pacto é um compromisso para a adoção das melhores práticas nas relações entre empresas, colaboradores e tecnologia”, afirma Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil.