terça-feira, 8 de novembro de 2011

Violência é o que mais preocupa

Violência é o que mais preocupa
Sensação de insegurança cresce fora da capital. Fatores econômicos também preocupam
Deire Assis  06 de novembro de 2011 (domingo) Jornal O Popular
O medo de ser vítima de violência é a principal preocupação admitida pelo goianiense em 2011, aponta pesquisa realizada pelo Instituto Grupom Consultoria e Pesquisa. O levantamento revela também que quem vive no interior não está imune à sensação de insegurança que toma conta dos que residem na capital. Ao contrário, é entre essa população que o medo de ser a próxima vítima cresce mais. Além da violência, fatores econômicos, como inflação, falta de dinheiro e a perda do emprego, e sociais, como a solidão e a falta de amigos, também preocupam os goianos ( veja quadro ao abaixo ).


Levantamentos realizados em anos anteriores pelo instituto de pesquisa mostram que a preocupação com a violência e a falta de segurança manteve-se praticamente inalterada entre os moradores de Goiânia, enquanto entre os residentes em outros municípios do Estado, o medo de ser vítima dela cresceu. Em 2008, por exemplo, 44,5% dos entrevistados do interior manifestaram esse tipo de sentimento, passando para 53,3% este ano.

Para a doutoranda em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB), Najla Franco Frattari, um medo generalizado marca as relações humanas nas cidades. Segundo cita, pesquisas e estudos demonstram que é a pequena criminalidade de rua que alimenta o medo dos moradores dos espaços urbanos. "Qualquer pessoa conhece um caso, relata um fato, um acontecimento. Essas narrativas alimentam o medo dos cidadãos e expõem a incapacidade de se defender", afirma a pesquisadora.

A cientista social destaca que o medo e a sensação de insegurança não mais se restringem às grandes metrópoles, mas se manifestam também entre as pessoas que vivem nas pequenas e médias cidades. Estas pessoas foram ouvidas na pesquisa realizada pelo Instituto Grupom. Além de residentes de Goiânia, o levantamento quis saber qual a principal preocupação dos moradores de outros 20 municípios goianos de pequeno, médio e grande portes, explica Mário Rodrigues Filho, da Divisão de Pesquisas e Projetos do instituto.

"As notícias dão conta de assaltos e outros crimes cometidos em pequenas cidades do interior, demonstrando, assim, que a criminalidade se dispersou, se interiorizou", frisa Najla Frattari. Em 2009, a socióloga defendeu dissertação de mestrado pela Universidade Federal de Goiás sobre o tema, abrangendo Goiânia e outras 12 cidades do Estado. "A pesquisa realizada nas cidades do interior de Goiás pela UFG revelou uma preocupação imensa com a violência e criminalidade", acentua. Segundo ela, a sensação de insegurança existente independente de a pessoa ter sido ou não vítima de violência.

O aumento das taxas de violência está diretamente ligado à sensação de insegurança manifestada pelos entrevistados, destaca a pesquisadora. Estatísticas da Polícia Civil de Goiás apontam para a ocorrência de 61,1 mil crimes, entres os tipos mais graves, em cidades de Goiás com mais de 15 mil habitantes. Destaque para as cidades do Entorno de Goiânia e do Distrito Federal, como Aparecida e Senador Canedo, Santo Antônio do Descoberto e Luziânia.

Mestre em Sociologia pela UnB e atual pesquisador do Observatório das Metrópoles da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jean Carlos Gomes Camargo destaca que o fenômeno da verossimilidade pode levar as pessoas a tomarem como verdadeiro o aumento generalizado da violência. "A mídia universaliza acontecimentos violentos de sociedades particulares porque são verossímeis e, portanto, podem ser encarados como verdadeiros", explica. Para o pesquisador, essa é a chave para entendermos o aumento do sentimento de insegurança em alguns municípios de Goiás. "Por isso encontramos em cidades do interior indivíduos investindo significativamente em aumento de muros, em segurança privada, em cercas-elétricas ou até mesmo procurando condomínios horizontais para viver", enumera o pesquisador.
"Incivilidades"

De acordo com os estudos sobre violência realizados pela pesquisadora, atos de vandalismo, pixações, degradações do espaço urbano, precariedade dos equipamentos públicos contribuem para o aumento da insegurança no espaço das cidades. "Ela está relacionada a uma relativa saturação de incivilidades. Esses atos expressam tensões sobre a ocupação do espaço e sobre as relações entre os indivíduos, contribuindo para a disseminação do sentimento de insegurança e percepção do risco", complementa.

Najla Frattari acentua que o crescimento acelerado das cidades, "impulsionado em grande parte pelas migrações em busca de oportunidades e o rápido processo de modernização representam o fim dos laços sociais tradicionais, afetando consideravelmente o universo de valores." Essa condição, afirma a cientista social, tornam rotineiras as práticas de violência e
generalizam a sensação de insegurança.

Mudanças no comportamento social
A sensação crescente de insegurança faz com que a vida nas cidades e as relações entre seus habitantes se transformem. O medo aparece como justificativa para mudanças no comportamento e no modo de viver das pessoas. "Viver nas cidades passa a requerer uma série de cuidados, estratégias, esquemas de segurança mínimos. A segurança privada aparece como uma forma de escape para o indivíduo atemorizado, ameaçado pelo medo", frisa a cientista social Najla Franco Frattari.

Na pesquisa sobre medo e segurança realizada pela pesquisadora em 2009, a necessidade de segurança pessoal apareceu amplamente entre os entrevistados na pesquisa, lembra Najla Frattari. "As ações agora devem partir dos indivíduos. A segurança da casa, a segurança pessoal são funções que tocam a cada um dos cidadãos", afirma, ao ressaltar o que disseram os entrevistados por ela na pesquisa realizada no âmbito da Universidade Federal de Goiás.

Descrédito

"A crença de que cada um é responsável por promover a própria segurança evidencia o descrédito das pessoas com relação às ações dos responsáveis pela segurança pública, ao mesmo tempo em que legitima as práticas individuais cujo intuito é mitigar a insegurança crescente, mesmo quando elas ferem preceitos legais e garantias constitucionais", destaca.

"O medo contribui não somente para a disseminação dos muros que cercam a cidades. Eles alteram profundamente a vida social e o modo como os indivíduos se relacionam e vivenciam o urbano, seus valores morais, preceitos e crenças", pondera a cientista social. (D.A)

Metade das pessoas tem medo de doenças

Além da falta de segurança e do medo e das questões relacionadas com o bem estar econômico dos entrevistados, o medo de ficar doente representa a principal preocupação para metade dos goianos entrevistados pelo Instituto Grupom em 2011 ( veja dados no quadro ). A preocupação, nesse caso, é bem mais significativa entre aqueles que moram na capital: 50,8%. Entre os moradores do interior, este tipo de preocupação atinge 40,4% dos entrevistados.


As dificuldades de acesso aos equipamentos de saúde pública, para a pesquisadora Najla Franco Frattari, pode estar por traz dessa sensação de medo provocada pelas doenças, embora se testemunhe avanço considerável das práticas médicas nos últimos anos. A população, por outro lado, enfrenta cada vez mais dificuldades de acesso, sobretudo na rede pública. "Acabamos de vivenciar uma greve dos médicos na rede pública de saúde. E muitas pessoas têm seus problemas de saúde agravados ou mesmo morrem em função da demora no atendimento", frisa a socióloga. (D.A)

Vítimas relatam alteração na rotina e pressão psicológica

Em 11 anos como atendente de uma drogaria em Senador Canedo, Meire Macedo Noleto, de 39 anos, perdeu as contas de quantos assaltos testemunhou. Contou os ocorridos este ano: oito, desde o começo do ano, alguns deles com extrema violência. "Nos ameaçam com arma na cabeça, fazem pressão psicológica. Nos deixam com medo de vir trabalhar. É preciso confiar em Deus para sair de casa todos os dias", diz ela.

Assim como Meire, dezenas de outras pessoas que trabalham na Avenida das Macaúbas, no município da Região Metropolitana de Goiânia, também já foram vítimas desse tipo de violência. É o caso do gerente de um posto de combustíveis localizado na avenida, João Lima de Almeida, 57. Até junho desse ano, o posto foi assaltado nove vezes. Foram tantas as ocorrências que o proprietário teve de mudar a rotina de trabalho. Contratou um segurança particular e agora fecha o posto duas horas mais cedo.

"Ficamos reféns dos marginais. Se quisermos continuar trabalhando, temos de mudar a forma, buscar segurança", afirma. Segundo conta, em todos os assaltos registrados no local, os bandidos usavam armas de fogo. Algumas vezes, usaram de violência física. "Alguns frentistas ficaram feridos", lembra. "Trabalhamos inseguros aqui. No ano passado, um dos assaltantes disparou a arma ao lado do meu ouvido. Foi horrível", descreve.

Há pelo menos uma década o Instituto Grupom realiza este tipo de levantamento na capital e, em anos mais recentes, também em cidades do interior do Estado. Na maioria dos anos, as preocupações com a segurança, a saúde e a falta de dinheiro estiveram entre as mais citadas pelos entrevistados. (D.A)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cliente Oculto: a importante avaliação da sua empresa.

Otimização do atendimento, alterações nos pontos de venda e reformulações no portfólio de produtos são alguns dos resultados que o cliente oculto tem proporcionado às marcas. Apesar de não ser novidade, a ferramenta ganha força a cada dia e é adotada por empresas como Bradesco, McDonald’s, HP, Hotéis Transamérica, The Fifties, Studio W e redes de franquias como Quality Lavanderias e Contours, que desejam receber uma opinião isenta e verificar se a experiência dos consumidores está sendo a melhor possível.

O serviço também tem sido procurado por marcas que estão em processo de expansão de pontos de venda e buscam padronizar os processos de atendimento e comunicação com os consumidores, como materiais de promoção. Um dos exemplos no Brasil é a Nike, que contratou o serviço de cliente oculto no começo de 2011. A empresa pretendia avaliar se as Nike Stores do país estão alinhadas às suas parceiras internacionais, seguindo o mesmo padrão de design, postura de atendimento e até a mesma playlist tocada nas unidades.

Ferramenta possibilita melhor compreensão no setor de franquias
As companhias do setor de franquias são outras empresas que utilizam o cliente oculto como forma de avaliar os seus franqueados e identificar possíveis problemas. A rede de academias para mulheres Contours já investia na ferramenta de forma autônoma, sem a contratação de uma agência. A avaliação consistia na visita de uma consultora de campo, que verificava os processos realizados na jornada da consumidora ao procurar os serviços da empresa.
“Muitas vezes o fato de não ser um cliente verdadeiramente oculto dificultava a busca dos resultados reais. Por isso passamos a contratar os serviços de uma agência, que pudesse trazer uma opinião de fora da empresa para avaliar nosso atendimento. Um dos grandes desafios no setor de franquia é relatar ao franqueado o seu desempenho e, ao trazer uma avaliação de alguém exterior a estes processos, é mais fácil compreender seus pontos fortes e fracos”, acredita Cassiano Ximenes, Franqueador Máster da Contours, em entrevista ao portal.

A avaliação, iniciada em janeiro deste ano, durou seis meses e envolvia o tempo de espera no telefone e respostas dos e-mails, as aulas experimentais e a capacidade dos professores de atender a alunas. Em seguida, foi oferecida uma promoção de 15 dias com sessões grátis, criada especialmente para a cliente oculta. Após o término da quinzena, as atendentes da Contours foram testadas na capacidade de converter a possível cliente em aluna da academia, sugerindo o melhor plano para a consumidora. Finalizando este processo, a cliente oculta deixava uma reclamação na caixa de sugestões, com o objetivo de verificar tanto o tempo de resposta como o pós-venda.

Envolvendo colaboradores no processo
Outra franquia que investiu em avaliações por meio do
cliente oculto foi a Quality Lavanderias. A empresa iniciou a sua primeira verificação em dezembro de 2010, com a visita de um consumidor que tivesse o perfil de usuário de lavanderias para que os resultados fossem os mais claros e objetivos possíveis.

“Nossa intenção era ter uma visão macro da rede e ao mesmo tempo conhecer as oportunidades de cada franquia. Uma das vantagens da ferramenta é a possibilidade de ter os resultados customizados de acordo com cada loja e tratar de modo mais assertivo os problemas levantados pelo relatório do cliente oculto. Outros beneficiados foram os franqueados que puderam comparar o seu desempenho com o de outros e visualizar a sua posição a nível nacional”, relata Letícia André, Gerente de Marketing da Quality Lavanderias, em entrevista ao portal.

Mudanças no portfólio de produtos
Outra empresa que se beneficia dos resultados proporcionados pelo cliente oculto é o The Fifties. A rede de fast-food utiliza este método de avaliação há quatro anos e uma das principais mudanças foram as alterações no seu portfólio de produtos. “Os pratos do The Fifties foram criados sob o conceito de ‘compartilhar’, com porções grandes. A partir das constantes visitas do cliente oculto verificamos a necessidade de vendermos porções menores, mais individualizadas”, explica Valéria Duarte, Gerente de Operações, em entrevista ao
Mundo do Marketing.
A ferramenta também possibilitou alterações no próprio ponto de venda, como a iluminação que foi ajustada para que os consumidores se sintam mais confortáveis. Já o público infantil passou a ter mais importância a partir das avaliações. A empresa criou combos em porções adequadas para crianças e áreas nas lojas reservadas para o entretenimento dos pequenos. Para engajar os colaboradores, a marca de hamburguerias presenteia os funcionários que se destacam com vale-presentes e convida os familiares dos profissionais para um encontro nos restaurantes.

No caso da rede de cabeleireiros Studio W, o cliente oculto permitiu que a empresa pudesse customizar o atendimento para cada consumidora. “A partir dos resultados das avaliações, desenvolvemos um software que registra as preferências das clientes, desde o profissional predileto a detalhes como o tipo de abordagem que cada consumidora aceita melhor”, conta Rosângela Barchetta, Sócia Diretora do Studio W, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Detalhes que fazem a diferença

A preocupação em proporcionar a melhor estadia para os consumidores é uma constante do setor hoteleiro. Contratando o serviço de cliente oculto há cerca de 10 anos, a rede de hotéis Transamérica pode compreender os detalhes que fazem a diferença na hora de receber um hóspede. Mais do que o atendimento, a sinalização correta nos estacionamentos e crachás de funcionários, além da proatividade dos colaboradores foram pontos que ganharam relevância nas últimas avaliações do cliente oculto.

“Nossos hotéis são voltados para o público executivo e têm a característica de receber muitos eventos. Além da verificação anual do cliente oculto, enviamos o profissional para outros estabelecimentos concorrentes, com o mesmo questionário, para avaliar a nossa posição no mercado”, ressalta Charles Giudici, Gerente Geral Operacional do Hotel Transamérica de São Paulo, em entrevista ao portal.

As mudanças não envolvem apenas a sinalização ou o atendimento. As alterações envolvem desde os serviços como lavanderia e opções da carta de vinho do hotel, até a disposição dos móveis nos quartos, que não passam despercebidas pelo cliente oculto. “Para o nosso target, estes pequenos detalhes do dia a dia é que fazem a maior diferença”, declara Giudici.

Fonte: Mundo do Marketing

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Metodologia de Jobs de apresentar ideias

    
    Steve Jobs tinha uma maneira muito particular de pensar, trabalhar e de fazer suas apresentações. Ele os fazia sempre com base em três pontos. De três em três pontos, ele ia marcando seu pensamento. Até fizeram uma teoria de apresentação de idéias com base nisso – a apresentação de três pontos. Então, de certa forma, para homenageá-lo, vou fazer este artigo em três pontos. Acredito que Steve Jobs deixou três legados para a gente, e esses três legados tem tudo a ver com propaganda.


Coragem, surpreendimento e usabilidade
    Começando por surpreendimento. Surpreender é a palavra que regeu os 56 anos de vida de Steve Jobs. É talvez aí que resida boa parte do seu sucesso. Em uma entrevista à Business Week de 1998, ele disse uma frase crucial para quem faz do marketing e da comunicação seu ofício. “Muitas vezes, as pessoas não sabem o que elas querem até que você mostre a elas”, disse em uma crítica aberta à ditadura do focus group. Em outras palavras, estava defendendo a tese de que não é ouvindo o que o consumidor gosta que você vai criar novos produtos, novos serviços ou novas idéias. Prepotência? Desrespeito ao consumidor? Nada disso, muito ao contrário. Steve Jobs certamente está entre os executivos, se não for o líder deles, que mais ouviu e respeitou o consumidor na história moderna da indústria, estejamos nós discutindo produto ou serviço. Porém, ele não os obedecia, ele os surpreendia. Tenho a impressão de que ele acordava todos os dias com a vontade de despertar vontades que não existiam, de criar necessidades até então desconhecidas.

    O primeiro legado de Steve Jobs é a forma com que ele criava novos quereres na vida do consumidor. Com ele, precisamos repensar a ditadura das pesquisas, para que, com elas, tenhamos mais insights, mais possibilidades de encontrar caminhos para ir além do que o consumidor aprova. Pesquisa precisa trazer mais aprendizado do que aprovação ou autorização. Precisamos surpreender os desejos do consumidor. Como? Arriscando.

    Mas para surpreender, tem que ter coragem. Coragem de assumir riscos. Este é o outro legado vivido intensamente pelo fundador da Apple. Assumir o risco é assumir a possibilidade do insucesso. Quantifique os produtos criados por Jobs da década de 1970 para cá e verá que essa matemática trará mais fracassos do que sucessos. E qual o problema disso? Se o erro for usado como adubo, ele traz em si a possibilidade de um acerto futuro. Diz a sabedoria popular que, ao ser pressionado por tantos fracassos antes de criar a lâmpada, Thomas Edison teria dito “Por que desistir agora, que já sabemos muitos modos de como não fazer uma lâmpada?” Jobs era isso, sempre buscava a lâmpada.

    E com isso ensina a nós publicitários, clientes e profissionais de marketing, que precisamos aprender a errar mais para acertar mais. Precisamos romper padrões em busca de novos caminhos, em busca de pensar o diferente para padrões já estabelecidos. E isso nos leva ao terceiro legado de Jobs: usabilidade.

    Sou um aficionado por tecnologia, talvez herança dos meus tempos de engenheiro, um interesse que nasceu quando a tecnologia ainda era cinza, verde e preta, pelo menos para mim. Eu adorava entrar nos sistemas operacionais para criar comandos que fizessem as máquinas fazer o que eu queria. Mas, eu usava a computação como um nerd. A humanidade não é assim. E aí temos outra grande revelação sobre Steve Jobs. 

    Ele não era um inventor de tecnologia, mas sim, foi um revolucionário na forma de fazer a tecnologia ser usada. A revolução de Jobs não está em criação de um novo hardware (ele até fez isso, mas não considero este o seu maior legado). Ele não inventou o mouse, não inventou o touchpad, mas revolucionou a maneira como a gente passou a usar o mouse e o touchpad. Jobs era o gênio da usabilidade. Ele foi um mestre em tornar os produtos mais úteis, mais gostosos de serem manuseados e utilizados na rotina dos consumidores.


    E conseguia isso buscando simplicidade e beleza, que são dois grandes pilares do design. O design está a favor da usabilidade e a usabilidade a favor do consumidor.


    Pois é. Ficamos com as lições de coragem, surpreendimento e usabilidade desse grande gênio contemporâneo. Ficamos com todos os seus acertos de iPads, iPods, iPhones. Ficamos até com um novo significado para a letra i. Coloque o i na frente de um substantivo e seu significado é imediatamente modificado. Não consta nos dicionários, ainda, mas todo mundo entende. Essencialmente, ficamos agora com um mundo sem Steve Jobs; mas graças a ele, valorizando cada vez mais o beta que o mundo pode ser. I-obrigado.


Sergio Valente, presidente da DM9DDB
Publicado originalmente no jornal Meio&Mensagem Edição 1480 de 10/09/2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Veículos novos freia a venda de usados em agosto

A oferta anunciada de veículos usados em Goiânia sofreu uma forte retração de 26,8%  no mês de agosto em comparação com o mesmo mês em 2010. Em 2010 foram 75.533 ofertas anunciadas e em 2011 tivemos 55.293 ofertas, uma redução de 20.260 em nossos jornais diários.

Comparando as ofertas de agosto com o mês de julho deste ano houve uma queda de 9,5%. Uma redução de 5.824 anúncios classificados.
Podemos observar no gráfico das ofertas ocorridas em 2010, que no segundo semestre, as ofertas foram mês a mês decrescentes até o mês de dezembro quando atingiu a menor quantidade de ofertas do ano. 

Os emplacamentos de veículos novos no mercado brasileiro somaram 327.393 unidades em agosto, o que representa uma alta de 4,67% ante igual intervalo de 2010, segundo informação da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em relação a julho deste ano, houve um acréscimo de 6,91%. Os dados incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.



Os dados apresentados  podem revelar algumas hipóteses que podem estar acontecendo com o mercado de veículos em Goiânia: que está muito mais fácil comprar um veiculo novo com todas as garantias do que comprar um veiculo usado, mesmo que de boa procedência.  Os pontos que podemos incluir nesta hipótese preliminar: 1ª) Quem tem veiculo usado e quer vender, não quer reduzir seu preço para que o produto seja mais atraente e faça frente ao mercado de veículos novos; 2ª) Que os veículos usados estão tendo maior dificuldade de ser financiados como custo financeiro mais alto.

Estas duas premissas podem fazer de forma indireta com que as vendas de veículos usados sofram uma retração em face de impossibilidade de haver interessados em trocar de veículos, dado ao baixo preço praticado pelas concessionarias e terceiros interessados neste tipo de negociação.

O Indicador de ofertas anunciadas elaborado pela GRUPOM reflete de forma indireta o comportamento do mercado, antecipando algumas possíveis consequências apontadas pelos dados. O serviço de contagem começou em 2005 e até o último dia de agosto haviam sido contados 5.130.231 ofertas anunciadas. Percebemos também que está havendo uma mudança ou migração dos anúncios classificados de venda de veículos entre os jornais diários de Goiânia. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Oferta de emprego desacelera


A oferta de emprego anunciada em Goiânia desacelerou no mês de agosto registrando uma queda de -10,7% em relação ao mês de julho e de -15,3% sobre igual mês de 2010.


Dado: Grupom


Dado: Grupom
Nos primeiros sete meses de 2011 a oferta anunciada de empregos foi de 104.173 anúncios contra 100.946 em igual período de 2010, o que indica um leve crescimento de 3,2% sendo este um indicador ainda positivo e que já foi refletido nos indicadores do CAGED (Cadastro Geral de Empregos e Desempregos do MTE Ministério do Trabalho e Emprego) Vide: https://granulito.mte.gov.br/portalcaged/paginas/home/home.xhtml

Apesar da desaceleração apresentada na oferta anunciada de empregos no mês de agosto, ainda assim poderemos ter um saldo positivo nos números do CAGED que serão divulgados após o dia 15 de setembro.



Dado: Grupom
Empresários reclamam da baixa qualificação da mão de obra
Em pesquisa realizada pela GRUPOM junto à população empregada, a maior preocupação dos entrevistados (46%) é com a estagnação profissional. Este quesito da pesquisa implica que por um lado os empregados ficam preocupados com sua condição de não poder atender às novas exigências das empresas. 

Por outro lado, em outra pesquisa realizada junto às empresas, a maior reclamação são as dificuldades de contratação pela falta de qualificação dos que se apresentam para preencherem as vagas oferecidas. Encontramos vagas oferecidas em  indústrias instaladas nos distritos industriais de Anápolis, Catalão e Aparecida com mais de 5 meses em aberto.

A contagem das ofertas anunciadas
O trabalho de contagem das ofertas de empregos é realizado diariamente. Em sete anos atingiu a marca de 728.502 anúncios publicados e antecipa de forma indireta os dados oficiais do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).  A maior fonte de anúncios foi do Jornal O Popular que publicou 61,1% da totalidade em agosto, seguido do jornal Diário da Manhã com 23,7% e o Jornal O Hoje com 15,2% da totalidade dos anúncios publicados.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Perfil do Mercado Imobiliário de Goiânia

A TV Anhanguera realizou uma série de reportagens sobre o Mercado Imobiliário goianiense que se destaca graças ao aumento da demanda por novos imóveis. As construtoras e incorporadoras, atentas a isso, buscam a construção de novos empreendimentos que trazem novos empregos, oportunidades e consumidores que querem melhores condições para a aquisição de suas casas próprias.

Acompanhe:




A Pujança do Mercado Imobiliário de Goiânia

A Construção Civil está trazendo  novos empreendimentos para a cidade de Goiânia que tem se mostrado um excelente investimento para as construtoras e incorporadoras. Um exemplo disso é que só nos primeiros meses de 2011 já foi vendido o equivalente a 57,2% do que se vendeu durante todo o ano de 2010. (veja mais dados aqui)

A necessidade da cidade crescer na vertical deu-se pelo número maior de pessoas que querem adquirir novos imóveis e também pela alta procura de verdadeiros complexos residenciais para encontrarem tudo o que precisam bem perto de suas casas, se possível, dentro dos próprios condomínios, que  oferecem opções para o lazer e comodidade dos moradores.

Além da necessidade de inovar nas construções, o setor ainda traz melhorias para regiões periféricas, desenvolvendo o entorno da região com a geração de empregos, revitalização de calçadas e condições básicas de saneamento e asfalto, por exemplo.



A Construção Civil e a Geração de Empregos

A geração de empregos está totalmente ligada com a construção civil, que com seus empreendimentos necessitam de novos empregados que vão desde a construção, até a corretagem para realizarem as vendas de seus imóveis. Esse crescimento nos empregos, acompanha a demanda de construções e lançamentos que ocorrem na cidade. 

Com novas oportunidades de conseguir uma renda, muitas pessoas, inclusive de outras profissões, decidem deixar sua antiga carreira para virarem corretores de imóveis, graças à renda obtida, aos incentivos das construtoras e até pelo desafio de vivenciar uma nova experiência, aproveitando a alta demanda por imóveis, já que a média mensal de vendas de imóveis tem batido recordes em Goiânia. (veja mais dados aqui)




Tratamento Especial para cada tipo de comprador de imóveis

Na atual conjuntura do mercado imobiliário de Goiânia existem oportunidades para que todos possam realizar o sonho da casa própria. Para isso, existem financiamentos especializados na Classe C e para a população de baixa renda, além de corretores especializados para realizar vendas exclusivamente para a Classe C. São imóveis de qualidade, em bairros mais afastados do centro, mas que se adequam às necessidades de busca do primeiro imóvel.

Existem também, entretanto, corretores especializados na venda de imóveis para as Classes AB, que buscam antes de mais nada, imóveis com mais equipamentos, em bairros de alto padrão  e que ofereçam qualidade de vida, como a proximidade dos parques da capital. Além disso, eles buscam também, o imóvel como investimento, devido a valorização desses bairros (veja mais dados aqui) e também merecem tratamento especial de corretores especializados nesse tipo de venda, assim como acontece com a Classe C.

Os corretores e as construtoras se adaptam aos seus públicos para realizar o sonho da casa própria ou do investimento imobiliário em qualquer classe social.



A Construção Civil e os impactos ambientais

Apesar dos benefícios do crescimento do Mercado Imobiliário e da Construção Civil, as construtoras e incorporadoras tem se preocupado com o dano que podem causar ao meio ambiente com o lançamento de novos empreendimentos. Porém, algumas delas ainda deixam a desejar no quesito ambiental com falta de planejamento das suas obras e interferências no meio ambiente.

A consciência ambiental deve ser um assunto a ser pensado pelas construtoras para oferecer qualidade de vida abrindo mão da utilização excessiva de recursos naturais. Porém, alguns prédios na capital já apresentam projetos sustentáveis de economia de água da chuva e otimização desses recursos.

Para diminuir o impacto é necessário o planejamento e a atenção a essas causas que estão presentes no cotidiano das pessoas.

Essa série de Reportagens foi produzida pela TV Anhanguera no período compreendido entre 09/08/2011 a 12/08/2011 disponíveis em: 


Reportagens TV Anhanguera


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

2º Salão do Imóvel de Goiás



Acontecerá do dia 25 a 28 de Agosto no Deck Parking I do Flamboyant Shopping Center, o 2º Salão do Imóvel de Goiás com a presença de grandes Construtoras e Incorporadoras com as melhores condições para a compra de um novo imóvel.

Serão 4 dias de oportunidade para fechar negócios e conhecer excelentes empreendimentos.

Compareçam e aproveitem.

Realização: Opopular e Ademi-GO

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Volta a crescer oferta de veículos usados na Região Metropolitana de Goiânia

Com um crescimento de 25,8% sobre o mês de junho, as ofertas anunciadas de veículos usados impactam novamente o mercado de automóveis em Goiânia.

O crescimento da oferta anunciada de veículos usados, certamente afetará na venda de veículos novos nos próximos meses. Outro fator que poderá implicar é uma queda nos preços dos usados. E se os preços deles caem, seus proprietários os utilizam por mais tempo, adiando a compra de um novo veículo.

O gráfico abaixo mostra a quantidade de ofertas anunciadas em 2011.
O mês de março teve o maior número de ofertas anunciadas este ano.

As montadoras estão antecipando os lançamentos dos novos modelos de 2012, em mais de 9 meses, mas esta prática não está atinge seus objetivos no Brasil, onde se valoriza a data de fabricação do automóvel e não o seu modelo.
A GRUPOM realiza diariamente a contagem de veículos anunciados a venda na região metropolitana de Goiânia.  Este projeto iniciou-se em 2005 e durante este período já foram contados mais de cinco milhões de ofertas anunciadas.