terça-feira, 12 de maio de 2015

“Conceito de público-alvo está ultrapassado”

Para especialista do Ibope Media, é impossível definir target atualmente

Juliana Sawaia, diretora de Learning & Insights do IBOPE Media
O trabalho de definir o público-alvo para uma determinada campanha, prática normalmente considerada fundamental para o sucesso de uma ação, pode ter se tornado uma missão impossível com a mudança de comportamento da sociedade nas últimas décadas. Esta é uma das conclusões sugeridas pelo Ibope Media no estudo “Antropomedia – o cenário de mídia sob uma perspectiva antropológica”. A pesquisa traz reflexões sobre o significado dos meios de comunicação na vida das pessoas e indica algumas tendências e experiências no consumo de mídia identificadas em dez países da América Latina, incluindo o Brasil. 


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Entre Aspas: O tempo não para

“Fazer previsões para o futuro é uma tarefa fácil; acertar, nem tanto”, diz Flavio Ferrari

entreaspas200okokok“Eu vejo o futuro repetir o passado. Vejo um museu de grandes novidades.” (Cazuza)
“Meu avô costumava dizer que de 20 em 20 anos aparece no mundo uma nova geração, mas é de 40 em 40 que todas as coisas se repetem. Fazer previsões para o futuro é uma tarefa fácil. Acertar, nem tanto. De acordo com o critério do vovô, a nossa atual década repetiria, consideradas as diferenças de contexto, os anos 1970.
A década de 1970 não foi um período feliz para nosso país. A ditadura militar, que havia se instalado na década anterior para combater o comunismo, com boa aceitação de um povo conservador, começava a ser contestada. Alguns poucos artistas driblavam a censura e produziam obras que chocavam os mais conservadores da época (como ‘Laranja mecânica’, do Kubrick, ou ‘Dona Flor e seus dois maridos’, do Barreto).

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Beyond the Line: As muitas faces do marketing

Marketing vive um paradoxo e mercado o vê de forma ampla atualmente

por Alexis Thuller Pagliarini*
beyondthelineokkokkO marketing vive um paradoxo. Se, por um lado, todos concordam com a tendência de quebra de fronteiras entre disciplinas e especializações, por outro, as caixas que compartimentalizam cada subatividade relacionada ao marketing continuam firmes e fortes. Dias atrás, tive a satisfação de participar do júri do Prêmio Amd, que avaliou trabalhos de marketing direto. Tempos atrás, era fácil identificar um trabalho de marketing direto: envolvia mailings, database, mala direta, telemarketing, ou seja, o marketing um a um, sem intermediários. Hoje, vejo o pessoal do setor enxergando esse marketing de forma bem mais ampla. Se é aberto um canal direto com o consumidor – um anúncio com estímulo à resposta direta, por exemplo – estamos tratando de marketing direto. Faz sentido!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Corrupção não acaba por mágica

Por Alberto Carlos Almeida
Nada mais difícil para uma coluna que busca se manter equidistante do partidarismo do que falar de corrupção e, em particular, da operação Lava Jato. Afirmar que as ações do juiz Sérgio Moro e dos profissionais por ele mobilizados são louváveis será visto pelos petistas como a defesa do ponto de vista da oposição. Por outro lado, dizer que o combate à corrupção tem limites nas práticas sociais de todos nós, aí incluída a maioria dos que leem este artigo, pode ser considerado o mesmo que defender a corrupção e todos aqueles diretamente envolvidos com ela. Aristotelicamente, porém, a virtude, neste caso, está no meio.
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De fato, as instituições, para que ajam, dependem das pessoas. Há a Justiça Federal e o Ministério Público, mas as decisões são tomadas por seus funcionários. É aí que entra Moro. Ele decidiu atuar e se preparou para isso. Como sabemos, as boas intenções não bastam, o ditado diz que o inferno está cheio delas. Não é suficiente querer combater a corrupção investigando e eventualmente punindo os responsáveis. É preciso ter preparo técnico, formar uma equipe, liderá-la, saber relacionar-se com a mídia. Moro fez tudo isso. É óbvio que há erros. O relevante, porém, é que os acertos sejam mais numerosos – e, aparentemente, têm sido. As ações de Moro e daqueles que o apoiam são fundamentais para que a corrupção seja reduzida.

Leia o post completo em: http://grupom.com.br/corrupcao-nao-acaba-por-magica/

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Parceiros na internet

Pesquisa aponta que usuários se preocupam com compartilhamento de dados e esperam por interações mais inteligentes de marcas

Por Mariana Stocco
era-digital-wallpaperA diferença entre o mundo digital e o físico está se tornando cada vez mais difícil de ser percebida. Para entender melhor esse cenário, o Microsoft Advertising Digital Trends, estudo realizado pela empresa norte-americana, entrevistou mais de 13 mil pessoas no mundo todo para verificar mudanças de comportamento dos consumidores online. É a terceira edição da pesquisa, realizada desde 2013. Os entrevistados de 13 países – Brasil incluso – foram divididos em três categorias: game changers (mais digitalizados e disruptivos), performers (preocupados com resultados) e explorers (interessados em conhecer novas possibilidades). Tais categorias indicam como o consumidores se relacionam com diferentes aspectos digitais e quais são suas expectativas para o futuro.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Criatividade viva!

Atuando no atendimento, aprendi a valorizar o trabalho da criação
por Alexis Thuller Pagliarini*
beyondthelineokkokkQuando eu saí da engenharia e entrei no universo do marketing e da comunicação, descobri um admirável mundo novo. Vindo de uma pequena cidade do interior de São Paulo, de repente, o acaso me jogou no meio do turbilhão de emoções do marketing. Tive sorte: trabalhei em empresas que valorizavam as boas ideias e em agências que se destacavam pelos trabalhos criativos feitos para seus clientes.
Conviver com alguns dos melhores criativos do Brasil (na DPZ e na Loducca) foi uma dádiva, mas também um foco de inquietação e de grande curiosidade. De onde esses caras tiram tantas ideias?! E logo percebi que aquela coisa romanceada do processo criativo, do ficar com os pés sobre a mesa esperando pintar um click ou uma luz, era furada.

Leia o post completo em: http://grupom.com.br/criatividade-viva/

terça-feira, 28 de abril de 2015

O fim da hegemonia do PT e a nova agenda

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros
PT2015A hegemonia política do PT, principalmente nos anos de ouro do crescimento econômico, entre 2007 e 2013, permitiu a sofisticação do metabolismo político chamado de presidencialismo de coalizão. A extraordinária aprovação do governo Lula – e da presidente Dilma em seus dois primeiros anos de mandato – em função do bem estar da grande maioria da população, fez com que o poder do governo fosse exercido de maneira autocrática pelo presidente da República e pela direção do PT, cabendo à base política que o sustentava sempre um papel secundário.
Hoje sabemos que, além da popularidade do governo do PT, outros mecanismos foram usados para dar funcionalidade a este sistema, com o dinheiro da corrupção dividido entre o PT e os partidos principais da base.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vício inerente


http://grupom.com.br/wp-content/uploads/2015/04/madia.jpgTodas as manifestações da natureza e dos homens carregam o tal de vício inerente. Pode até não se manifestar. Pode ser até que não consigamos nominar ou identificar. Mas estão lá. Vidros quebram, correntes caem, pessoas desabam, criaturas morrem. O vício inerente à vida é a morte. Todos somos mortais. Todos, sem exceção. Inclusive os acadêmicos. Mesmo tendo sido feitas para durar, as empresas também nascem carregadas de vícios inerentes. E um dia não resistem e partem. Mas até lá é preciso mantê-las vivas. E a única maneira é garantindo sustentabilidade. Um movimento ascendente e equilibrado em todos os sentidos e forças.

A expressão volta à tona pelo brilhante livro que virou filme – melhor ainda que o livro – e tem essa denominação. E por referências ao tema no correr da história como a de Winston Churchill: “O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesse; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias”.

Leia o post completo em: http://grupom.com.br/vicio-inerente/

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Se está confortável, então deve estar errado

A imprevisibilidade é a regra de hoje. Ninguém consegue prever nada. O consumo, o hábito, o comportamento

22 de Abril de 2015• 11:18
por Márcio Oliveira
Márcio Oliveira: "Os tempos de hoje requerem algumas habilidades: saúde, resistência, persistência, acreditar/autoestima, criatividade e inovação"  Crédito: Divulgação
Márcio Oliveira: “Os tempos de hoje requerem algumas habilidades: saúde, resistência, persistência, acreditar/autoestima, criatividade e inovação”
Crédito: Divulgação
A tese é a seguinte: até existem momentos difíceis. Mas será que o que existe mesmo não é uma nova conjuntura que veio para ficar?
Meu amigo Marcus Hadade (presidente do Grupo Arizona) me mandou um vídeo em que o pesquisador John Seely Brown, especializado em estudos organizacionais, fala em seu discurso, na Singapore Management University, sobre o tempo exponencial em que vivemos. Ele diz que momentos de instabilidade são aqueles em que reinventamos o jeito com que trabalhamos, vivemos e nos relacionamos. Ele diz ainda que hoje em dia é uma tarefa das mais difíceis preparar um estudante universitário para enfrentar o mercado em cinco anos contados da data em que ingressou na faculdade. Se o mundo muda cada vez mais rápido e com a instabilidade constante, se reinventa o tempo todo, o que e quem as universidades vão conseguir preparar em cinco anos?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Falta partido nos protestos

Por Alberto Carlos Almeida
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Manifestações, protestos, passeatas e greves são parte fundamental da democracia. Afirma-se que uma maneira de ver a economia funcionando é ir a um mercado ou visitar um chão de fábrica. Uma forma de ver a democracia funcionado é visitar a Câmara dos Deputados quando lá estão os manifestantes. Na maioria das vezes em que projetos de lei que mexem com interesses específicos são apreciados, manifestantes organizados se dirigem à Câmara para pressionar os deputados.
Quem frequenta Brasília já presenciou numerosas vezes os manifestantes na entrada do Anexo III da Câmara aguardando a chegada de parlamentares ou solicitando a entrada em direção aos plenários das comissões. Nada mais democrático do que se reunir com os deputados, levar faixas e, ordeiramente, entoar canções que defendam seus pontos de vista. A democracia é barulhenta. Quem gosta de silêncio prefere as ditaduras.