sexta-feira, 10 de maio de 2013

Imóveis: a realidade diferenciada de Goiânia


Quando aqui estiveram, em março, para a reunião da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC), João Crestana, presidente da CII, e Celso Luiz Petrucci, diretor-executivo e economista-chefe do Secovi-SP, focaram na realidade diferenciada de Goiânia para dar a nossa capital como um caso especial na indústria imobiliária no País. Em declarações prestadas na ocasião ao POPULAR, ambos se referiram à correta gestão do solo em Goiânia para concluir, com ênfase, que aqui não se vivem os problemas pelos quais passa São Paulo, por exemplo. A referência era ao Plano Diretor de Goiânia, cuja correta concepção, e discussão com o setor produtivo, e com as indispensáveis audiências públicas ao longo do processo de gestação e de aprovação, legou à cidade condições desembaraçadas para o alcance do crescimento sustentável.


Em ocasião anterior, tivemos a oportunidade de, atendendo a convite do Secovi-SP, mostrar na capital paulista, para os executivos da indústria imobiliária de São Paulo, o que ali foi definido como um modelo de mercado, que é o de Goiânia. Ou seja: a nossa capital cresce aceleradamente, em meio ao crescimento econômico de Goiás – hoje o maior do Brasil – e requer uma produção contínua de imóveis. Para isso, se ombreia uma centena de construtoras e incorporadoras, que levam ao mercado de alta demanda imóveis de qualidade inquestionável. É esta uma regra viva no mundo dos negócios: quem tem e oferta, responde pela qualidade do que está oferecendo. Isso também se chama concorrência.


Se falamos no nosso modelo de mercado, e o apresentamos com o lastro de um mecanismo centrado para regular a vida em comunidade, e mais que isso, a dinâmica estupenda da organização urbanística, que é o nosso Plano Diretor, é oportuna a defesa dos pontos centrais da atualização pela qual o documento acaba de passar. De modo igualmente democrático, foi tudo feito com a consulta à sociedade, discutida durante meses com uma comissão de vereadores, discutida com o Conselho de Políticas Públicas (Compur), que é composto pela UFG, PUC, IAB, Crea, Arca, Senge, Amma, SMT, CMTC, entre outros, e ainda nas variadas audiências públicas realizadas.


O Plano Diretor é uma lei de diretrizes, portanto, um documento de porte, que a todos cumpre executar e preservar. Por isso, deve ser mantido distante da discussão meramente política, eis que seu conteúdo é eminentemente técnico e legal.


Dispomos de um instrumento ajustado para normatizar nossa vida em comunidade, é ele que define a gestão do solo urbano, o uso e ocupação do solo, e é graças a ele que vamos continuar crescendo. Temos imóveis à vontade na planilha das ofertas de mercado, e mais teremos, porque nossa indústria imobiliária está suficientemente preparada para acompanhar essa vocação de crescimento da Grande Goiânia. Há consumidores e há produtos. Não houvesse produtos, teríamos a relação de compra dificultada, pelo impacto da velha equação que põe de um lado a oferta – o que otimiza o preço – e do outro a procura.


O mercado na Grande Goiânia continua comprador. Ao contrário de conclusões apressadas, ou distanciadas da realidade de Goiânia – uma realidade diferenciada em termos de Brasil –, é hora de comprar, sim. Estamos hoje inseridos num cenário otimista, pois dispomos de crédito amplo ofertado dentro de um processo de equilibrada concorrência entre os agentes financeiros – o que resulta em ganhos para o comprador –, ofertas boas e variadas, segurança jurídica nos negócios (especialmente no campo da garantia de entrega do imóvel), projetos modernos e habitações com inovação e plena qualidade. Mais ainda: mesmo com esses referenciais, Goiânia pratica o preço de metro quadrado mais barato dentre as cidades do seu porte.


Não há o que temer. O crescimento do mercado imobiliário na Grande Goiânia seguirá, em mais este ano, acima da média nacional. Nas declarações de Crestana e Petrucci ao POPULAR, há a previsão de um crescimento médio do mercado imobiliário brasileiro de 6% este ano. Em Goiânia, com certeza, esse número será batido.

Ilézio Inácio Ferreira é presidente da Ademi-GO

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