terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eleições 2012 Goiânia: Pref. Paulo Garcia - Reconhecimento, Conhecimento e Possibilidade de Voto

A GRUPOM realizou uma série de pesquisas com o intuito de identificar a potencialidade dos possíveis pré-candidatos à prefeitura de Goiânia e cujos nomes vêm sendo citado na imprensa local. No estudo buscou-se avaliar quem era reconhecido por foto, quem era conhecido pelo eleitor (declaração do eleitor) e, questionados atráves de estimulo, qual a possibilidade do eleitor votar nele nas eleições de 2012.
O projeto tornou possível a criação de 'cenários' que permitissem desenvolver um estado de campanha durante a entrevista, pois o objetivo era identificar o quanto o eleitor poderia mudar sua intenção de votar durante a campanha no período eleitoral.
Os cenários são baseados em elementos quantitativos que permitem desenvolver e identificar tanto pontos fortes e pontos fracos, e foram obtidos a partir de 'filtragens' por estratificações em segmentos específicos do eleitorado goianiense.


Reconhecimento do Político

Quem é o político desta foto?


As respostas acima indicam o quanto a imagem do político está inserida, comentada ou lembrada na cabeça do eleitor.


Conhecimento do Político

Qual o seu grau de conhecimento acerca deste Político?



O questionamento ocorreu após informar ao entrevistado o nome do político e apresentar o cartão de estímulo para identificação do grau de conhecimento.
 

Possibilidade de voto no Político 

O Sr.(a) votaria neste Político para prefeito de Goiânia?




O questionamento ocorreu após informar ao entrevistado o nome do político e apresentar o cartão de estímulo para identificação da preferência de voto.

Considerações Técnicas e Comentários Finais

O estudo foi estratificado por gênero, grau de instrução, faixa etária, renda familiar, situação na família, região de moradia, religião, atividade/profissão, maiores preocupações, trabalho e potencialidade eleitoral. Apresentamos nesta postagem alguns dos dados obtidos na pesquisa.

Este estudo dos políticos com pretensão eleitoral para o ano de 2012 contou com a participação de profissionais de marketing político e jornalistas especializados, que opinaram sobre os possíveis nomes de diversos partidos.

As pesquisas que compõem o conjunto de dados foi realizada na cidade de Goiânia entre os meses de Setembro a Dezembro de 2011, em ondas. foram visitados mais de 150 bairros e a margem de erro ficou ao redor de +/- 4%.

A divulgação destes resultados ocorre antes da vigência da lei eleitoral, não havendo portanto necessidade de apresentação e cumprimento dos dispositivos obrigatórios da lei.

Para o relatório completo do político, o interessado deverá agendar uma visita à sede da GRUPOM (Fone: 62-32373700).

Eleições 2012 Goiânia: Sen. Lúcia Vânia - Reconhecimento, Conhecimento e Possibilidade de Voto

A GRUPOM realizou uma série de pesquisas com o intuito de identificar a potencialidade dos possíveis pré-candidatos à prefeitura de Goiânia e cujos nomes vêm sendo citado na imprensa local. No estudo buscou-se avaliar quem era reconhecido por foto, quem era conhecido pelo eleitor (declaração do eleitor) e, questionados atráves de estimulo, qual a possibilidade do eleitor votar nele nas eleições de 2012.
O projeto tornou possível a criação de 'cenários' que permitissem desenvolver um estado de campanha durante a entrevista, pois o objetivo era identificar o quanto o eleitor poderia mudar sua intenção de votar durante a campanha no período eleitoral.
Os cenários são baseados em elementos quantitativos que permitem desenvolver e identificar tanto pontos fortes e pontos fracos, e foram obtidos a partir de 'filtragens' por estratificações em segmentos específicos do eleitorado goianiense.


Reconhecimento do Político

Quem é o político desta foto?


As respostas acima indicam o quanto a imagem do político está inserida, comentada ou lembrada na cabeça do eleitor.


Conhecimento do Político

Qual o seu grau de conhecimento acerca deste Político?



O questionamento ocorreu após informar ao entrevistado o nome do político e apresentar o cartão de estímulo para identificação do grau de conhecimento.
 

Possibilidade de voto no Político 

O Sr.(a) votaria neste Político para prefeito de Goiânia?




O questionamento ocorreu após informar ao entrevistado o nome do político e apresentar o cartão de estímulo para identificação da preferência de voto.


Considerações Técnicas e Comentários Finais

O estudo foi estratificado por gênero, grau de instrução, faixa etária, renda familiar, situação na família, região de moradia, religião, atividade/profissão, maiores preocupações, trabalho e potencialidade eleitoral. Apresentamos nesta postagem alguns dos dados obtidos na pesquisa.

Este estudo dos políticos com pretensão eleitoral para o ano de 2012 contou com a participação de profissionais de marketing político e jornalistas especializados, que opinaram sobre os possíveis nomes de diversos partidos.

As pesquisas que compõem o conjunto de dados foi realizada na cidade de Goiânia entre os meses de Setembro a Dezembro de 2011, em ondas. foram visitados mais de 150 bairros e a margem de erro ficou ao redor de +/- 4%.

A divulgação destes resultados ocorre antes da vigência da lei eleitoral, não havendo portanto necessidade de apresentação e cumprimento dos dispositivos obrigatórios da lei.

Para o relatório completo do político, o interessado deverá agendar uma visita à sede da GRUPOM (Fone: 62-32373700).

Eleições 2012 Goiânia: Dep. Sandes Júnior - Reconhecimento, Conhecimento e Possibilidade de Voto

A GRUPOM realizou uma série de pesquisas com o intuito de identificar a potencialidade dos possíveis pré-candidatos à prefeitura de Goiânia e cujos nomes vêm sendo citado na imprensa local. No estudo buscou-se avaliar quem era reconhecido por foto, quem era conhecido pelo eleitor (declaração do eleitor) e, questionados atráves de estimulo, qual a possibilidade do eleitor votar nele nas eleições de 2012.
O projeto tornou possível a criação de 'cenários' que permitissem desenvolver um estado de campanha durante a entrevista, pois o objetivo era identificar o quanto o eleitor poderia mudar sua intenção de votar durante a campanha no período eleitoral.
Os cenários são baseados em elementos quantitativos que permitem desenvolver e identificar tanto pontos fortes e pontos fracos, e foram obtidos a partir de 'filtragens' por estratificações em segmentos específicos do eleitorado goianiense.


Reconhecimento do Político

Quem é o político desta foto?


As respostas acima indicam o quanto a imagem do político está inserida, comentada ou lembrada na cabeça do eleitor.


Conhecimento do Político

Qual o seu grau de conhecimento acerca deste Político?



O questionamento ocorreu após informar ao entrevistado o nome do político e apresentar o cartão de estímulo para identificação do grau de conhecimento.
 

Possibilidade de voto no Político 

O Sr.(a) votaria neste Político para prefeito de Goiânia?




O questionamento ocorreu após informar ao entrevistado o nome do político e apresentar o cartão de estímulo para identificação da preferência de voto.


Considerações Técnicas e Comentários Finais

O estudo foi estratificado por gênero, grau de instrução, faixa etária, renda familiar, situação na família, região de moradia, religião, atividade/profissão, maiores preocupações, trabalho e potencialidade eleitoral. Apresentamos nesta postagem alguns dos dados obtidos na pesquisa.

Este estudo dos políticos com pretensão eleitoral para o ano de 2012 contou com a participação de profissionais de marketing político e jornalistas especializados, que opinaram sobre os possíveis nomes de diversos partidos.

As pesquisas que compõem o conjunto de dados foi realizada na cidade de Goiânia entre os meses de Setembro a Dezembro de 2011, em ondas. foram visitados mais de 150 bairros e a margem de erro ficou ao redor de +/- 4%.

A divulgação destes resultados ocorre antes da vigência da lei eleitoral, não havendo portanto necessidade de apresentação e cumprimento dos dispositivos obrigatórios da lei.

Para o relatório completo do político, o interessado deverá agendar uma visita à sede da GRUPOM (Fone: 62-32373700).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Embate de Classes

Crescimento econômico e expansão da renda geram debate sobre a revisão de critérios de classificação por renda e status social do consumidor

Por: WELLITON MORAES

De indicadores públicos a privados, existem atualmente no Brasil variados modelos de pesquisas aptos a definir a qual classe socioeconômica o consumidor / cidadão pertence. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) qualifica por renda, mas não por classe social. O Critério Brasil, avalizado pela Associação de Empresas de Pesquisas (Abep) e principal ferramenta usada pelo mercado publicitário, considera a aquisição de bens e o nível de escolaridade do chefe da família para definir em qual posição social está o entrevistado.
            Mas há outros critérios existentes pelo Brasil afora, até por conta da proliferação de institutos de pesquisas – muitos dos quais desenvolveram metodologias próprias de classificação socioeconômica. Para alguns especialistas, essa diversidade de indicadores tem provocado dúvidas e criado um ambiente de incertezas na iniciativa privada, quando da definição dos seus planos de negócio e até mesmo no governo, que tem recorrido a parâmetros diversos para definir suas políticas públicas. Com tamanha diversidade, ficou difícil saber quem é o novo consumidor da classe média.
            A discussão sobre essas metodologias no Brasil passou a contar, desde outubro, com a participação também do governo federal que, por meio da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), criou a Comissão para Definição da Nova Classe Média Brasileira. A iniciativa foi do próprio ministro Moreira Franco. O argumento da SAE é que, em virtude do crescimento econômico, da expansão de renda da população, da valorização do salário mínimo  e do melhor nível de escolaridade, é preciso se ter parâmetros mais claros sobre a classificação socioeconômica brasileira. A atualização seria forte aliada na melhoria das políticas públicas do governo.
            Segundo a SAE, o Brasil precisa encontrar um modelo próprio de classificação, que não pode ser o chinês, onde quem ganha US$ 2 por dia pode ser classe média, nem mesmo o norte-americano, que inclui nessa qualificação o cidadão com renda diária entre US$ 2 e US$ 10. A previsão é de que até março do ano que vem já se tenha definido esse novo critério para determinar a nova classe média brasileira. No segundo semestre de 2012, um livro sobre o tema deverá ser lançado.
Critério Brasil: Usos e Limitações
            Jefferson Mariano, especialista em informação geográfica e estatística do IBGE e doutor em desenvolvimento econômico pela Unicamp, afirma não haver no Brasil um índice oficial para definição de classe social. Mariano explica que a missão institucional do IBGE é retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania. Deste modo, continua o especialista,  esses dados podem ser consultados não só pela população em geral, mas também pelas empresas. “Disponibilizamos informações relativas a rendimentos, padrão de consumo, condições de moradia e posse de bens. Como essas informações são construídas levando-se em consideração a divisão político-administrativa do País, é possível às empresas identificarem seu público-alvo”, afirma.
            O Critério Brasil foi criado em 1970 por iniciativa da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), como conta Ney Luiz Silva, diretor de desenvolvimento e soluções técnicas do Ibope Inteligência e membro da Comissão do Critério de Classificação Econômica Brasil da Abep. Ele diz que, até aquele ano, cada instituto trabalhava com suas próprias metodologias. O objetivo foi criar um modelo padrão que deveria ser usado por todos os institutos.
            “O Critério Brasil nunca pretendeu atender a todas as necessidades: ele é mais adequado para produtos e serviços de consumo de massa e pouco adequado, por exemplo, a produtos de alto luxo. Para esses, é muito difícil criar um padrão, pois se a pobreza se manifesta de maneira bastante uniforme,  a riqueza se manifesta de formas muito diversificadas. A renda pode ser um limitador para definição de público-alvo, mas não é muito confiável quando obtida numa pesquisa de campo”, esclarece Silva.
            Silva ressalta que, embora a metodologia seja amplamente utilizada pelos filiados da Abep, alguns deles podem usar instrumentos específicos para atender às demandas de seus projetos e clientes. Em relação à possibilidade de a instituição desenvolver iniciativas para monitorar ou fiscalizar os diversos indicadores existentes pelo País, Silva afirma que não é tarefa da Abep escolher qual critério é melhor ou qual não deve ser usado “Todos os usuários são profissionais de pesquisa e têm suasprazões para preferir um ou outro critério. Cabe sim à Abep oferecer e recomendar ao mercado um instrumento padrão para classificação socioeconômica, que é o Critério Brasil que é publicado no site da Abep”, frisa.
            O Datapopular, instituto de pesquisa especializado nas classes C e D, faz parte da comissão da SAE, que é composta ainda por vários representantes do governo e de instituições privadas. Segundo o sócio-diretor Renato Meirelles, a questão não é determinar se esse ou aquele critério é melhor, mas desenvolver metodologias mais condizentes com a atual realidade brasileira.
            Meirelles defende a estratificação por renda per capita, usada pelo Datapopular para realizar suas pesquisas. “Dividir a renda total por cada membro da família reflete melhor a situação econômica daqueles indivíduos, além do que, o método tem flexibilidade para acompanhar a mobilidade ocorrida em prazos mais curtos”, assegura. Além disso, complementa: “Ao cruzarmos esses dados com as informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) podemos expandir os resultados para todo o País, o que desenha um retrato bem mais real da situação.” Mas Meirelles também admite que as pesquisas por renda encontram obstáculos na dificuldade de se obter dados verdadeiros pois muitos entrevistados não se sentem à vontade em declarar seus ganhos reais publicamente.
Da classe C à classe A, sem aumentar a renda
O perfil econômico da família da pedagoga Luciana de Souza Apsitis é um dos muitos exemplos de como as metodologias de pesquisas praticadas atualmente no mercado podem apresentar resultados bem distintos de um instituto para outro. Luciana mora com o marido economista e cinco filhos, quatro dos quais estudantes, em um apartamento localizado em um bairro de classe média de São Paulo. A renda familiar é de aproximadamente R$ 9 mil, que dividida pelo número total de membros da família dá quase R$ 1,3 mil per capita.
Pela classificação do instituto Datapopular, que usa o critério de renda per capita para estabelecer sua classificação socioeconômica, a família Apsitis pertence à classe C, faixa cujos ganhos mensais por pessoa variam de R$ 326,01 a R$ 1.400. Na classe B, essa variação é de R$ 1.400,01 a R$ 2.912, na D, de R$ 75,01 a R$ 326, na E, até R$ 75. Ainda de acordo com os parâmetros do Datapopular, pertence à classe A quem ganha a partir de R$ 2.912,01.
Já pelo Critério Brasil, principal metodologia aplicada no mercado e que utiliza o nível de escolaridade do chefe de família e os bens adquiridos para definir faixas socioeconômicas, a mesma família Apsitis é promovida e passe da C para a classe A. Luciana considera estranha a diferença. Até porque acredita que as pessoas que podem ser categorizadas na faixa econômica mais elevada tem mais folga no orçamento, menos dificuldade de pagar as contas e matriculam os filhos em escolas particulares. “Os meus filhos estudam em escolas públicas e estamos o tempo todo fazendo cálculos para não gastar mais do que ganhamos”, afirma a pedagoga que tem mais um filho, este morando fora de casa.
Para ela, a classe A é formada por pessoas que ganham por mês acima de R$ 20 mil. Mas a professora admite que o imóvel onde mora, que é próprio e fica localizado em um bairro nobre da cidade, pode modificar a percepção sobre seu perfil financeiro.
Maior complexidade
            Meirelles entende que fazer pesquisa ficou mais complexo com a chegada das classes C e D ao mercado consumidor. “Antes era bem mais fácil, porque apenas a classe alta comprava, o que simplificava em muito os procedimentos de pesquisa”, afirma. De acordo com ele, talvez seja preciso combinar o que há de melhor nos institutos de maior credibilidade, sejam eles do governo ou privados, para se chegar ao denominador comum mais apropriado. “Essa é uma discussão polêmica que aponta para um caminho longo antes de se chegar a uma conclusão, até porque exige maior adequação dos institutos que estão há mais tempo no mercado, e poderão perder boa parte de sua base histórica de comparação”, comenta.

            O começo dessa autoavaliação dos critérios de classificação que o mercado está ensaiando já é apontada pelo diretor-geral do Instituto Ipsos, Paulo Cidade, como um avanço significativo. “Essas metodologias são revisadas de tempos em tempos, mas não se tem claro com qual periodicidade elas devem ocorrer, ou quais as mudanças sociais que devem determina-las, independentemente do período”, analisa o executivo para quem é fato que o Brasil passou por transformações relevantes na sua estrutura social recente, o que justifica a atualização das métricas de pesquisas. “O consumidor e a própria sociedade se sofisticaram”, considera.
            Ele enfatiza que a renda por si só não é mais um instrumento capaz de definir a estratificação econômica. “É preciso considerar a cultura de consumo, o comportamento do consumidor e saber quais os hábitos que ele adquire ou deixa para trás quando migra de uma classe para outra”, avalia o executivo para quem é preciso formular indicadores que permitam maior mobilidade e que complementem o retrato feito a partir de bens e nível de escolaridade que demoram mais para se modificar.
            O diretor-geral da Ipsos argumenta que a segmentação por classe econômica feita pelos institutos desvirtua o princípio de comparação, a partir do qual é formado todo o universos no qual se pode identificar com maior precisão os estratos sociais. “Quem tem conhecimento ampliado de todos os segmentos sociais tem uma visão que abarca as diferenças pertinentes a cada grupo e tem habilidade técnica de desenvolver métodos capazes de estabelecer especificidades e similaridades de cada um desles”, defende.
ABA mantém comitê sobre pesquisa
A Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) está atenta às discussões que se tem desenvolvido em torno da revisão dos critérios de classificação socioeconômica e mantém um Comitê de Pesquisas e Inteligência de Mercado para tratar sobre o assunto. Segundo Guilherme Caldas, membro do Conselho Superior da entidade, o comitê tem como objetivo ser um fórum no qual os institutos podem apresentar novidades do setor aos afiliados e onde também se realizam estudos específicos sobre aplicações de algumas metodologias, identificando atuais técnicas disponíveis no mercado. “As reuniões dos comitês, tanto em SP como no RJ, são importantes para manter os anunciantes informados do que existe de novo e, mesmo, permitir a salutar troca de experiências”, comenta.
            Caldas considera que o aumento significativo do número de institutos de pesquisa no Brasil e, por consequência dos critérios de avaliação, é uma decorrência natural do impacto positivo que o fortalecimento econômico do País provocou no organograma social. Ele entende que a intensificação da mobilidade social dos brasileiros e a reorganização por faixas econômicas criaram a necessidade de se desenvolver novos estudos que, na sua avaliação, levarão ao melhor entendimento do fenômeno e enriquecerão a salutar discussão desse assunto.
            Ele ressalta que o parâmetro técnico mais utilizado no mercado, tanto por anunciantes como veículos, é o Critério Brasil. Mas frisa que é importante perceber que a qualificação utilizada não é de classes sociais, mas sim de classes econômicas, o que é diferente. Caldas também acentua que para melhor confiabilidade das pesquisas é importante que os clientes tenham disponível um indicador estável, duradouro e que possibilite uma comparação ao longo do tempo e, principalmente, seja de fácil aplicação durante uma entrevista. “Essa discussão é rica e a análise contínua do critério a fim de avaliar possíveis evolução, permanece sendo feita”, afirma.
            O representante da ABA também avalia que, dependendo da demanda do produto e do objetivo do projeto, é mais indicado recorrer a metodologias mais específicas. Caldas exemplifica. “Para buscar o público classe AAA não há necessidade de utilizar o Critério Brasil, já que há outras formas de identificar esse público sem que as perguntas de classificação sejam feitas. Portanto, deve-se considerar o público que se deseja atingir para melhor julgar se o critério atingirá ou não o público desejado. Quanto mais segmentado for o público, mais específico deverá ser o filtro para que se encontrem pessoas que estejam no segmento desejado. Essa questão sempre estará presente no planejamento de pesquisas” arremata.

Jornal Meio & Mensagem
5 de dezembro de 2011 – nº 1488 – Ano XXXIII


sábado, 17 de dezembro de 2011

Vendas de imóveis devem crescer 10% em 2012

Mesmo com a crise mundial, empresários do setor da construção civil estão otimistas para 2012
Sônia Ferreira 17 de dezembro de 2011 (sábado)
Fonte: Pesquisa mensal Grupom / Ademi-GO
O setor da construção civil chega ao final de 2011 descobrindo que os patamares de investimentos, lançamentos de novos empreendimentos e de vendas são bem superiores do que se supunha. As previsões dos empresários para 2012 são ainda mais otimistas. Eles acreditam que a construção civil, mais uma vez, terá papel de destaque na economia brasileira, que os efeitos da crise internacional serão restritos a poucos segmentos, e que o crédito habitacional continuará sustentando a demanda dos mutuários.

Diante dessas perspectivas favoráveis, as empresas goianas estão focando seus planejamentos para o ano novo em empreendimentos de vários padrões. O objetivo é atender a todos os tipos de clientes, mas com destaque maior para imóveis de até R$ 200 mil, dentro da categoria econômica, com um ou dois dormitórios.

Atendendo aos mutuários, esses imóveis continuarão dentro de empreendimentos condomínios-clube, com toda infraestrutura, segurança e tecnologia que agregam valor ao produto, e garantam uma taxa de condomínio baixa.
O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-GO), Ilézio Inácio Ferreira, garante que a construção civil nunca viveu um período de tanto crescimento como o registrado este ano, com avanços superiores a 30% sobre o desempenho de 2010, que já tinha sido muito bom. Para o próximo ano, a previsão é de aumento de 10% em vendas, lançamentos e investimentos, embora as perspectivas sobre os rumos da economia mundial não sejam favoráveis. A estimativa é que este ano seja fechado com o registro de vendas de 14 mil unidades habitacionais em condomínios verticais, que demandaram investimentos de mais de R$ 3 bilhões.

Ele lembra que o governo de Goiás e a Prefeitura de Goiânia já anunciaram várias obras de infraestrutura para o próximo ano, o que deverá impulsionar o mercado da construção. Além disso, a chegada de novas empresas no Estado, a migração de estudantes e de famílias para Goiânia e a entrada de mais trabalhadores no mercado também estimulam o lançamentos de mais empreendimentos imobiliários.

Um levantamento da Ademi-GO mostra que, para 2012, as empresas programam investir mais no lançamento de empreendimentos de menor tamanho, portanto com preços mais baixos, os chamados econômicos. Isso para atender justamente os recém-casados, os solteiros que estão adquirindo o primeiro imóvel e os novos profissionais que estão no mercado de trabalho.

Para o próximo ano, a EBM Construtora, que está completando 30 anos, programa o lançamento de oito empreendimentos, dos quais cinco em Goiânia e três no Distrito Federal, com um total de 2 mil unidades. A meta ée incrementar em 50% as vendas.

O diretor comercial da empresa, Rodrigo Meirelles, conta que o foco da EBM serão os prédios de uso misto, ou seja para uso comercial e residencial, e nos empreendimentos com todos os tipos de serviços, da área de lazer completa, até lavanderias coletivas, berçários e academias com instrutores.

A CMO Construtora espera aumentar em 50% o volume de obras e em 20% as vendas no próximo ano, com cinco empreendimentos. A empresa vai continuar direcionando seus empreendimentos na tipologia de dois e três dormitórios, ao preço máximo de R$ 200 mil. "É onde está a demanda dos mutuários", revela o diretor comercial da CMO, Marcelo Moreira.

Empresários estão confiantes
Confiante que o mercado imobiliário continuará aquecido em 2012, a Borges Landeiro projeta o lançamento de seis empreendimentos, em Goiânia e Brasília. O presidente da empresa, Dejair Borges, observa que, além do crédito e aumento da renda, a empregabilidade está em alta, o que leva as pessoas a adquirirem o primeiro imóvel ou até a investirem em outros maiores.

A TCI Construtora vai fechar este ano com o lançamento de seis empreendimentos imobiliários e programa para o próximo ano, outros seis, com a oferta de mil unidades, com um padrão de melhor qualidade, mais amplos e com projetos que permitem os compradores a fazerem remanejamentos nos ambientes internos.


A diretora de marketing da construtora,
Cynthia Alessandra, observa que o mercado imobiliário goiano está e vai continuar em alta. Esta também é a aposta da Terral Incorporadora que programa o lançamento de cinco empreendimentos na Grande Goiânia, sendo três de alto padrão, com 350 unidades, e outros dois de padrão econômico, com 600 unidades. "Temos de oferecer imóveis para atender a todos os segmentos do mercado", justifica o diretor da área da construção civil da empresa, Marcelo Borges.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Gestão Pública (I) - Administração Estratégica para sua imagem

Durante o seu mandato, o serviço Gestão Pública orienta a formação ou consolidação de imagem positiva, direcionando ações para elevar o índice de aceitação da população, diminuir custos de campanha e atingir seus objetivos com elevado grau de eficácia.
O processo de Gestão Pública é constituído a partir de 3 etapas fundamentais:
1.       Identificação do marco zero ou do momento inicial de monitoramento. A partir do qual será consolidada a imagem da sua administração e de seus gestores para análise ao longo do mandato.
2.       Análise comparativa dos índices de gestão com outros nomes, lideranças e possíveis adversários nos últimos dois anos de administração.
3.       Monitoramento da qualidade percebida da sua gestão por meio de indicadores, considerando seus níveis de importância, expectativa, desempenho da administração e avanço/declínio do indicador para a população.
A ferramenta permite ainda o cruzamento múltiplo dos resultados para conclusões mais profundas, de acordo com as suas necessidades.




Indicadores de qualidade percebida:


Ø  Qualidade de atendimento nos órgãos da prefeitura;
Ø  Limpeza urbana;
Ø  Coleta de lixo;
Ø  Manutenção da pavimentação; (seja pavimento de terra ou asfalto)
Ø  Qualidade das praças e jardins ;
Ø  Manutenção das escolas municipais;
Ø  Qualidade do ensino das escolas municipais;
Ø  Transporte coletivo; (quando existe)
Ø  Transporte escolar; (quando existe)
Ø  Segurança Pública;
Ø  Auxílio aos carentes; (assistência social)
Ø  Iluminação pública;
Ø  Imagem do prefeito;
Ø  Imagem da prefeitura;
Ø  Saúde;
·         Atendimento dos médicos
·         Atendimento das unidades de saúde
·         Estrutura das unidades de saúde.
A Grupom completa em 2012 40 anos de atividades com mais de 3.600 trabalhos entregues. Para contato ou maiores informações, ligue (62) 32373700

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Maioria quer que Rotam volte a atuar como antes

Maioria quer que Rotam volte a atuar como antes

Levantamento foi realizado antes do anúncio da troca de comando nas polícias
01 de dezembro de 2011 (quinta-feira) Jornal O Popular
Mantovani Fernandes 
Viatura da Rotam foi retirada das ruas de Goiânia em março, após prisão de policiais

A maioria dos goianienses quer que a Rotas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) volte a atuar como antes. São 53,2% dos 570 entrevistados pelo Instituto Grupom. Para 36,3% dos consultados, o grupo de elite deve continuar como está. Já 10,5% não avaliaram. A pesquisa foi realizada antes do anúncio da troca de comandos nas polícias e do retorno do preto aos uniformes e carros da tropa de elite.

Até agora, a principal mudança anunciada foi na cor do uniforme. A farda e as viaturas voltarão a ser pretas - cor que, até março desde ano, caracterizava a tropa. Naquele mês o grupo foi retirado das ruas após a Polícia Federal prender integrantes por suspeita de participação em grupos de extermínio, entre outros casos de abuso de poder.

Além da cor e do aumento de efetivo, não foram anunciadas outras medidas concretas, mas os discursos do secretário de Segurança Pública de Goiás, João Furtado Neto, e do novo comandante geral da Polícia Militar, coronel Edson Araújo, indicam o endurecimento do combate ao crime.

"Acredito que a identificação de uma força de elite nas ruas ajuda na segurança pública", afirma Furtado. Já Araújo disse que a Rotam vai retornar em maior número. "Vai representar o pavor para os criminosos e segurança para a sociedade." Outra fala emblemática do novo comandante foi: "O macaco só desce do pau em mata que não tem onça. A onça vai pra rua".


Perfil
Homem, 25 a 40 anos, com instrução até o primeiro grau e morador da periferia: este é o perfil da maioria que deseja que a Rotam "volte a atuar como antes". São os homens que querem o retorno. As mulheres somam 56%.


O menor índice de aprovação do retorno está entre os empresários: metade deles. Em seguida, são os cidadãos com 55 anos ou mais: 50,5%. Por outro lado, os que mais desejam a Rotam de preto e com "sua ideologia de trabalho" - nas palavras de Araújo - são os moradores da Região Sudoeste: 79,4%. Trabalhadores autônomos e que atuam na área de segurança vêm em seguida: 75%.

O diretor do Grupom, Mário Rodrigues Filho, afirma que a pesquisa constata uma mudança na imagem da Rotam, motivada pela sensação de insegurança na sociedade. "Lá atrás a Rotam estava negativa mas hoje a população percebeu que os bandidos tinham medo dela."

Ele lembra que as regiões periféricas da cidade não significam bairros pobres. O Alphaville, por exemplo, está entre as 99 classificadas desta forma, por estar distante dos 7 bairros listados como centrais.

Entre os bairros da Região Sudoeste, local com maior índice de cidadãos que desejam o retorno da Rotam como antes, está o Parque Amazônia. O local registrou 11 homicídios neste ano e está entre os bairros mais violentos.

Cor inibidora
O professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás Baltazar Donizete de Souza afirma que o preto é uma cor inibidora. Ele é especialista em segurança pública e coronel da Polícia Militar. "A cor causa um certo pânico, medo no infrator."

Souza afirma que bandidos de maior periculosidade respeitam apenas a Rotam. "O homicida, o latrocida, o assaltante de banco, a única força que ele respeita é a Rotam." Na avaliação dele, as tropas de elite são as mais disciplinadas e precisam ser bem treinadas. "Tem de agir dentro da legalidade."

À secretaria, cabe aprimorar métodos de fiscalização do trabalho do grupo de elite.

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A pesquisa realizada pela Grupom, obteve os seguintes dados:


*os que não avaliaram, não foram estimulados ao resultado

Os entrevistados que avaliaram a atual situação da ROTAM, foram estimulados a optar por uma das duas alternativas: "que ela continue como ela está" ou "que volte a atuar como antes". A não avaliação por parte dos entrevistados não foi estimulada na pesquisa.
Somente os que avaliaram
Dos que avaliaram, a maioria deles quer que a ROTAM volte a atuar como antes.


Os homens, em sua maioria, preferem que a ROTAM volte a atuar como antes, assim como as mulheres, porém o resultado é mais expressivo para o sexo masculino, que demonstra também maior diferença entre os resultados de que a ROTAM continue como está ou que ela volte a atuar como antes.


O número mais expressivo de pessoas que desejam que a ROTAM volte a atuar como antes está na faixa etária entre 25 e 40 anos, porém, das faixas etárias apresentadas, todas elas desejam que a ROTAM volte a atuar como antes.



Com relação a escolaridade, a maioria dos entrevistados também prefere que a ROTAM atue como antes, porém a faixa que apresenta maior percentual e maior diferença entre as situações propostas é a de escolaridade primária/1º grau.


 Moradores da região periférica são identificados como o percentual significativo com relação à aprovação da antiga atuação da ROTAM em comparação com as outras regiões.




A atividade/profissão mais preocupada com a volta da antiga ROTAM são os autônomos e os que executam atividades de segurança com percentual bastante expressivo de diferença entre como era antes e como está agora.


A antiga ROTAM, representa os uniformes pretos e carros que intimidam realmente a ação de bandidos. A preocupação da população com a segurança pública se mostra cada vez mais importante e necessária para que se faça cumprir a lei com criminosos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Teremos um natal movimentado em Goiânia.

Mario Rodrigues Filho da Grupom e Helenir Queiroz da Acieg
Na tarde do dia 16 de novembro de 2011, a Grupom em parceria com a ACIEG apresentou para a imprensa o IPVC (índice de Pretensão de Compras no Varejo), cujo segmento analisado foi o natal de 2011. O estudo do tipo pesquisa painel que a Grupom realiza há mais de 9 anos, demonstra o comportamento do consumidor e sua pretensão para os gastos com presentes natalinos.
 
Com a pesquisa foi possível concluir:
  • Que teremos aproximadamente 890 mil pessoas entre 14 e 70 anos indo às compras em Goiânia;
  • Um aumento de 165 mil a mais que em 2010;
  • E que o ânimo dos goianienses para comprar está elevado.
Além disso, foram levantadas as seguintes hipóteses com relação ao período de compras.

  1. Haverá uma procura de presentes de maior valor;
  2. Maior diversidade de presentes;
  3. Maior quantidade de presentes por família.

A pesquisa ainda estimou o valor aproximado que será movimentado para a compra de presentes natalinos pelos goianienses, 198 milhões de reais, que serão gastos em diferentes lugares que oferecem opções para as compras. Sendo que, as compras em Campinas aumentaram na preferência dos consumidores e uma das hipóteses foi a ascensão da emergente Classe C. 

Apesar disso, os shoppings também fazem parte da preferência dos consumidores, principalmente os homens, que preferem a facilidade de comprar e também são mais objetivos na hora das compras.
A coletiva contou com a presença de vários jornalistas, dentre eles: Lídia Borges, de Opopular; Mariza Santana, do Jornal OHoje; Carlos Pereira da Rádio Difusora; Alex Atanázio, da UCG TV; Carla Lacerda; Adriana Marinelli do jornal Online Aredação; Keissiane Seabra, da Fonte TV; Graciella Barros, do Diário da manhã e Gabriela Louredo, da TV Goiânia.
 
 
Os jornalistas interagiram com o Diretor da empresa Grupom, Mario Rodrigues Filho, questionando principalmente se os efeitos da crise europeia já são sentidos pelos goianienses. A resposta foi negativa e com uma ressalva: “teremos o melhor natal dos últimos 9 anos”.
 
Foto: Acieg

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Medo de Que?

Medo de quê?

Edemundo Dias de Oliveira Filho 
12 de novembro de 2011 (sábado) Jornal O Popular

"No amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora todo o medo" (1º João 4: 18).

"Você tem medo de quê?" Esta foi a instigante manchete do POPULAR do dia 6 de novembro, expondo os resultados de uma pesquisa do Instituto GRUPOM para saber quais são os maiores medos dos goianos. Violência, inflação e ficar doente foram as respostas mais apontadas. Acontece que, seja a propósito ou por acaso, a matéria nos remete a uma das mais interessantes questões da história da humanidade, que assume proporção crucial na chamada pós-modernidade.


Com efeito, Zygmunt Bauman, um dos grandes estudiosos desse tema, conclui sobre a dinâmica e os usos do medo, assim: "As origens de nossos medos são de ordem ética e política". Ora, ao assumirmos isso, as ameaças se encontrarão continuamente próximas e tudo parecerá exacerbado, iminentemente ameaçador e aterrorizante. Como solução para enfrentar tal fantasma, ele propõe, além de esperança, que o enfrentamento não parta apenas do indivíduo, de um local, mas da esfera global, invertendo o que há de negativo na proposta da globalização.

A conjectura, aqui, não é de desacreditar as estatísticas. É, acrescendo à conclusão do autor de Medo Líquido (Bauman, 2006), desmitificar uma potestade criada pela difusão irrestrita e massificada de assertivas que deveriam exigir de nossos meios de comunicação cautela mais apurada. E, sobretudo, zelar para que uma epidemia contingente não se torne uma pandemia intratável, considerando o amor e não o medo, como a moda que ditou, dita e ditará a grande tendência universal de hoje e que está porvir.

Propagados com a velocidade do vento e com a intensidade dos tufões, os sentimentos de medo e insegurança, que assolam a cada dia mais nossa terra, têm assumido assoberbada proporção. Das reflexões e análises diárias sobre o tema, ou mesmo sobre questões que o cercam mais indiretamente, pode-se extrair a sensação de que o medo é, indubitavelmente, o principal sentimento personificado pela contemporaneidade.

O amor, ressaltado, cultivado e ainda inculcado no coração do homem, foi degradado e, consequentemente, reduzido à utopia, ingenuidade ou pieguice, dando ao medo o status de sentimento-mor do presente século - o que nos tem levado à aferição de que o medo está mais do que sacralizado, mercadologizado, como uma necessidade insaciável de todos os homens.

O descrédito dos indivíduos no poder de proteção do Estado - único ente com aptidão legítima de coerção da violência -, que gera o instinto de autoproteção, potencializa, simultaneamente, o medo. A tarefa de tornar o mundo mais seguro - dever inarredável desse Estado e responsabilidade de todos - tem sido fragilizada diante das inúmeras patologias que "adoecem" o mundo moderno, no interesse daqueles que utilizam o medo como o mais eficiente instrumento de controle econômico e político.
Adoecido pela cultura do medo, o homem já não parece ficar estarrecido tão-somente pelas violências sofridas direta e constantemente, mas muito mais pela vultosa propulsão que funda e impulsiona essa cultura no seu cotidiano. Nesse diapasão, o homem contemporâneo encontra-se, irresistivelmente, enredado pela virulência de um conceito, ampliado e difundido de forma avassaladora, que tem adquirido dimensões ainda mais virtuais que reais.



Edemundo Dias de Oliveira Filho 
é delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, 
presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia

Medo de que? Inflação na memória do goiano

Medo de quê?
Inflação na memória do goiano
Em Goiânia, alta de preços aflige mais a população do que problemas de saúde e falta de emprego
Lídia Borges 06 de novembro de 2011 (domingo) Jornal O Popular 

Quem não vivenciou a época da plena inflação no Brasil não consegue entender por que o aumento de preços preocupa mais a população de Goiânia do que o medo de ficar doente ou de perder o emprego. No interior do Estado, essa apreensão chega a ser maior inclusive do que o medo de se tornar vítima da violência.

Mas não é para menos. A pesquisa feita pela Grupom Consultoria Empresarial com 2.455 pessoas mostra que, quase duas décadas depois, a estabilização da moeda nacional não apagou da memória das pessoas a lembrança de uma época em que os preços subiam mais de uma vez por dia, quando os índices de reajuste passavam de 1.000% ao mês e as prateleiras nos supermercados ficavam vazias com a corrida de consumidores para estocar produtos em casa e fugir da alta.

O casal Darci Rodrigues, 56, e Lázara Penha Rodrigues, 46, lembram muito bem da dificuldade que passavam na época para dar conta de manter o orçamento doméstico. A alimentação era menos variada, porque era preciso escolher alguns produtos em detrimento de outros. E os eletrodomésticos eram artigo de luxo. "Hoje, comemos muito melhor, mesmo o salário sendo baixo. Também há mais opção de emprego. E já podemos comprar com mais facilidade equipamentos, como máquina de lavar e TV", diz a dona de casa.
Para a atendente de call center Dalva da Mata, 42 anos, o medo de passar por um novo período de inflação é reforçado pelas constantes notícias da atual crise econômica internacional. "A gente fica sempre 'com um pé atrás'. O Brasil é um país de fartura, mas é vulnerável", justifica.

Segundo o presidente do Instituto Pró-Economia, Adriano Paranaíba, os problemas fiscais de países europeus e a deficiência financeira global aumentam o risco inflacionário nas economias emergentes, dentre as quais estão nações como o Brasil, Rússia e China. Entretanto, na opinião do economista, a possibilidade de o País voltar aos patamares do final da década de 80 é quase nula.
"Eu tenho muito mais medo do surgimento de um novo imposto - como o que se discute para a saúde, nos moldes da antiga CPMF - do que propriamente da inflação. A alta carga tributária e os desvios com corrupção impactam muito mais o nosso bolso hoje do que a situação inflacionária atual", compara.

Para Adriano Paranaíba, as medidas adotadas pelo Banco Central de interferir no crédito, na taxa de juros, mostram que existe um controle da situação. "A economia está bem vigiada.


Atualizado em Janeiro 2012 - Aumenta a preocupação com relação a inflação neste início de ano.